Monkey Business, 1952

As chances de se ver dois Ford Crestliner juntos é muito, muito pequena. Kit Foster acha que dos modelos 1950 e 51 sobraram menos de 80 no mundo. Um deles, um 1950 que eu já contei aqui, estava nas Laranjeiras e foi recuperado por um amigo querido, o Sandro Dinarte. Infelizmente, o carro não está mais com ele nem no Rio, onde nenhum colecionador se interessou por esta raridade, o que é para mim uma vergonha, mas deixa isso para lá.

Bom, conto isso para situar o que vai adiante. Na falta do que fazer com a internet, comecei a pesquisar e baixar filmes antigos, dos anos 30 aos 60, para ficar admirando os carros e as cenas de época. A coisa funciona assim: primeiro eu procuro um filme que tenha muitas tomadas externas pelo IMCDB.org e depois trato de ver se ele existe para download por aí.

Acima, dando uma voltinha no Crest do Sandro pelas Ruas do Rio. Vê a assinatura no painel? Coisa fina.

Numa dessas topei com um filme de 1952, Monkey Business, estrelado pela radiante Ginger Rogers e Cary Grant. É uma comédia que teve um forte patrocínio da Ford. Numa das cenas, Grant vai a uma concessionária Ford comprar um conversível acho que inglês, não conheço estes carros. Numa tomada se vê, atrás dele, um Crestliner 1950, provavelmente aquele marrom escuro, metálico, que era muito bonito. Na tomada seguinte, Ginger vai atrás dele e rapidamente a câmera mostra outro Crestliner, dessa vez 1951, que possivelmente estava ali para reparos de pintura, pois só têm os característicos frisos laterais sem a pintura negra. Enfim, carros magníficos lado a lado em algum lugar do passado. Adorei ter descoberto isso, por acaso. Decidi contar aqui a curiosidade.

Se tu tiver dicas legais de filmes antigos, avise.

Logo na terceira foto, o primeiro Crest, 1950, à esquerda. O outro mais abaixo, atrás da Ginger Rogers.

Abaixo, o outro Crest, agora um novo 1951. Esta cor deveria ser linda, nunca vi um igual.

14 comentários sobre “Monkey Business, 1952

  1. Romeu disse:

    Por um bom tempo um Ford Crestline 50 ficou anunciado nos classificados na revista Classic Show.
    Estava razoavelmente em bom estado e tinha um preço convidativo.
    Cheguei a comentar com um amigo, que se eu tivesse dinheiro era um carro para se pensar, pois era muito raro.
    Não sei que fim levou, se não me engano estava no Sul.

  2. Edson Henrique disse:

    Sugestão de Post

    Sou de Caxambu e visitante assíduo do Blog do Flávio Gomes. Vi o posto de gasolina de Andrelândia achei muito legal e visitei o seu Blog. Não sei se já viu este vídeo da minha cidade em 1952. É uma barato e repleto de carros antigos. D~e uma olhada e avalie… Abraços

  3. francisco disse:

    Tinha para venda uns conversíveis bem melhores que o MG, mais vai saber o q se passava na cabeça do diretor do filme…..

  4. Carros Antigos disse:

    Romeu, se algum dia tu encontrar a revista com esse anúncio, poderia mandar pra mim, pois eu adoraria ter o registro desse carro? Ouvimos falar que no Brasil existem 3 Crestliner, mas não sei como alguém pode afirmar isso. Com o seu, já são dois. Falta um!

    Chico, o cara era doente da cabeça. Dexar de comprar um FOrd 51 Conversível por $750 pilas para andar num carro de brinquedo! Que louuuuuuuuco! RSRSRSRSR! Nada contra os MGs, mas TUDO a favor dos Fords, sabe como é.

    Têm mais um monte de cosias interessantes nesses filmes, vou pegando e publicando aos poucos.

    Edson, adorei o vídeo. Já está publicado. Obrigado!

    Nik.

  5. Dan Palatnik disse:

    Show, Nik.

    O Crestliner (e o Mercury Monterey) eram um sedã enfeitado. Demoravam os hardtops da Ford, e alguém achou uma boa ideia incrementar os sedãs com uma “série especial” para fingir novidade. Acho que a Kaiser fez algo no gênero. Mas o público preferiu segurar o dinheirinho para o ano seguinte, a produção durou pouco e hoje esses carros são mesmo raríssimos. Mas claro que não alcançam o status do Victoria.

  6. Luis disse:

    ja ouviu falar do IMDB de carros?

    http://www.imcdb.org/vehicles.php?make=&model=maverick

    vcescrevela o nome do carro e ele te fala onde este veiculo (ou montadora) apareceu em filmes

    o link q passei é so de aparições dos Mavericks

    é mto interessante depois vc podia divulgar pra galera q ainda nao conhece essa ferramenta mto boa e quem sabe nao ajuda a ampliar o acervo de carros brasileiros por lá

  7. Sérgio Gomes disse:

    Olá, Nick. Sensacional a matéria. Mas fiquei em dúvida: não é a Marilyn que aparece nas fotos? Abs.

  8. Marcelo Fernandes disse:

    Tenho todas as Classic, e como são muitas, facilitaria se o Romeu souber qual nº está o anúncio do Ford em questão,o qual posso enviar o mesmo para o Nick.

  9. AGB disse:

    A mocinha que aparece no filme é Marilyn Monroe em início de carreira e não Ginger Rogers. Com aquela blusa apertada, o sucesso foi garantido. Quanto ao Crestliner, todas as companhias americanas procuravam aumentar sua fatia de mercado, através de modelos mais luxuosos.
    O resultado foi que, por volta de 1955, um Chevrolet não tinha muita diferença para um Cadillac. O hardtop (dito hardtop convertible, um contra-senso em si) foi lançado em 1949 pela GM . Bem recebido pelo público mas de construção dispendiosa, sua aplicação às linhas populares era incerta até que a Chevrolet disparou na frente com o BelAir em 1950. Neste ano, a produção estadounidense atingiu níveis jamais vistos, de modo que faltava capacidade industrial para modificar linhas. Mas em 1951 os tres grandes já puderam atender a demanda dos consumidores e o hardtop iniciou uma carreira exitosa que só foi abalada pelas normas de segurança.

  10. Nanael Soubaim disse:

    Aquela sim, é uma professora de matemática que encheria a sala de aula. Concordo quanto ao MG, o carrinho é bacana, mas utilidade é um dos meus critérios para escolher automóveis (por isto prefiro o Porsche à ferrari), e um Crestliner é muito mais útil que um cabriolet de dois lugares. O compraria como segundo, ou terceiro, ou quarto carro, mas tendo que ficar com um só, seria um sedan.

  11. Carlos Paiva disse:

    Confundir Ginger Roger com a Marilyn foi demais.
    As fotos são muito boas.
    O filme de Caxambú também.

  12. J-SORRISO disse:

    Mais Crestliner tem na LIFE:Cowboy´S Long Wedding-Hosted By google (Culture)
    ou Cowboy´S source:LIFE-Pesquisa Google

  13. Azevedo disse:

    Chevrolet 1955 não foi uma copia do Cadillac…talvez o 1957. A grade do Chevrolet 55 foi uma copia da grade do Ferrari.
    A industria automobilistica acabou com o “hardtop” não por falta de segurança mas porque o povo enjoou. Mais tarde fizeram “hardtops” de quatro portas

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