’58 Continental Mark III blueprints

Quem tiver olhos que veja.

Eu nunca havia encontrado o projeto de um automóvel. Não me refiro a vistas explodidas, cutaways ou esquemas dos manuais de serviço. Mas desenho mesmo, projeto de engenharia, nanquim sobre poliéster, como se fazia antigamente.

É compreensível que isso não exista dando sopa por aí. Além da propriedade intelectual, do sigilo absoluto sobre as técnicas de construção, me ocorrem também questões de segurança que poderiam ser exploradas por pessoas de má índole. Estas sim, existem aos montes por aí.

Na semana passada, surfando por aí, achei um conjunto completo de desenhos do Continental Mark III de 1958. São 31 páginas, formato 12″x24″, com os detalhes de construção de um Lincoln com wheelbase de 132″ e portas suicidas. O detalhamento é completo, em que pese este carro nunca ter sido construído. Sim, my friend, este Continental ’58 Mark III nunca saiu do papel.

Aprendi que este Mk III na verdade era um Mk II com a frente e a traseira redesenhada, com o entre-eixos maior e mais portas. Curioso é que este automóvel em questão era da divisão Continental. Não confundir com o Lincoln Mark III de 1958 que é outro automóvel. No mesmo ano a Continental e a Lincoln se fundem em uma única divisão, mas mesmo assim não houve um Continental Mark III neste ano.

Conforme desenhos a seguir se pode ver a diferença entre ele e seu predecessor. As partes que seriam apenas dele estão em vermelho.

Este material inédito caiu no colo do engenheiro Barry Wolk, pelo que li um veterano coleccionador e entusiasta dos Lincoln, que digitalizou tudo e publicou na internet.

Ele merece um prêmio por isso. Veja o tesouro.

Fiquei lendo os comentários dele e seus colegas, em sua maioria profissionais familiarizados com as modernas ferramentas de desenho CAD, 3D e afins, e em uníssono eles reconhecem a habilidade – perdida há mais de uma geração – de se projetar complexos cortes e vistas como estes sem o auxílio do computador. Como se diz, no braço mesmo. Com réguas, curva francesa, esquadros, compasso…

Só para ilustrar a comparação, eis os principais modelos Lincoln para 1956, 57, 58 e 59.

Como nossa época é melancólica. Quando penso que tal habilidade se perdeu, me pergunto o que teremos a oferecer às próximas gerações em termos de arte, sensibilidade e talento. Como eles dizem em determinada parte da conversa, é comum hoje em dia o profissional que cria em 3D sofisticados modelos gráficos de produtos e máquinas, mas é absolutamente incapaz de convertê-lo para duas dimensões e assim instruir sua montagem e produção. E nos achamos modernos. Uma ova.

Todas os 31 desenhos do caderno estão aqui neste link.

No fórum onde descobri estes desenhos, estranhamento dedicado aos VW, só para ter idéia de como são preciosos esse tipo de documento, um membro afirma que os arquivos pessoais de Edsel Ford, pai do Lincoln by Ford, foram destruídos sem motivo aparente por seu filho, Henry Ford II, nos anos 70. Diabos, por que isso sempre acontece?

De qualquer forma, este deve ser dos poucos que sobraram e torço para conhecer outros exemplos da engenharia automotiva. Quem sabe, blueprints do Mustang, Ford 49, Ford T, A e B, Camaro (o primeiro automóvel a utilizar o computador em seu projeto, se não me engano) e tantos outros que sempre sonhei em ver assim, dissecados, pois sou fascinado por esse tipo de coisa, digo, arte.

O assunto não para por aí. Estou aqui repetindo o que li, pois se de carro não entendo muito menos sobre os Lincoln. Alguém achou uma sucata do que parece ter sido um protótipo deste Mark III. Não com 4 portas, mas sem dúvida um Continental que com a frente e traseira deste que deveria ter sido apenas um desenho. Pelo visto, alguém na Ford decidiu construir pelo menos um. Incrível este carro estar abandonado deste jeito. Será que nem os americanos entenderam do que se trata?

Aparentemente, o assunto ainda têm muito para ser investigado ainda. Como esta foto de um Continental com a frente igual a do desenho. Troço complicado isso. Estou escrevendo sobre o que não entendo, mas que é tudo muito esquisito, é.

