Carros que eu gosto

Sei lá, mas eu adoro carros assim. Muito.

Essa força criativa que se apodera de algo e o transforma plenamente, em alguns setores do conhecimento é chamada de arte mas reconheço que no antigomobilismo isso não é pacífico.

Veja, o carro está todo ali. É um Fordor 1950 ou 51, mas não mais o que saiu das linas de montagem. Esse é o Ford que saiu da cabeça daquele maluco ali, tal qual ele o viu em sonhos alucinados.

Acho que isso é um upgrade de qualidade. Plasticamente perfeito, cheio de ecos nas minhas referências mais joviais e entusiasmadas. Transcende o carro mas também o que se vê não é somente a identidade do dono. É um meio termo entre a caretice dos velhos e a irresponsável e saborosa força criativa dos espíritos jovens, rebeldes, que não se rendem jamais. E quem sabe o faz sem deixar de prestar homenagem aos “velhos”: a pátina do tempo está toda ali, em claro e eloquente sinal de respeito e gratidão por quem os desenhou, construiu e dirigiu antes. Ou tu não tinha sacado isso?

Eu reconheço o talento de um cara desses, Irapuã.

Anúncios

15 comentários sobre “Carros que eu gosto

  1. Nanael Soubaim disse:

    Em verdade, em verdade vos digo, um hot rod pode ser uma obra de arte. Mas o estilo desleixado não é para mim, gosto de tudo arrumadinho. Quanto mais original e bem conservado se conseguir manter, mais os detalhes hot vão aparecer.

  2. Irapuã disse:

    Ô mermão!
    Nem provoque que não vou meter a mão nesta cumbuca. Esse assunto é pra discutir na mesa de um bar, com uma gelada no copo…
    Quando disse que gosto da originalidade não quiz dizer que não gosto ou aceito as alterações que cada um venha a fazer no seu carro. Gosto deles de todo jeito, mas PREFIRO original. Talvez porque convivi com eles em sua época (meu saudoso pai nesse tempo ia a São Paulo regularmente para comprar essas preciosidades e revender em sua garagem e eu aos 6-8 anos me embevecia em seus espaçosos assentos, sonhando em quando teria o meu), e aí vem aquela síndrome do saudosismo.
    Considero normal que os mais jovens gostem de adicionar sua personalidade em seu veículo, desde que dentro de critérios ditados pela técnica e coerência. Já fui jovem também.
    Adoro automóveis e busquei a engenharia mecânica por causa deles e embora a vida me tenha levado para a atividade profissional em outra área industrial, não consegui afastar-me deles. Só questiono quando alguém pega um carro perfeito e saudável e o transforma numa coisa estranha, como aquele Sr. Tarso Marques. Tenho dificuldades em entender o “xunning”.
    Na verdade, estou mais para Mr. Horsepower (Woodpecker) que para Rat-Fink. E viva as diferenças!
    Grande abraço e ficamos combinados para um dia sentarmos naquela mesa e aprofundar o assunto.
    Irapuã

    PS: Pensando bem, o Fordor da foto até que ficou simpático… ;)

  3. Nikollas Ramos disse:

    Querido assino em baixo. Principalmente sobre a mesa de bar.
    Saiba o amigo que tem um Merc 51 aqui do Rio aí em POA cortando o teto……… É mole?????????

  4. Julio Augusto Rocha Paes disse:

    Nikollas, o cara pega um fordor com a lata aparentemente intacta e, lasca umas labaredas nos paralamas, saca fora os quebra ventos e ainda rebaixa, enfia uma cano de descarga aparente e niquelado.Na realidade êle deu uma desfigurada e, não é fusca ,que a gente encontra ainda com facilidade, no meu pensamento um automóvel de 60 anos merece melhor dono. Boa noite

  5. Luís Augusto Malta disse:

    Acho que essa cultura americana de desenhar nos carros tem muito a ver com os aviões da II Guerra. Como a USAAF não pintava as insígnias dos esquadrões, temendo dar elementos para os adversários montarem suas estratégias, os pilotos tinham liberdade de “tunar” seus aviões como quisessem (que nunca viu os caças Curtiss P-40 com sua boca de tubarão ou bombardeiros B-17 com lânguidas louras em posições provocantes?). A cultura, obviamente, ficou venerada nos EUA como art nouveau, por isso o comentário do Guilherme faz todo o sentido. Já no Brasil…

  6. Nikollas Ramos disse:

    Julio, o Guilherme tocou NO PONTO! Quando é nos EUA, é uma coisa. Lá esses Fords ainda se encontram com muita facilidade, carros baratos – veja no eBay onde tudo é caro. No estado desse então, é de graça. Agora, fazer isso aqui no Brasil… fála sério, eu viro pro lado para não ver as barbaridades que se vê por aí. Ou é de muito mau gosto ou sem criatividade alguma (picapes com rodões e pintadas de laranja virou lugar comum). Se cortar a lata entào, meus amigos, é pecado mortal!!!
    Sobre ferro velho lá, to separando umas fotos para um post futuro sobre o que ainda existe por lá. Fotos atuais de menos de dois anos. Aí fica fácil admirar sem culpa essas belezuras!

  7. Irapuã disse:

    Guilherme,
    O Mercury 51 sport coupé preta era um “placa preta”. Acredita? Salvar carcaças do ferro velho eu apoio, mas isto..

  8. Irapuã disse:

    Guilherme,
    O Mercury 51 sport coupé preta era um “placa preta”. Acredita? Salvar carcaças do ferro velho eu apoio, mas isto..

  9. Nikollas Ramos disse:

    Guilherme eu ja vi sim esta barbaridade! Mandei ate um emai para o autor puxando ass unto para entender o que passa atras da testa de uma personalidade tao curiosa mas nao tie resposta…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s