Lindóia ‘10 Swap Meet – 8

Fotos para complementar o post do Luís sobre o AMC Rambler 1957 premiado em Lindóia este ano. Sabe como são os mineiros,  muito econômicos. E o que aconteceu? Guilherme tirou uma foto que no post do Luís se transformou em meia. Não há quem aguente bons textos como os deles com tão poucas fotos. Eis minha contribuição.

Reitero o que escrevi no blog do Luís. Ao saber que este carro um dia foi do Rio (leia a história na foto com o poster aos pés do Rambler, abaixo) por anos seguidos sem nunca ter sido restaurado, fiquei mais uma vez decepcionado pela pouca criatividade destes nossos ditos colecionadores, que não investem no que é menos óbvio e comercialmente duvidoso. O resultado é que nenhum deles obteve tanto destaque e reconhecimento como este AMC, neste ano em Lindóia. Graças ao dono (acho que é dona), que investiu muitos anos e dinheiro no projeto, a auto-diversidade brasileira ganhou um exemplar único, que vêm somar aos antigos brasileiros mais charme e originalidade que muito Bel Air, Ford 51 e Cadillac por aí, sem desmerecer a estes, apenas constatando que o mundo dos carros antigos deve ser plural e colorido e não monocromático como quase sempre ocorre.

Como escrevi lá no Antigomóveis, ser original quando o assunto é  automóveis antigos geralmente envolve muito dinheiro. Se quem pode não ousa, quem o fará? Eu é que infelizmente não posso, mas bem que gostaria.

Que se resgatem mais preciosidades menos óbivas como este AMC.

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20 comentários sobre “Lindóia ‘10 Swap Meet – 8

  1. Luís Augusto Malta disse:

    Nik, concordo plenamente, embora eu com meus Fuscas e Opalas não seja exatamente um exemplo de diversidade automotiva. Não é preciso ir a um espécime tão raro como este Rambler para constatar que o acervo brasileiro anda meio monótono.
    Outra coisa: digna de aplausos a iniciativa da dona de colocar um banner explicativo – lembro de termos falado sobre isso aqui mesmo, no seu blog.
    Só não entendi como a foto do Guilherme virou meia no meu blog!

  2. Dan disse:

    Nunca apreciei esse design do Ramble, muito complicado, sem a simplicidade das banheiras Airlflite. Elementos demais, uma confusão estética. O carro parece menor do que realmente é. Nos 60, como American Motors, a Rambler se aprumou e lançou desenhos excelentes — como o que virou IKA Torino na Argentina.

  3. MAKINETA disse:

    NA VERDADE A AMC NUNCA TEVE INSPIRAÇAO PROPIA, SEU CARROS ERAM MISTURAS DE DESENHOS DE OUTROS,COM ALGUNS EXAGEROS OU EMPOBRECIMENTOS..
    NO CASO DO MEU AMC JAVELIN, EU ACHEI FELIZ O DESENHO…(com muita dose de mustang mach 1) JÁ O SUCESSOR MATADOR NAO GOSTEI MUITO… NEM DOS AMBASSADOR E MUITO MAS MUITOOOOOOO MENOS DO GREMLIN… RSRSRSRS
    OS EAGLE FORAM SIMPATICOS.. SPIRIT TB MAS NADA EXEMPLAR.
    O DESENHO DOS JEEPS E CHEROKEES ERA MAIS SIMPATCOS

    ABRAÇAO
    makineta.com.br

  4. Guilherme Gomes disse:

    Jardineira Veículos nos anos oitenta?! Aguardem maiores informações no AntigosVerdeAmarelo pelas próximas semanas…
    Esse Rambler é um belo carro e, parece que está se tornando um queridinho!

