Vendo lote de carros antigos: R$2.326.000,00

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Depois que eu propus a conversa sobre preço de carros antigos, nesse post aqui em cima, me aparece essa oferta aqui, de vários carros à venda, em diversos estados de conservação. O que pensar disso? Clique no link abaixo.

http://comprar.todaoferta.uol.com.br/ford-nash-novabelair-olds-cupe-conversiveis-toda–RMTCG0QU80

Preço de carros antigos pela hora da morte!

Eu não sei qual sua participação no dito mercado de carros antigos, se você é apenas um voyeur, como eu, ou se comprador, vendedor ou colecionador destas jóias. É que eu gostaria de saber se você acha normais e sustentáveis os preços que carros antigos têm alcançado no Brasil ultimamente, em que pese uma crise mundial e a facilidade de importação dos mesmos.

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Absolutamente incrível a qualidade destes painéis de propaganda que eu encontrei. Quem os pintou não passou adiante a receita, e nós ainda nos achamos modernos e qualificados com nossas plotters e impressoras gigantes, veja só.

Veja o anúncio do presunto Agar e me diga: não dá acidente na estrada admirar um negócio desses? Clique sobre eles para ampliar.

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Mesbla, Fords, Willys e o Rio de antigamente.

O David vai ficar com a chave do meu blog enquanto ele não cria o dele!

Bom, depois dos anúncios dos Chandlers na Mesbla, dos Stubakers e Packards, agora ele ataca com mais outros quatro anúncios antigos de automóveis aqui no Rio de Janeiro. No caso, Chevrolet, Willys e dois anúncios da Ford de 1926.

Meus favoritos aqui são os da Ford. Por causa da ilustração do T que eu não conhecia é linda. Um deles é anúncio da Mesbla, como o anterior do Chandler. Aliás, acabei de passar pela porta da antiga sede da Mesbla, aqui na rua do Passeio, e me puz a imaginar como seriam aqueles tempos.

David, pode mandar todos os outros anúncios que tiver! Por favor!

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Studebaker e Packard no Rio de Janeiro

O David mandou-nos mais alguns anúncios extraídos da revista “Eu Sei Tudo”, edições do ano 1920, como aqueles outros dos Chandlers, comercializados pela Mesbla aqui no Rio.

Os três anúncios que ele mandou são muito bonitos. Um sobre os Packard, um anúncio um tanto misterioso e prolixo, e por isso mesmo interessante. Leilão? Será que traduziram um anúncio americano sem se dar conta que a chamada não tinha nada a ver como a oportunidade? Pode ser. O revendedor ficava aqui na Avenida Rio Branco, número 14 e 16, centro do Rio, quase Praça Mauá.

Os outros dois anúncios são da Studebaker que, segundo o Guilherme, entendido do assunto, são muito raros aqui no Brasil. Devem ser mesmo. Dá para ver o cuidado do David ao manusear estes documentos, como eles estavam sofridos. No caso dos Studebaker, o revendedor ficava também na Rio Branco número 180, ali pela altura do atual e horroroso prédio da Caixa Econômica Federal, acredito. Os anúncios vieram das edições de agosto (Série 20) e outubro, 4ª capa de cada edição.

David, sua iniciativa em digitalizar etses anúncios é louvável. Se tiver outros, pode mandar, o espaço aqui é para isso mesmo. Obrigado!

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Tesouros bem guardados.

Vou repetir a história tal qual foi contada pelo protagonista, um sujeito de sorte, um abastado colecionador de Corvettes e outras máquinas.

Na região em que ele mora, nos EUA, sempre se falou da história do senhor que guardava raros Corvettes em um celeiro. Por anos ele investigou aquilo sem sucesso; ora alguém dizia ter visto a tal fazenda, ora alguém dizia que os carros estavam em um galpão, na cidade. E assim terminaria a história se, por um desses acasos do destino, um dia o telefone dele não tocasse e um amigo dissesse aquilo que ele sempre perseguiu: é verdadeira a história, os carros existem e estão à venda. O tal celeiro existia, afinal, e ficava a apenas 20 milhas da casa dele.

