Viação Triunfo e os ônibus Zeppelin do Pará

Alguns dias atrás eu fui tentar entender o assunto dos ônibus Zeppelin no Pará, que apareceram no acervo da LIFE, e me enrolei todo, confesso. Até que descobri o Blog do Haroldo Baleixe que jogou luz sobre o assunto, se dando inclusive ao trabalho de vir aqui e deixar mais alguns esclarecimentos.

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O que faltava era eu reler o que dizia sobre isto o jornal O Globo, que havia publicado matéria sobre o acervo da LIFE e seus tesouros nacionais, dias antes, com destaque aos Zeppelin do Pará. Na verdade eles não falam muito, apenas que os caminhões eram fabricados sobre chassis de caminhões White – e não Dodge – e que a carroceria era em madeira e flandres.  Mas pelo menos eu descobri esta foto nova sobre os ônibus Zeppelin da Viação Triunfo em Belém do Pará. Uma obra de arte, por sinal, em cores.

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Viação Triunfo, Belém do Pará, 1957

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Estas duas fotos são da coleção da Life e me pegaram de surpresa. Que raios de… veículo é isto? E em Belém do Pará? Tudo muito estranho.

Fui pesquisar e achei coisas muito interessantes. Lá no blog do Flávio Gomes descobri que, parece, estes ônibus foram mandados construir em São Luis, Maranhão, nos anos 40, ao que parece que sobre chassi Dodge, pelo empresário Joaquim Lourenço, vulgo Joaquim Português, um admirador aas formas invulgares dos dirigíveis. Fizeram sucesso por alguns anos e foram levados para o Pará mais tarde.

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Achei outra explicação diferente e interessante sobre a origem dos ônibuz-zeppelin de Belém do Pará, extraídada do livro Cidade Transitiva de Armando Mendes, e do blog do Haroldo Baleixe. De qualquer forma, é uma descrição deliciosa do que eram estes ônibus, vale a leitura.

Os nossos dirigíveis foram, na verdade, criação da Viação Sul Americana, de propriedade do contador do Banco Ultramarino Clóvis Ferreira Jorge & sócios. E eram construídos na São Jorge de Ribamar Ltda., igualmente de sua propriedade. Tinham carroceria de madeira, ferro e flandres, pintados externamente na cor alumínio. O interior era em couro, alcochoado. Em vez de cobradores, eram tripulados por ‘aeromoças’. No início dos anos 60 foram vendidos para Manaus e São Luiz. Antes disso, porém, inspiraram ainda uma marchinha carnavalesca assinada pelo Prof. Clodomir Colino: ‘Mamãe eu quero, quero / andar de zepelim, / com tanta mulher boa / dando sopa, está pra mim’.

E pelo que estou entendendo, houveram modelos diferentes de empresas diferentes, como se v6e nos detalhes abaixo.

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Ainda achei esta foto aqui no incrível Museu Virtual do Transporte Urbano.

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O jornal O Globo publicou mais informação sobre este ônibus duas semanas atrás, vou pegar meu o meu no escritório e depois escrevo aqui.

Mas que é tudo muito fascinante, belo e interessante, ah isso é. Como seria ver um desses hoje em dia?

Jesse, you should try a tour in one of these Zeppelin busses!