    Acho que a grande sensação que este Rambler está causando é sintéticamente por ser ORIGINAL e com cara de carro Okm de 1957. Queria ver se esse carro tivesse sido pintado de vermelho genérico ou qualquer outra cor escolhida por um “restaurador especializado”, sem ser especialista, o que seria dele…

    A diversidade ao meu ver é mais carente de originalidade. Ainda em Lindoia, coloquei “uma” foto de um Chevette Hatch. Chevette? Sim, originalíssimo! No mesmo post, muitos podem não ter captado a sutileza mas escrevi: Maverick GT com calotas e rodas originais, e isso é raro! Meverick não é raro, mas Maverick original, é!!

    Nessa mesma categoria se inclui o Luís com sua Caravan e seu Fusca (que ele é “econômico” nas fotos em seu blog também…).

    Um Fusca 1969 não é raro, mas um Fusca 1969 original é! (nem tanto, mas é… Hahah).
    Pensem comigo como está difícil encontrar um fusquinha 69 sem essa porcariada que se vende nas auto-peças, sem faixas-brancas que jamais foram empregadas na época, sem os pneus maggion… E todos estes ostentando orgulhosamente placas pretas…

    Então, nem tanto pela diversidade, mas mais pela originalidade!
    Esse é o conceito que devemos adotar e disseminar, mesmo que outros fatores interfiram como o financeiro, claro, sei bem como é isso…

    Só para concluir, haviam outros carros no mesmo evento igualmente raros, mas que não chamaram atenção por não serem impecavelmente original. Daí, quando aparece um: buuuuum!! Faz até Facel Vega ficar em segundo plano frente a novidade original.

  5. Luís Augusto Malta disse:

    Guilherme, fico muito feliz ao ler seu comentario. Acrescentaria apenas que o Rambler se tornou queridinho por ser “verde-amarelo”, não um newcomer. Isso lhe dá um charme a mais. Sobre meus carros, pode parecer mentira, mas você foi o primeiro a reconhecer o valor de um Fusquinha imaculado, sem os acessórios “originais de época” que transformam seu belo desenho em uma penteadeira de puta, além de não retratar como eles eram na época. O Fusquinha está em fase final de (re)restauração, em breve aparece garbosamente no Antigomóveis junto com o Fuscão!

  6. Guilherme Gomes disse:

    Sério que fui o primeiro Luís? Então me desculpe, pois eu devia ter te falado antes, pois sempre achei isso!

    Quando for contar a história de (re)restauração, não se esqueça de que as fotos antigas estão prometidas ao AntigosVerdeAmarelo.

  7. Nanael Soubaim disse:

    O que tenho constactado é que as pessoas se empolgam muito com carros de cinema, deixando em segundo plano a função cultural (e até artística) do antigomobilismo. Um carro que me apetece muito e pouco vejo é o Nash Ambassdor. Um chegou a amargar meses em um anúncio, enquanto os outros tinham rotatividade rápida, inclusive carros muito (mas muito mesmo) mais caros. Costumo dizer às pessoas que a sociedade de uma época pode ser traduzida pelos automóveis que produziu, bastando uma análise cuidadosa, sem muito rigor técnico, para que um Corcel 1974 conte quem foi a classe média brasileira da época; pessoas que almejavam o american way of life, mas tinham sérias restrições orçamentárias e o imitavam como podiam. Não podiam ter um Mustang, então iam de Corcel coupé mesmo.
    Ainda actualizando o flickr com as photographias tiradas no domingo, lembro de uma Ford Ranchero 1977 (nem um pouco glamourosa parea os padrões de muitos) roubou a cena, não só por ser grandalhona, mas por ser uma picape derivada grandalhona, que me fez ter vergonha da Courrier e sua tração dianteira. Nem falo no motor que só gera torque máximo quando a Ranchero já atingiu velocidade máxima.
    Do Chevette Hatch eu também gosto muito, mas me apedrejam quando falo bem dele. Ele sim seria o concorrente adequado para o Mille, em vez do Celta, com a vantagem de não saracotear na curva a qualquer aceleração. Pena que seja raro e pena que não tenha vindo com quatro portas, exceto é claro protótipos que não sei se ainda existem e jamais foram levados à sério.

