Toy Autos Made from G.I. Beer Cans, Japão, 1948

O cenário é o seguinte. O Japão emergiu com um país arrasado após a Segunda Guerra Mundial, regredido para o século XIX pela força de duas explosões nucleares e uma guerra insana. Era preciso tocar a vida, os sobreviventes precisavam improvisar. A matéria prima era o lixo da guerra. No caso, latas de cerveja dos soldados americanos que ocupavam seu país. O que eles decidem fazer com isso? Carrinhos de lata para crianças. Pergunta batida, óbvia, mas necessária: como esse povo apenas 30 anos depois era a terceira economia do mundo? Sabemos a resposta.

Então por que não conseguimos o mesmo?

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7 comentários sobre “Toy Autos Made from G.I. Beer Cans, Japão, 1948

  1. v8andvintage disse:

    Nik:

    Vou contar uma história que aconteceu comigo:

    Quando ainda estudava na Universidade Santa Úrsula (r.i.p.) e em um determinado sábado, eu e André Farah terminávamos os últimos exercícios de estudo para prova de ResMat (Resistência dos Materiais). Num determinado momento, falei que o Brasil era um dos únicos a adotar a padronização do Diagrama de Momento Fletor invertido, ou seja, (+) para baixo e (-) para cima.

    Ele disse que nós deveríamos estar certos e a Alemanha e o Japão deveriam estar errados (ou o resto do mundo); e que talvez tenha sido sorte ambos terem reconstruido seus países e se tornado potências econômicas em 40 anos, sendo nós com 500 não chegamos nem perto!

    Se você estudar um pouco sobre os 2 idiomas, verá que a estrutura gramatical é completamente diferente da do português.

    Os EUA são protestantes, o Japão xintoísta, o Alemão é Luterano. Ou seja, a religião não é exatamente a questão.

    Então: qual a fórmula deles?

  2. Irapuã disse:

    A resposta poderia ser esta: dedicação e desprendimento, característica cultural que nós não temos ou não cultivamos. Acabamos parando no meio do caminho quase sempre que as dificuldades se apresentam.
    Mas principalmente, conheceram e acreditaram em William Edward Deming (a quem tive o privilégio de conhecer pessoalmente). Ele desenvolveu métodos de controle estatístico de qualidade e em 1941 passou a ensinar seus métodos nos EUA. Foi fundador em 1946 da Sociedade Americana de Controle de Qualidade, mas o Controle Estatístico floresceu muito pouco e ele passou a trabalhar por conta própria como consultor. Dizia: “Um mágico pode tirar um coelho de uma cartola, mas não poderá nunca tirar qualidade dela. Qualidade não se controla, qualidade se faz”. Em 1947 foi recrutado pelas Potências Aliadas para preparar o censo japonês. Lá divulgou seu método. Os japoneses retribuiram produzindo bens que tinham mercado e deram continuidade nos negócios. Disse-lhes que ganhariam mercado no mundo inteiro no prazo de cinco anos e eles anteciparam sua previsão.
    A partir daí já conhecemos a história.
    De volta aos EUA, nenhum de seus feitos causou muito impacto, ele era apenas um estatístico renomado. Dr. Demming só foi descoberto e valorizado em seu país em 1980 quando foi convidado a uma entrevista na televisão que resultou num documentário de muito exito chamado “Se o Japão pode…Porque não podemos?”. Foi-lhe perguntado: Qual a diferença de atitude entre os japoneses e o americanos? Ele respondeu: “Eles estão empregando métodos estatísticos. Não só os aprenderam, como os absorveram e os aplicam”. E porque não fazemos? “Não há determinação nesse sentido, não temos idéia do que é certo fazer. Não temos objetivo algum…”
    A partir daí a Qualidade Total passou a ser o assunto empresarial do momento em todo o mundo.
    O que Deming tinha feito? Exatamente o que dissera nas cinco palavras com que terminava seus seminários: “Fiz o melhor que pude”.

    Nik, creio que a resposta de sua pergunta no final do post possa ser retirada desse resumo.

    Recomendo aos interessados no assunto o livro “O Método Deming de Administração” de Mary Walton de onde esse comentário foi inspirado e usou citações.
    Abraços

  3. Rui Pastor disse:

    Que sequencia de fotos! Sensacional! Uma pena não ter uma foto detalhando um pouco mais o carrinho… parece um Ford 46…
    Forte abraço

  4. jose avila ribeiro disse:

    CARO NIKOLLAS:
    NÃO SEI COMO VOCÊ CONSEGUE ESSAS RARIDADES, MAS O FATO CONCRETO DE TUDO ISSO É QUE FICAMOS A VER ESSAS COISAS O TEMPO TODO E NÃO NOS EMENDAMOS!
    NÃO SEI QUANDO ESSE TAL TÃO FALADO GIGANTE VAI DESPERTAR, MAS TUDO INDICA QUE ESTAMOS AJUDANDO O DESPERTAR DE OUTRO GIFANTE.
    NA DÉCADA DE 50, NÓS CRIANCINHAS AINDA, NÃO SEI A SUA IDADE, MAS NOS ACOSTUMAMOS A VER O QUE ERA FEITO NO JAPÃO, COMO COISA RUIM E AGORA ESTAMOS REPETINDO A HISTÓRIA COM A CHINA.
    PARECE INCRIVEL, COMO REPETIMOS A HISTÓRIA, QUE DIZEM SER UMA PATOLOGIA PRÓPRIA DAQUELES QUE SE NEGAM A CONHECER A SUA PRÓPRIA HISTÓRIA.

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