Você ainda vai ter um Ford ’51

Vendo fotos como estas, até quem não curte é obrigado a reconhecer a beleza e o charme dos Shoebox. Com fotos deste quilate, até eu quero um Ford ’51. Outro, vermelho e com esta viseira aí. Como diz Nanael, ridiculamente bonito.

Boa semana a todos, paz e fé.

Via Jalopy Journal.

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22 comentários sobre “Você ainda vai ter um Ford ’51

  1. Francisco José Pellegrino disse:

    Tinha um a venda em Campinas, duas cores de verde, placa preta, até bem legal, mas não dá para encarar mais um antigo….em casa, já chega eu !!!!!! kkkkkkkkkkkkkkkk

  2. Nanael Soubaim disse:

    Não gosto de alimentar esperanças, mas os alemães estão conseguindo avanços muito largos e importantes na metalurgia, é questão de tempo até conseguirem a reatauração do alinhamento dos cristais de metais ferrosos e de seu recrudecimento, o que significa na prática reverter os efeitos de um incêndio na chapa conformada. É questão de tempo até que percebam todas as possibilidades da solda por pulso electromagnético, e (também com a escassez de matéria-prima e combustível para autofornos) se torne a técnica mais interessante. Um Bugatti Royale, por exemplo, tornaria compensatória a aplicação de alguns milhões de dólares para o pontapé, assim que a viabilidade técnica for confirmada.

  3. Carros Antigos disse:

    Nanael, assim que tiver um tempo, traduz isso para ‘brasileiro’ que eu acho que você está falando sobre coisas interessantíssimas. Que eu adoraria entender!

  4. Leonardo Grecchi disse:

    Nanael:

    Hoje trabalho na constução da ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico, aqui em Santa Cruz – RJ.
    Na Aciara, planta onde se produz efetivamente o Aço, o projeto é da Siemens VAI, minha empresa.

    A VAI,originalmente Voest-Alpine Industrianlagebau GmBH é a detentora do processo de conversão LD (Linz-Doravitch, sedes da Voest e da Alpine). Esse processo reduziu o processo de redução (do teor de carbono) de 3,5 horas para 45 minutos. Na 2a. guerra mundial…

    Eu vou perguntar a alguns que aqui estão para saber sobre o que vc falou. Pode ser que ainda não tenha chegado o (s) profissional (is) que saiba(m) desse processo.

    Aguarde no local por novas informações…

  5. Guilherme disse:

    Felizmente, já tenho… Mas desejo aos amigos que sejam originais, com belas e características cores e variações de modelo…

  6. Nanael Soubaim disse:

    O Grecchi descreveu um processo de melhoria da qualidade dos aços (em termos leigos) com melhoria do controle de qualidade e redução do tempo do processo, o que significa necessáriamente menos custos e menos emissões. É que com carbono demais o aço fica quebradiço, impróprio para a maioria dos usos comerciais. Aço com mais de 0,5% de carbono costuma ser comercialmente inútil, pois fica muito quebradiço, apto apenas às funções reservadas ao ferro fundido (em que o aço se transforma quando excede 2,17% de carbono) que é muito mais barato e resistente ao desgaste.

    O que eu descrevi foi uma idéia. Explico falando de algo análogo; Existe um processo de têmpera chamado têmpera por indução, onde se usa um grande electroímã em vez de combustível, para aquecer o aço. A vantagem são a rapidez, a limpeza do processo, a maior uniformidade da camada temperada e o maior controle de qualidade. A desvantagem é que consome uma energia escomunguenta. Compensa para peças de alta precisão.
    Pelo mesmo princípio existe um processo de solda à frio, que usa o pulso electromagnético de alta intensidade, que consegue unir metais diferentes em camadas, sem que haja a fusão, assim se obtém (por exemplo) uma estrutura de aço com chapa de alumínio que agem como se fossem uma única peça. Isso é possível porque todos os metais se contraem ligeiramente quando submetidos ao PEM (pulso electromagnético) sendo que o alumínio se contrai mais e mais violentamente do que o ferro. Pode-se dizer que as electrospheras de um se entrelaçam com as do outro, tamanha a força da união. Separar, só por usinagem.

    Agora ao que eu me refei. A idéia seria usar o mesmo princípio para devolver as tensões (ou encruamento) internas que dão resistência à chapa de aço. O que o fogo faz (como caso de incêndio) é um recozimento, que elimina as estruturas internas formadas na laminação, processo de obtenção da chapa. Um pulso electromagnético bem calculado pode dar um “tranco”, por assim dizer, fazendo com que haja um novo encruamento, com a vantagem de o magnetismo conseguir envolver (e alinhar em nível molecular) todo o maerial e não apenas partes ou camadas mais externas, o que até pode melhorar a qualidade da chapa original. Dependendo dos avanços que forem obtidos, carros raros “perdidos” em incêndios poderão ter seu vigor metálico restaurado. Poder-se-á também restaurar pontes de ferro sem precisar desmontá-las. Mas, como disse, é uma esperança que depende muito do interesse de particulare$ disposto$ bancar, e/ou fornecer cobaias para os estudos. Mas os princípios já existem e são utilizados em escala industrial.

  7. Luiz MSampayo disse:

    Mt bom e oportuno senhores Soubaim&Grecchi, carrosantigos blogger sem dúvida eh cultura. Re. charmoso 51 customizado: parecem hub caps Chevs nas largas stock, seria indício tbm do popular e confiavel 350 GM debaixo do capot??

  8. Leonardo Grecchi disse:

    Nanael:

    Infelizmente, o carro que incendiou-se perdeu o carbono quase todo.

    Tudo isso pq, as chamas que consumiram o carro passou de 720 graus celcius; a partir dessa temperatura, a estrutura atomica do aço, que era CUBICO DE CORPO CENTRADO passa a ser CUBICO DE FACE CENTRADA. Isso acarreta na absorção do carbono por difusão e a perda dele pelo mesmo processo.

    Como a atmosfera em torno do carro flamejante é pobre em Carbono, ele sai, perdendo-se para o ar.

    Os carros incendiados são, infelizmente, carga de ferro na fundição, seja lá qual for o processo.

    Acho que contribui um pouco…

  9. Nanael Soubaim disse:

    Sim, contribuiu bastante. Mas, embora extremamente difícil e caríssima, a carbonetação de chapas não é impossível, cousas de conversas que tínhamos com nossos professores, que fizeram seus trambiques com os professores deles, na prática, mas não há segurança para se colocar em livros. No que repito, não é para se alimentar esperanças, não para nós.

    P.S: tenho saudades de falar em CFC, CCC, defeitos de linha e etcétera sem parecer um alienígena.

  10. Carros Antigos disse:

    É, pelo visto você encontrou uma alma gêmea aqui. Se o Grecchi lhe parece cabeçudo pela internet, não faz idéia de, ao vivo, como o cabra é erudito. Fui conversar com ele outro dia sobre uma rosca espanada, e só, e perdemos a janta em casa de tanta explicação! :)

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