  8. Carros Antigos disse:

    Este é o melhor bate papo que tive o prazer de participar ultimamente.
    Agora não da para escrever muito apenas que concordo com todos, especialmente Guilherme que está luminoso em suas palavras.
    Luís, é que a foto do Guilherme ficou ainda menor no seu blog!
    Carro original é uma necessidade. Se incomuns mais ainda.

  9. Guilherme disse:

    Mais um pouco sobre originalidade: meu colegas de faculdade, fãs de Camaro e Mustang (mesmo sem saber diferenciar um do outro muito bem) acham um absurdo eu (meu pai) ter um Maverick original e não ter nem vontade de colocar outras rodas, dar uma “mexida”… O Dart 72 também é alvo das mesmas observações. Essa é a onda, mas dos leigos. Quem se dispõe a estudar o assunto como a gente e se candidata a preservar a cultura (e tudo mais que envolve esse maravilhoso mundo) não pode cair nessas besteiras, que além doque, é muito mais di$pendioso!

    Nanael, um Nash que apareceu bastante na mídia dos anos 80 era um 1951 azul, do Eljo Aragão. Nunca ouvi falar nada mais sobre esse carro.

  10. Luís Augusto Malta disse:

    Desculpe, Makineta, confundi os posts. Parabéns pelo Javelin!
    Nanael, o CAAMP tem um Ambassador 1947 conversível lindíssimo. Vou ver se acho a foto e posto lá no meu blog, ele esteve em Araxá/04.

  11. Nanael Soubaim disse:

    Agradeço, Luís. Guilherme, por volta de 1987 havia um assim no caminho do ônibus que eu utilizava diariamente. Na época eu já sentia uma grande tristeza em vê-lo desmanchando ao relento sem ninguém se importar. Há mais de vinte anos que não tenho notícias dele.

