1950 Ford Tudor Custom

Mais um dos autos que um dia pertenceu à coleção de Nick Alexander, este acho que o único que não era um woody.

Na entrevista dele que já transcrevi aqui, ou no vídeo da RM Auctions também citado, não me lembro ao certo onde, ele menciona este Ford Custom Tudor e o por que ele veio fazer parte de sua coleção. O motivo é óbvio, é um carro preservado em todas as suas características originais. Sim, muchacho, admire o que eram os Fords em toda suas caracterísitcas originais no alvorecer dos anos 50. Razoáveis, hum? ;)

Eu nunca entendi o motivo pelo qual os americanos preferem, entre todos os shoebox (1949, 50 e 51), justamente o ano de 1950. Já pesquisei, mas nada. Alguém sabe me dizer o motivo?

Diz o release da RM Auctions sobre este auto:

Advertised as “50 Ways Finer,” the 1950 Fords introduced many improvements over their groundbreaking 1949 predecessors. New rotary door latches with pushbutton handles replaced pull-type openers, and the gas filler cap was relocated behind an access door. Most obvious were new parking lights, and a revised trunk handle. The top-line Custom series was renamed “Custom Deluxe” in the sales literature, although the car itself was badged simply “Custom.” The Custom Deluxe Tudor was the most popular body style, with more than 433,000 sold.

100 bhp, 239.4 cu. in. Flathead V8 engine, three-speed manual transmission with overdrive, coil spring independent front suspension, live rear axle with semi-elliptic leaf springs, four-wheel hydraulic drum brakes. Wheelbase: 114″.

8 comentários sobre “1950 Ford Tudor Custom

  1. Xracer disse:

    Lindo carro…
    que tempos memoráveis foram os anos 50 ! Se houvesse uma maneira… eu gostaria de visitar os anos 50 nos States… nem que fosse uma vez por 1 dia !!

    Voltando à realidade… cada vez que vimos, dirigimos um carro desses voltamos no tempo também !

    Excelente blog !
    Continue assim ! Hi hip hurra !

  2. Belair disse:

    Nik,confesso que nunca dei muita bola a esses shoeboxes,mas voce e’ tao insistente que ja’ estou comecando a enxerga’-los com outros olhos,rsrsrsrs.

  3. Irapuã disse:

    Belair, isso é catequização, quase lavagem cerebral. E o Nik é ‘pastor’ treinado e competente na doutrina. Aguarde, que logo sua garagem estará com pelo menos um Ford…

    Xracer, assim que encontre a maneira de fazer esta viagem ‘turística’ avise! Por certo encontrará aqui companheiro para dividir as despesas, rsrsrs.

    Nik, sobre seu questionamento: imagino que o motivo principal dessa preferência seja o de que o 50 é um 49 já mais aperfeiçoado, com os principais defeitos da produção inicial e de engenharia corrigidos mas ainda mantendo a pureza das linhas gerais de seu precursor, que era revolução estilística e conceitual em relação à linha de antes da guerra. O 51 já trazia apliques de estilo mais furisticos e agressivos para o conceito da época colocados sobre a mesma base, ainda que hoje estes não nos saltem tanto aos olhos. Eu ficaria com um de cada… ;)
    A unidade das fotos é padrão para qualquer restauração de outro modelo no mundo. Esse tipo de referência de originalidade me encanta.

  4. carros disse:

    esse carro é lindo e é uma raridade que qualquer colecionador fica doido pra comprar alem de ser um carro lindo e bem confortavel foi um sucesso na epoca e ate hoje fas sucesso por onde passa.
    obrigada pela noticia