Sobre os Lincoln, escreveu um cidadão no mesmo post de onde vieram os desenhos acima, a frase a seguir, que me fascinou pela síntese mas também por dar um amplo e ilustrado panorama do que para ele representam os Lincoln para a história do automóvel:

Few carmakers have had such a multi-faceted product line over the years as Lincoln, IMO. Stately, ultra-conservative cars for the elite in the beginning, innovative, medium-priced future-mobiles with the Zephyr later on, along with classically designed big Lincolns during the Edsel years, then after the war come the modern, sleek-if-bulky Cosmos, leading to the motorsports-championship-winning “road-race” Lincolns of the early 1950s, then venturing back to the elite-trade with the Continental Mark II, and going bulgemobile-haywire with the late-fifties big Lincolns, then finding sanity and grace with the Engel Continentals of the sixties, and so on, this carmaker has really gone through “changes” that make its story very interesting and even compelling. I hope you keep on posting Lincoln topics here, and draw-in more new enthusiasts as you do so. It’s a great name that deserves to be in the spotlight.

Para arrematar, no mesmo post descobri que o Barry enviou as blueprints do Lincoln Mark II e III para um suíço de nome Roger Zimmerman, que constrói, em puro metal, réplicas hiper-realistas de automóveis em escala 1:12. Em toda sua vida ele já fez a impressionante quantidade de 2 réplicas, apenas. Também pudera. Ele demora 10 anos para construir cada uma. Ele já têm 65 anos e quando tiver 75 a réplica do Lincoln deve estar pronta. Não é fascinante como os europeus conseguem planejar esse tipo de coisa? Duvido um carioca se programar para daqui 15 dias.

Veja algumas fotos do trabalho dele. A seguir, torneando as rodas.

Ah sim, ele só usa metal e borracha para os pneus. Mais nada.

Quando ele fica puto com a patroa, só pode ser, acho que ele decide fazer as rodas de bronze também, só para acalmar. Dá para acreditar nas fotos abaixo?

Depois de Deus, só um sujeito com uma habilidade destas é capaz de me fazer sentir tão insignificante.

Saca o motor do limpador do pára-brisa que ele fez para o próximo modelo dele…

Ele descrevendo como teve que resolver a questão das tampas do cabeçote é algo irritantemente sensacional. Como pode uma pessoa tão comprometida e dedicada assim?

Primeiro, o cabeçote original.

E agora a micro tampa do doido.

Ele têm cara de gênio ou louco? Ambos??

Ah, os outros dois modelos que ele construiu nos 20 anos anteriores foram esse Avanti e o Toronado. Carro de doido, como se vê.

O Robert está postando o desenvolvimento de seu trabalho aqui neste link. Vá acompanhando com paciência. Daqui 10 anos ele termina.

Abraço!

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25 comentários sobre “’58 Continental Mark III blueprints

  1. Rafael Bruno disse:

    Não sei o que é “pior” : os blueprints ou a miniatura!
    Sensacional isso! Olha a inveja quando vemos que os gringos tem esses materiais facinho ao alcance para fazer miniaturas entre outras coisas!

  2. Sérgio disse:

    Se eu vivesse em uma cidadezinha no interior da Suiça, tendo como paisagem uma encosta onde tudo o que se vê são algumas vaquinhas leiteiras e, ao fundo, uma cadeia de montanhas e mais nada, tudo ao som do vento, acho que tambem ficaria fabricando miniaturas hehehe.

  3. Nanael Soubaim disse:

    Nikollas, essa arte não se perdeu, muita gente cultiva o desenho manual de automóveis, eu mesmo estou agora, em uma peça cancelada, rascunhando um sedã esporte baixo.
    O problema é que já não se dá valor às artes manuais. A pecha de reacionário e pelego recai sobre esta cabeça já cansada, sempre que ouso defender o preparo profissional à moda antiga, antes de o aprendiz se aventurar nos ditames da computação graphica.

    Assim como a maioria dos ilustradores de hoje é incapaz de produzir tons básicos do próprio pigmento, usando terra, areia e óxidos ordinários, se isto se fizer necessário, a maioria dos engenheiros acredita que saber desenhar depende de talento e só deve ser cobrado dos artistas.

    Compor uma cena demanda talento, simplesmente desenhar o que vem à mente só demanda prática. Mas a facilidade previamente apresentada aos alunos já não esconde a armadilha do despreparo, para o qual a maioria não dá a mínima importância, posto que só visa um diploma pra acrescentar ao currículo.

