Fischeye Camaro

Bom, outro dia falei que não me interessava pela lente olho de peixe da Olloclip. Mas, fui experimentar, na falta de coisa melhor pra fazer. Gostei, achei que devia publicar aqui, mas não dá pra me imaginar tirando essas mesmas fotos outro dia na minha vida. Uma vez só, basta.

Importante foi a voltinha pelo quarteirão. Ah…

Newspaper Archive

Bom, serei breve. Se pesquisa te interessa, sobre qualquer assunto, jornais devem ser uma boa fonte primária de informação. Para os americanos, principalmente eles, existe o extraordinário site Newspaper Archive que traz jornais desde… o século XVIII, eu acho.

Bom, sobre automóveis, a dica é a seguinte. Vá em busca avançada e coloque algo mais que “1957 Chevrolet” – isso é um termo aberto de mais. Coloque um slogan da época, uma frase consistente, se não os resultados escorrem pelo monitor, de tantos. Limite pelo país (USA) ou quem sabe até pelo Estado, ou faça uma busca boleana (uau!), ou tente tudo isso junto e ao mesmo tempo, pois sempre, sempre aparecem resultados novos a cada idéia de busca. Acredite, passei três meses pesquisando somente os Ford shoebox por lá, e desconfio que ainda nem arranhei a superfície.

Eis por exemplo o resultado de busca por um slogan dos Fords, “try the new feel” limitado ao período de 1948 a 1951.

http://newspaperarchive.com/tags/try-the-new-feel?pci=7&ndt=by&py=1948&pey=1951

Seria legal que esta fonte de informação, que eu só descobri no ano passado, fosse procurada por mais pessoas com propósitos diferentes. Veríamos aflorar na internet uma quantidade enorme de peças esquecidas pelo tempo.

Uma coisa que pretendo buscar em breve, mas é difícil por não ser uma marca, mas um mercado, que são os acessórios para os automóveis. Imagine década após década, do Ford T ao Cuda, os inúmeros fabricantes de acessórios e customizações disponíves? Um banho de cultura, resgatada diretamente do fundo do baú.

Se você pagar a assinatura, baratinha e vale a pena, você ganha o direito de fazer o download das páginas em PDF de altíssima resolução. Adianto, é um trabalho braçal, meio repetitivo e cansativo, mas quando eu olho as centenas de coisas novas sobre os Fords que eu desentoquei, abro um sorriso.

Divirta-se.

1963

Um talento que me fascina, pelo qual me encanto e paradoxalmente me remete ao truísmo de minha insignificância, é a capacidade de desenhar bem.

Este Crovette veio do Flickr, via http://www.flickr.com/photos/91972735@N00/8010314818/in/pool-gomedia

Você também pensou em uma camiseta? Jogue no Illustrator, converta em vetor e seja feliz. Mas eu não disse isso, ok?

Camaro 6L, Motor Trend, 1966

Por causa do post do Chico sobre um Camaro estranho, segue umas vistas do Camaro 67 com o motor 6L, tal qual publicado na Motor Trend em outubro de 1966.

Sempre boas estas oportunidades, eu vou me lembrando de umas coisas que tenho e nunca publico.

Chico tinha razão, a mola traseira não se poderia chamar de feixe, é apenas uma lâmina. Mas, o que me assombra nesse carro, engenheiro que não sou e ignorante que não caibo neste blog, é o subframe que sustenta toda a parte dianteira do carro, com apenas dois parafusos sob os bancos dianteiros e um na altura do radiador. Não é novidade para o Camaro muito menos exclusividade dele. Todavia, me impressiona a engenharia que segura isso tudo no lugar.

Substituí os meu parafusos alguns anos atrás. Acho que 90% dos Camaros até 74 que andam por aí têm os parafusos e buchas de fábrica. É que os mecânicos se pelam de medo de trocar isso. Os argumentos são os de sempre: nunca fiz, mas e se desalinhar, e se rachar o vidro e se… tudo bobagem, há um step by step aí que o pessoal do NastyZ28.com publicou que é uma delícia, você troca todos com um macaco jacaré ordinário e um taco de madeira. E com tudo no lugar, nada de tirar motor como já ouvi uma vez.

Voltando aos desenhos, é uma obra prima, não? Essa tal de Camaro é de colocar os cavalinhos rampantes da Ford de volta no estábulo, com todo o respeito e em que pese minha paixão pelo Mustang.

E aproveitando a deixa e falando de Camaro 67 V6… têm mais no final.

Desde que comprei o livro do Darwin Homstrom, Camaro Forty Years, e dei de cara com este nunca restaurado Camaro V6, eu passei a nutrir um segredo dentro de um sonho. Não sei por que, mas esse pony com um motor tão comum me enfeitiçou, ainda mais depois que eu vi o emblema 250 no pára-lama. Chique. Dizem que são mais raros que cabelo em perna de metrosexual. Mas, eu tenho um conhecido cujo tio teve um, aqui mesmo no Rio.

Sobrou algum por aí? Você já viu um Camaro V6?