  12. Carros Antigos disse:

    Olha, vou abrir alguns parênteses a partir do que o Guilherme escreveu, que foi, repito, de uma felicidade incomum.
    É que eu adoro os Kustoms, com K mesmo. Acho a kultura dos hot rodders de suma importância para a história do automóvel e mesmo cultural do século XX. Então, como encaixar isso dentro do espírito de originalidade com o qual concordei com o Guilherme? Pela sinergia.
    Um não pode existir sem o outro, eles (a indústria e os cusotmizadores) se retro-alimentaram a partir dos anos 30 no EUA e o resultado mais óbvio veio com os Muscles dos anos 60, a afirmação da importância da cultura jovem e motores brabos e tal. Vendo um Cuda com um daqueles tetos floridos oferecidos pela Plymouth me mostra o poder desta cultura no establishment americano e mundial. Von Dutch e o flower power fizeram e fazem história, e eles venceram.
    O que eu acrescentaria ainda ao que Guilherme disse é que, no Brasil, a coisa ganhou vulto só recentemente, e customizar no estilo americano têm sido feito se critério, bom gosto e muito pouca criatividade. Mas isso está mudando, em que pese um suejito que construiu um site para mostrar seu 51 Fordor conversível, feito no canivete, que todos devem conhecer.
    Eu tive o prazer de ver alguns bons exemplos de Kustoms em Lindóia esse ano, especialmente um Chevrolet 51 com uma irritada mecânica Mopar que me fisgou os olhos. Vou publicar fotos em breve. Em tempo, este carro estava perdido, fo salvo pela criatividade do dono.
    Acho que as pessoas descobriram a internet e começaram a usar de bom senso e criatividade, saindo do lugar comum de repetir o que o outro fez, num mimetismo tão comum no neófito que se inicia no assunto. Restauração original é tão sério quanto fazer um kustom ou um hot rod, só depende de como você enxerga ou compreende cada coisa.
    Numa palavra, o problema do brasileiro é o mau gosto. A falta de apuro estético que não se enquandra em nenhuma categoria. Assim, o que temos é uma brigada de veículos iguais em cafonice e exageros, onde se faz com que o Maveco do Guilherme seja ainda mais bonito pela diferença das linhas limpas, organizadas, apuradas. A cópia sem sentido estragou muitos bons carros aqui no Rio nos últimos anos, que eu vi saírem de um estado ótimo a se transformarem num lixo sem valor estético, cultural ou comercial algum.
    Eu quero dar uns tapas – já estou dando – no Fordão. Ele PRECISA disso! Mas não sou bobo, está tudo ali para um dia quando eu ficar velho e parar de escutar Joan Baez, transformá-lo no mais careta – no bom sentido – dos Fordor Custom 1951.
    Óbvio que, hoje, é crime pensar em meter a faca em QUALQUER automóvel com mais de 30 anos. Nem nos EUA se aceita irrestritamente essa possibilidade mais. Aqui ainda vicejam as carnificinas. Mas isso vai acabar em breve, aposto.
    Assim, quero dizer que as possibildiades são muitas, não me fecho a uma ou outra. O que eu acho fundamental é a criatividade e o bom gosto, seja em repetir a cartilha da fábrica ou em construir algo que é fruto de sua imaginação e sonho e por isso agrade e encante ao mais vetusto colecionador de Facel Vegas da vida.
    Li num museu uma vez, que tinha uma grande exposição sobre o índio americano, que, segundo um chefe Sioux, “todas as estradas são boas, pois te levam a algum lugar”. Esse movimento de caminhar, de se transformar e viver a riqueza cultural do automóvel ou qualquer outro bem humano, é que eu apoio. É preciso invetarmos tudo de novo, partirmos do início, com a admiração de quem sabe que sua estrada é tão boa quanto a do amigo ao lado.
    Todas as estradas são boas. Mesmo a do mal gosto, da burrice e da ignorância, hão de servir para alguma coisa no futuro.

    Nik.

  13. Carros Antigos disse:

    Sobre essa criatividade sem fim, e em como cada um se diverte com MUITO bom gosto, recomendo aos amigos uma passagem pela Alemanha, sim Alemanha, especialmente em dois sites que serão porta de entrada para muitos outros se a curiosidade permitir:

    A equipe de arrancada, gueto e confraria Mopar Dodge Brothers:

    http://www.dodgebrothers-department.de/

    E o imenso e vasto trabalho do Dirk Behlau, designer, fotógrado, customizador e o diabo!

    http://www.pixeleye-racing.com/ em especial o
    http://www.hotrodempire.de/

    Abraços, e curtam as fotos do Dirk. Sou tão fã que tenho duas camisas autografadas, buscadas na porta dele pela minha irmão. O eixo se deslocou da California para a Baviera, é mole?

  14. Jose Eduardo P. Faillage disse:

    Ola
    Fico muito feliz pelo reconhecimento do duro trabalho que foi e esta sendo finalizar a restauracao deste carro. Depois de Lindoia voltamos com o carro rodando e quando chegamos em casa a engrenagem da 1 e a arvore do cambio estavam moidas. Conseguimos pecas novas em Sao Paulo e nos EUA e conseguimos montar o carro e fomos rodando para Araxa ( mais de 1000 em um fim de semana. Faltam detalhes ainda para o carro como adorno de placa de uma concessionaria da epoca e as bracadeiras originais das mangueiras do radiador. Mesmo assim fico feliz de saber que um bom trabalho e bem reconhecido.
    UM abraco

    Jose Eduardo Paravani Faillage

  15. Luiz disse:

    Se é por aí, estou ruim de diversidade automotiva. Tenho um Bel Air 1957 coupe e um Camaro 67 coupe. Só arroz de festa, mas são os que eu quero e gosto.

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