    Bater, dobrar e estampar manualmente uma chapa, para experimentar seus limites, está totalmente fora dos planos da maioria, tornando, assim, extraordinária uma habilidade que qualquer um poderia desenvolver. Qualquer um mesmo, basta pegar uma tampa velha de panela, prender na morsa e fazer “arte” com um alicate, em pouco tempo se descobre o que pode ou não ser feito com aquele tipo de alumínio, daí para reproduzir pequenos componentes é questão de prática.
    Mas é o que eu disse, quase ninguém mais dá valor, incluindo as famílias de quem pratica, a minha inclusive. Detrata-se que o faz.

    Trabalhar por dez anos em uma única miniatura seria, então, cousa para quem não tem o que fazer, ou não quer trabalhar. Ele poderia fazer o mesmo serviço com a mesma qualidade em menos de um ano? Poderia, se usasse o maquinário adequado. Mas aqui vem outro pomo da discórdia que me rende prejorações, ele tem no que faz uma missão, muito mais do que uma arte. Ele se envolve com o que faz, e o que faz consegue ser mais minuncioso do que o original. Envolvimento que não seja para fins efêmeros e egoístas está fora do portfólio da maioria. Digo sempre que um ofício deveria ser exercido como uma missão, me atacam alegando que é só a troca de trabalho por dinheiro, justo os que reclama m quando o médico do posto de saúde age como mercador da medicina; quando dói na carne a opinião muda, mas só até chegar a vez deles.

    Eu poderia ligar o dane-se no máximo e dar o troco. Mas estaria sendo desonesto para comigo mesmo e para com aqueles poucos que confiam em mim. Nisto temos o que aprender com os europeus, não só a nos vestir; BMW e VW são donas de Rolls Royce e Bentley, respectivamente, mas respeitam o tempo de suas marcas, e os seis meses antes dos quais um carro não sai da fábrica. Resultado: Quem compra não pergunta o preço, dá o cheque e vai para casa, esperar o que seus bisnetos herdarão.

    Nem tudo precisava ter ficado no passado. Machismo, racismo e etnocentria, que lá deveriam ter sido sepultados, estão emersos justo nas cabeças ocas dos que se dizem jovens e modernos. Do que havia de bom eles não querem nem saber. Modernos eram nossos avós, que fizeram uma revolução cultural em sua época.

    Mas eu não desisto, sou um touro teimoso e cada vez mais aborrecido. Quem quiser caminhar do meu lado que venha, mas não me siga esperando descanso, trilharei este caminho até o fim, mesmo que ele não o tenha. Continuo rascunhando à lápis… na verdade uma Pentel 0,5.

    Não sei quanto este Da Vinci da metalurgia cobra pelas miniaturas, se é que as vende. Mas seja quanto for, é barato.

  4. Giovani Moebus disse:

    Coisa maravilhosa e digna de admiração. Fantásticos os detalhes, é realmente impressionante.

  5. Nanael Soubaim disse:

    São só rascunhos “sujos” e sem nenhum acabamento, feitos em qualquer papel, feitos em qualquer superfície. Mas se quiser escaneio e te dou os que ainda tenho.

  6. Irapuã disse:

    Este post me fez voltar aos bancos da escola de engenharia (ainda 1° ano aprendi o uso de régua de cálculo, logo depois substituida por “moderna” calculadora científica que calculava até senos, cocenos e logaritmos!). Mas não se impressionem, isso não faz tanto tempo assim. Acho…

    E o depoimento do Nanael me fez meditar… Não se entregue somente à tecnologia, embora seja obigatório e fundamental acompanha-la, e continue com sua Pentel e seus rabiscos. Se não pela arte, pelo menos pelo prazer de praticar e descontrair. E, é claro, faça-nos aprecia-los.

    Nick, sensacionais os desenhos, os Lincoln e é claro o trabalho deste Roger Zimmerman. Uma destas minaturas caberia na minha estante. Só você para encontrar tais assuntos.

    Abraços a todos.
    Irapuã

  7. Flávio disse:

    Ô Nik, difícil é saber qual estante estaria à alturas dessas miniaturas aí…. Putz!

    Nanel, seu texto me lembrou diso: eu comprei um jogo de sobre-aros originais GM, totalmente amassados e tortos. Quem estava comigo me chamou de doido. Fiquei uns 4 meses “insistindo” em cima deles e me lembro de que quando vendi o carro, o que mais doeu foi ver as 4 peças indo embora, reluzindo, sem deformações.