  5. Roberto Cesar dos Santos disse:

    Caro Nik
    Em algum momento eu teria que revelar meu segredo .
    Por ser contemporâneo de nascimento (nascí em 01/01/1949)
    passei toda a vida, recuperando no retrovisor do tempo, três
    marcos da cultura norteamericana, imediatamente ao pós-guerra.
    A música, na imensa riqueza que nos foi legada pelo jazz;
    O cinema, em sua fase “noir”. Policiais nostálgicos envoltos em
    fumaça noturna, os clássicos do terror, os primeiros passos da
    ficção-científica e os últimos momentos dos grandes westerns.
    Enfim, o automóvel. Presente em todos os lances. Nas viagens
    dos negros jazzistas, cortando os States, “Cost/Cost”, em Cads
    Buicks, Fords and Chevys reluzentes, em noites chuvosas…
    Greats Musicians, Movies and Cars! Querem mais?
    Revejam a estréia de Marlon Brando, o mito que mudou tudo
    e todos que vieram depois dele. Adivinha o ano?
    “The Men” (Espiritos Indômitos) 1950 Dir. Fred Zinnemann
    A atriz Tereza Wright, seu amor, o visita no hospital de veteranos.
    Adivinha qual é o carro que ela dirige? Que ano,amigo!……………

  6. Belair disse:

    Irapua;

    Sera’ isso o que se chama de “Conspiracao Anti-Chevy” ? rsrsrsrsrs

  7. carrosantigos disse:

    Vocês foram tão eloqüentes que eu preciso pensar sobre tudo o que vocês disseram. Volto mais tarde com alguma opinião à altura dos comentários.

  8. carrosantigos disse:

    Belair, é esse mimetismo de gostos e idéias que caracterizaa as sociedades abertas, em que as idéias circulam livremente. E assim nós nos influenciamos mutuamente. Cada um de nós têm olhos para uma beleza escondida da vida. Trocamos receitas, livros, vinhos, lugares e assim vivemos mais que uma vida no pequeno tempo que uma. Bom saber que os shoebox estão ganhando espaço em ti, pois, de alguma forma e da forma deles, eles merecem. Eles, em última análise, são um resumo da gênese dos anos 50 e das épocas vindouras. De forma tímida, é verdade, por que aqueles anos foram muito ricos em mudanças, estilos e formas, e esta dinâmica acabou dissipando a beleza intrínseca daqueles carrinhos. Que, com todo Ford, são simples e elegantes. Sofisticados e opulentos é coisa que os Bel Air traduzem melhor, eu acho. Ou de forma mais rápida.

    Sabe uma fonte legal para essas visões de conjunto, em que se têm a melhor perspectiva do que era o automóvel no início dos 50 em termos de frota nas ruas? Os filmes a que o Roberto faz alusão. Sim, todos nós que gostamos também de autos antigos sabemos da importância desta referência, mas o que eu fiz foi buscar filmes menos conhecidos através do IMCDB.org e o resultado foi muito positivo. Até 53-54 os filmes retratam um tipo de frota americana que muda drasticamente a partir de 54-55, pelos motivos conhecidos. Então, do pós-guerra até essa virada, temos muito material de pesquisa ou de simples curiosidade.

    Por exemplo, recomendo aos amigos Ace in The Hole com o Kirck Douglas, que é um (ótimo) filme de 1951. É um dos meus favoritos para entender em que momento da história de Detroit os Ford Shoebox nasceram e se tornaram relevantes. Um dia, quando tiver tempo, faço um post com frames desse filme, mas ele existe para download por aí.

    Ira, bem apontada a direção das falhas da geração 49 e por isso a prevalência da 50. Todavia, esse me parece o argumento de quem viveu na época, hoje essa perspectiva deveria estar ultrapassada, não acha? Quero dizer, como coleção, gosto ou o que for, o 49 é mais emblemático que o 50, foi o primeiro afinal. Não adianta, nenhuma regravação de Yesterday pode ser melhor que a original, não é mesmo? Será que este sentimento (que para quem não sabe foi fortíssimo nos anos 50, dada a baixíssima qualidade dos Fords montados em algumas plantas norte-americanas) conseguiu sobreviver a tanto tempo? Vou pensar a respeito, muito bem pensado.

    Abraços! N.

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