Lá chegando foi recebendo por um sujeito na casa dos seus 40 que, impaciente, lhe pergunta o que quer. Ele menciona o telefonema e que está ali para ver os carros. O sujeito respira fundo e vai chamar a mãe. A senhora, mais cordial, conta que os carros foram uma sugestão de investimento do irmão de seu marido, muitos anos atrás. O esposo é idoso, com 86 anos e sofre de Alzheimer. Por este motivo, a intenção é vender os Corvettes, apurar uma boa grana e se mudarem para a cidade, talvez o sul da Califórnia, de onde vieram anos antes trazendo os 7 Vettes. Pelos documentos, o comprador vê que o último foi dirigido em 1985 e dois foram vendidos anos antes. Ainda assim, é um achado e tanto, ele deve ter pensado: afinal, não é todo dia que se encontram 2 Corvette 1963 Split Window, 2 coupês 1967 e um 1956, que foi registrado pela última vez em 1974, guardados, bem guardados, ao lado de casa.

Eis, portanto, os lendários carros de celeiro de que tanto sonham e falam os privilegiados norte-americanos.

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Acima, o Corvette 56. Isso aí em cima dele é cocô de coruja mesmo. Muito inteiro.

Abaixo, o amarelo 1967, 46 mil milhas, 327, 300hp, a/c, automático, power windows…

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Abaixo, o segundo 67 prata, com pintura original de fábrica, 57 mil milhas, motor 327, 4 marchas, power windows e mais um monte de coisinhas legais que a fábrica colocou dentro…

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Agora o caldo fica grosso. Eis o primeiro 63 split window, vermelho mas originalmente silver blue. Motor 327, 250hp, lista completa de opcionais. Inclusive lindas rodas Kelsey Hayes, já tinha ouvido falar? Eu não, mas adorei estas Magnum, quero quatro!

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Agora o 63 split window verde, que na verdade era tuxedo black, e que ainda veio com FI no motor de 300hp. Absurdo.

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O mesmo Corvette verde agora do lado de fora,  com o 56, vendo a luz do sol pela primeira vez em anos.

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O comprador dos Corvettes é o Charley, ao centro na foto abaixo. Ao lado, vovô e vovó investidores liquidando suas posições no mercado. Cena que nunca mais se repetirá.

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Ops, isso merece um desconto, não? Volte, Charley, eles te enganaram!

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Abaixo, os Corvettes, reunidos à coleção do Chrley, dois dias depois. A negociação foi rápida, donde presumo que ou vovô e vovó pediram barato, o que é impossível, ou então Charley estava com a carteira bem servida. Pelo galpão dele, o que acha?

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Acima, admire as rodas Magnum que vieram com o 63 vermelho depois de limpas. Lindíssimas, não? Abaixo, na mala do 56 veio de brinde uma rara caixa powerglide.

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Abaixo, um mês depois de comprados e bem mais limpos, dá para ver o que de fato são os carros. Que tal?

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Mais um mês e Charley comprou umas peças aqui, um lote acolá, e está montando seus Corvettes com acessórios e peças originais de época, como deve terminar todo conto de fadas. Igualzinho aqui: entre no eBay e pronto!

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Abaixo, o 67 prata com suas peças no lugar, limpo e cheiroso. Olha o estado em que estava este carro! Com a pintura original ainda!  Bárbaro!

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É por isso que eu não gosto dos meus vizinhos, nenhum deles têm um Corvette guardado para mim.

Depois destas fotos o Charley continua mostrando mais outras dos detalhes dos carros, mas isso é chato. O legal é participar da descoberta de um tesouro como este.

Definitivamente, minha vocação é ser voyeur de carros antigos! ;)