  8. rafael bruno disse:

    Pô Flávio, passa a dica aí pois estou tentando reformar as calotas de meu Opala e está difícil..hehe

    abs!

  9. nerddecarro disse:

    Quando você anda pelas bandas de Detroit tu acha cada coisa. hehe

    Isso que é colocar em pratica aquele velho ditado: quem procura, acha!

    Parabéns por este post fantástico.

  10. Hebert disse:

    Senssacional, Nikollas! Essas miniaturas não têm comparação.
    Acho que você já conhece. Se não, dê uma olhada neste link. É o site de um engenheiro, Gerald Wingrove, (hoje aposentado) que fabrica miniaturas super detalhadas, baseadas nos projetos originais.
    São projetos semelhantes aos de Roger, porém sem o mesmo esmero.
    Abs.,
    Hebert
    http://web.mac.com/gawingrove/iWeb/Home%20Page/Home%20Page%20.html

  11. Nikollas Ramos disse:

    Herbert, conheço sim. Um tempo atrás comprei um livro sobre seu trabalho que me impressionou bastante e por isso fiz um post aqui sobre ele, dá uma olhada depois:
    https://carrosantigos.wordpress.com/2008/08/16/voce-conhece-sir-gerald-wingrove/
    Eu não vejo diferença de qualidade entre eles. Na verdade, o processo de construção de Sir Wingrove é muito semelhante – no que diz respeito à lataria, forração e acabamento – ao dos automóveis de verdade. Ver este home “estampar” a lateral de um de seus modelos é algo que me surpreende até hoje, do mesmo jeito. E ele produziu muito mais do que o suíço maluco aí de cima, só por isso prefiro o trabalho dele.

    O americano não usufrui tanto quanto poderia de sua memória, é minha opinião. Realmente, nas feiras de Detroit devem existir muitos documentos como este. Eu ganhei de um americano, o Michael do IFHP, 4 fotos que ele comprou por 10 doletas num swap meet outro dia. São fotos da Ford sobre os modelos 49 e 50, com duas vistas de um showroom de um dealer que são de desanimar de tão bonitas. Isso estava perdido, ele viu se lembrou de mim e mandou pra cá. Aí a gente passa a dar valor de novo ao que não tinha nenhum. Estas coisas antigas cismam em cair no colo de quem lhes dá o devido valor… É como se o hiato de décadas fosse rapidamente suprimido por quem têm olhos e sabe ver.

    Ainda não publiquei estas fotos aqui por que elas medem 45x30cm e meu scanner não dá… fazer em pedaços já tentei mas emendá-los é impossível.

    Nanael, óbvio que o desenho não acabou. O que acabou foi uma forma de desenho orientada a um modelo industrial que não existe mais. No qual, como bem disse, o talento e experiência do projetista tinham preponderante responsabilidade sobre o trabalho final. Para que serviriam bluprints de um Celta hoje em dia? Nada, o computer da fábrica não lê isso, mas modelos 3D e etc.

    O que eu insito é em, através destas imagens, mostrar para as pessoas neste blog a beleza do que não mais se vê, esta escondido e que como dito precisa de nós, entusiastas, que temos olhos um pouco mais treinados – cada qual para um assunto – para aflorar e emergir novamente, como prova da grande capacidade intelectual e estética dos nossos prodigiosos antepassados.

    Abraços a todos!

    Nik.

  12. Aurélio Reis disse:

    Isso é absolutamente maravilhoso!
    Tudo é. O projeto arquivado, o hipnotizante trabalho com grafite sobre papel, o artista que dedica boa parte da vida a fabricar peças únicas em escala, o “achado” que já está como sucata. Não consigo entender como os Norte-Americanos têm tanta facilidade de dar as costas a algo tá importante, raro e belo.

    Isso é um sonho!

  13. Hebert disse:

    Nik, agora na linha da publicidade, tem um site americano, que você deve conhecer, que publica inúmeros comerciais de automóveis das décadas de 40, 50 e 60, todos desenhados à mão. Dá gosto ver. Uma perfeição. Numa época em que não havia computador tam pouco câmera digital. Era tudo feito no braço. O link é este: http://www.plan59.com/main.htm
    Abraço,
    Hebert

  14. leonardo grecchi disse:

    Nik:

    Só faltou você escrever o significado do nome “blueprint”…

  15. Nikollas Ramos disse:

    Sacana…
    Lembra dos planos do coiote para pegar o papa léguas? Grandes desenhos by Acme com fundo azul e linhas em branco? Eram as blueprints. Aqui no Brasil eram as copias heliograficas em papel azul copiativo mas o resultado era inverso linha azuis ou marrons ou pretas ou vermelhas dependendo do papel utilizado ( copiativo 80, 120 e etc) produzidos com um papel sensível a luz e impregnado de amônia por isso um cheiro forte para quem operava as máquinas.
    Eu sabia por que lá o fundo é azul mas me esqueci.

