NASCAR Darlington 500, setembro de 1958

Selvagem correr com esses carros. Alguns caras não se davam ao trabalho de tirar os frisos dos stock.

O que mais me chamou a atenção foi o Mercury Turnpike. Não sabia que isso fazia curva…

Na Wiki, sabe-se que a corrida foi em 1º de Setembro de 58, e quem ganhou foi “Fireball” Roberts, com um Chevy 57.

Fireball foi o que aconteceu com outro carro, o de nº 60, veja abaixo. Que auto é esse? Estou com preguiça de pesquisar. A sorte do carro de nº 47 não foi muito melhor. Perceba a carroceria altamente deformável, visando exclusivamente a segurança do piloto.

Outro ponto: imaginou o barulho ensurdecedor e característico de cada motor – de acordo com o fabricante e com cada preparação  – que nessa época se ouvia nas corridas da NASCAR? Desde que motor passou a ser único, a sinfonia virou um solo.

Muller Bros Car Wash, junho de 1951

No dia em que iriam lavar o carro de número 3.000.000, o lava-jato dos irmãos Muller decidiu organizar uma grande promoção.
Que promoção. Convidaram lindas moçoilas, cada uma eleita miss em alguma categoria: miss lanternagem, miss lubrificação, miss acessórios e por aí vai.
Que festa, os velhinhos babando é a segunda melhor parte das fotos. Afinal, era 1951 e mulheres em trajes mínimos, mesmo na Califórnia, ainda causavam um rebuliço. Bom, corrigindo, se hoje causam, image então.
Em terceiro lugar, os automóveis, claro. Especialmente o Oldsmobile Curved Dash de 1902, que eles levaram ao evento. Olha como os caras eram bons e conheciam do seu negócio e sabiam como agradar o cliente. Se era um original eu não tenho a menor idéia, mas em 1951 não deveriam existir réplicas do Olds ainda.
Os irmãos Muller fizeram história. São citados neste livro, como pioneiros do negócio e hábeis vendedores. Vale a leitura do parágrafo.

Hispano Suiza

Paris, França, 31 de dezembro de 1943.
Foto tirada a bordo de um B-17 que bombardeou fábrica de rolamentos vizinha à planta de reparos de motores aeronáuticos da Hispano-Suiza.

Barthes

Este é um blog sobre fotografia. Quase sempre fotos antigas, de automóveis antigos.

Sendo a fotografia uma minha obsessão que não quero desvendar, estou relendo “A Câmara Clara” de Barthes.

E ele atrapalha este meu não-compreender. Principalmente a noção de nostalgia através da fotografia, tão em voga hoje em dia. Pois não é toda a fotografia, pretérita?

Barthes reflete:

“O que a Fotografia reproduz ao infinito só ocorre uma vez: ela repete mecanicamente o que nunca mais poderá repetir-se existencialmente.”

Mais adiante, ele diz que a “A fotografia sempre me espanta, com um espanto que dura e se renova, inesgotavelmente”.

E é assim, melancolicamente conformado com a metafísica por cima de todas as coisas, que divido umas últimas fotos que pesquei no acervo da Life.