  16. David disse:

    Vocês falaram em ilustração, eu me lembrei agora de Van Kaufman e Art Fitzpatrick, que fizeram as ilustrações para os catálogos e anúncios da Pontiac de 1959 a 1971. Se eu não me engano, eles pintavam em murais enormes com tinta óleo, daí a definição das imagens saía excelente nas páginas dos catálogos. É incrível o nível de detalhamento e a meticulosidade que eram dadas no acabamento das pinturas dos carros, algo que com 100% de certeza nunca será visto em nenhuma outra ilustração publicitária.

    Por algum tempo eu me basei no trabalho deles pra me aperfeiçoar em renderização manual, já que eles eram bastante cautelosos em sombreamento, aplicação de reflexos, luminosidade, etc.

  17. Nikollas Ramos disse:

    Serio David? Era assim que eles faziam?????? Por favor conta mais pa gente!

  18. David disse:

    Eu não tenho certeza absoluta, mas provavelmente deveria ser a maneira da qual eles e vários outros ilustradores publicitários faziam na época. Primeiro eles deveriam fazer um rascunho num papel comum e depois demarcar o desenho com linhas paralelas e perpendiculares pra uma melhor orientação, obter uma escala aproximada e evitar distorções quando eles fossem fazer os definitivos nos murais grandes. Claro que a ênfase era dada muito mais no carro do que cenário, por isso que eles eram altamente caprichados. Depois disso pra finalizar era só pegar pincel e a paleta e fazer a renderização.

    Acima de tudo, eles tinham um estilo único. Os carros pareciam bem mais bonitos e, em alguns casos, pareciam até pular das pinturas.

    Alguns dos trabalhos deles estão nesse site aqui: http://www.fitz-art.com/

  19. Luiz MelloSampayo disse:

    Nikollas, ótimo post. Qt ao 58 MarkIII, há controvérsias, em mts publicações as séries 54A,65A,68A e 75A fazem parte da divisão Continental e não oficialmente da Divisão Lincoln-Mercury. Essa última montava soh os Premiere 53B,57B e 63B, e os Capri séries 53A,57A e 63A. Parece que o MarkII 4d do nostálgico projeto aquí postado e o MarkII Retractable HT Convertible nunca passaram de propostas “confidenciais” da Divisão de Produtos Especiais da Ford. Qt ao 59 na sucata, carro que talvez nem tenha rodado, sem dúvida eh um raro transformado, mas com detalhes grosseiros e inacabados (ex.vide portas).
    Nanael, parabéns pelo comentário. De rascunhos sem nenhum acabamento, Niemeyer tbm teve lá sua prática e deu no que deu. Opinião de mais um, ainda atrevido, adepto do “feito no braço” e tbm touro teimoso desde quando descobriu lápis&papel. Abs

  20. Luiz MelloSampayo disse:

    Nikollas, vc me deixa no compromisso de registrar que soh posso aceitar em parte sua opinião. Reiteradamente mtmo obrigado pela contumaz receptividade e consideração à este veterano, pq sei da sinceridade do caro amigo. Jah qt a vasto conhecimento do complexo e controverso universo automotivo faço uma resalva, pq penso que para articulá-lo nesse nível durante uma efêmera humana existencia não há tempo. Deixa isso a plena certeza dq viveremos como alunos…talvez apaixonados…mas sujeitos a palmatória. Apenas meros instrumentos passageiros que hoje dispõe de mais essa eficiente ferramenta internet para interagir e aprender. felizmente sobra como consolo a conciência dq. pelo menos os créditos ficarão sempre gravados na memória escrita, fotografada, filmada, falada, etc e tal. Fraterno abraço extensivo aos demais amigos que enriquecem o blog carros antigos.

  21. Marcio disse:

    cara não posso nem ver isto a vontade de ter uma miniatura desta na minha coleçao….parabens pelo post mto bom.

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