Por mais e melhores livros e revistas sobre carros antigos

Quem gosta de livros termina sempre com duas frustrações: a de ter mais do que poderá ler nesta vida e o sentimento de que sempre faltam mais e melhores títulos nas bancas e livrarias. O lado compulsivo da coisa.

Fui para casa ontem pensando nisso, depois de uma passada de olhos pelo meu jornaleiro favorito. Que carestia de títulos, meu Deus. Nenhuma novidade.

Fui dirigindo e pensando o por que da falta de renovação e atualização do mercado editorial quando se tratam de carros antigos. E achei que, mais uma vez, deveria escrever aqui no blog sobre isso.

Me parece razoável supor que não exista demanda que justifique investimentos em mais revistas, por exemplo. O mercado é pequeno, de nicho e etc. Não tenhos os números, mas a julgar pelos anunciantes que vejo em uma ou outra revista sobre o assunto, a verba publicitária deve ser muito pequena. Para piorar, os editores não conseguem atrair os grandes anunciantes e isso eu nunca entendi bem o por quê. Sim, pois afinal a Moura fabrinca baterias para qualquer carro, ou não? Idem Michelin, Bosch, Petrobras, Castrol e a lista é grande. Talvez fosse o caso de algum editor ter a mui original idéia de contratar um especialista para oferecer o seu produto ao marketing destas empresas. Mas isso deve ser um desafio hercúleo, se não alguém já teria feito.

Já a qualidade destas revistas é um valor sempre subjetivo. Temos poucos títulos por aqui, e em alguns até existe esforço em sua produção, mas em regra o esforço é desperdiçado e em vão. E por dois motivos, sempre presentes de alguma forma: ou pecam pela pouca ou nenhuma qualidade editorial (redação, fotos, textos, apresentação e layout), ou pecam pela falta de originalidade, profundidade e conhecimento com que escolhem e desenvolvem seus temas.

Assim, os editores não criam novos espaços nem valores. E os leitores, sem o estímulo da leitura de maior qualidade, se tornam consumidores de pouca ou nenhuma exigência, se satisfazendo com o que é oferecido. E está fechado o ciclo.

Com os livros o assunto é um pouco diferente, as Editoras estão se aperfeiçoando a cada dia. O caminho é longo, mas os primeiros passos já foram dados.

Percebo que elas, as editoras, estão tentando realmente construir uma linguagem editorial, uma forma de abordar o assunto. Não quero falar de títulos, mas  alguns funcionam bem na minha opinião, outros não mereceriam sequer a prova de prelo dos originais.

De início, após o surgimento deste mercado nos anos 90, surgiram obras apoiadas em um tema único, que pretendiam ser referências historiográficas. São obras de fôlego sim, mas monótonas se o tema não for a sua paixão. É a história desse carro, desta montadora e assim por diante. Depois, vieram os livros de autor, com a opinião sobre determinada época, com os temas mais variados. Quase sempre, pouco interessantes.

Como o que me interessa é a iconografia do automóvel, sinto falta de títulos com esta abordagem. Os que mais se aproximam dele, sem serem focados no automóvel, são os que falam do Rio antigo e seus aspectos. A editora Capivara e Casa Editorial G. Ermakoff são minhas favoritas. No dia que eles focarem no automóvel, teremos um livro definitivo sobre o assunto, sem paralelo possível ou precedente que o valha. E um novo filão será desbravado.

Notei que alguns livros sobre carros antigos estão saindo com o patrocínio do governo e BNDES, que quer dizer dinheiro público, desviado de impostos e com zero risco pois que tudo estará pago – e bem pago – antes mesmo do livro chegar às prateleiras. E isso é uma grande contradição!

Pois é uma pena que em um mercado em que circula tanto dinheiro em bens e serviços, com automóveis e coleções milionárias, com protagonistas abastados e influentes, precise ser patrocinado com dinheiro nobre que deveria servir a outras finalidades. Não concordo com isso. Aliás, de tudo o que pensei, este é o aspecto que mais me intrigou: por que os grandes colecionadores e mecenas do automóvel antigo no Brasil não dedicam parte de sues investimentos em livros, revistas e o que quer que seja a fim de propagar e difundir melhor a cultura da qual eles são os baluartes? Por quê?

Se você tiver a oportunidade, compre um livrinho chamado Rodas, editado em 1981 pela Borghoff S.A., na verdade escrito pelo próprio Willy Borghoff, alemão que chegou aqui no início do século XX, se estabeleceu como importador de automóveis e depois se tornou um fabricante de peças e componentes automotivos. É o melhor livro escrito no Brasil sobre automóveis. Porque é infectado pela paixão do senhor Borghoff pelo automóvel, o país que o acolheu e suas mais pitorescas e agradáveis histórias. Têm um à venda em SP por R$20,00. Em Lindóia já o vi cotado a R$150,00. Aproveite, compre e leia, e depois me diga se os livros e revistas de hoje não têm muito o que aprender com os de ontem.

Termino com uma humilde sugestão. Aos editores de revistas sobre carros antigos, que leiam a “Revista de Automóveis” e “Carros à Vista!”, da década de 50. Aos editores de livros, que leiam o livro do Willy. Eles têm muito a nos ensinar.

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27 comentários sobre “Por mais e melhores livros e revistas sobre carros antigos

  1. Luís Augusto Malta disse:

    Nik, como sempre, vc teve a habilidade de por o dedo na ferida. Por que a Argentina (para não irmos muito longe) tem duas ou três revistas MENSAIS excelentes sobre carros antigos enquanto o Brasil não tem nenhuma, se a nossa economia é muito mais pujante que a dos hermanos? Questão de educação? Será que o público quer ler e aperfeiçoar sua cultura automotiva ou, como bem coloca um comentarista do meu blog, ficar na eterna discussão se o frisinho é original ou algo semelhante? Os blogs têm mostrado o caminho, especialmente o seu e o do Guilherme, mas o sempre no âmbito de hobbies, já que não há compensação financeira. Francamente, não tenho resposta para tal dilema.

  2. Leonardo Grecchi disse:

    Nik:

    Isso tudo é a confirmaçào do que já haviamos conversado pessoalmente: algumas revistas realmente são um ícone, estes criados por alguns que valorizam o carro e a moto.

    Vide aquela revista que lhe emprestei, a “Fast Classics” que chega a dar nojo…O mais interessante dela é que é inglesa, mas falar com o mesmo respeito das motos americanas, italianas, alemãs…Sem ser parcial!

    Talvez seja pela tamanha exclusividade que nunca mais consegui comprá-la em bancas, muito menos acho-a na internet.

    Será que somos os únicos a sofrer desse mal?

    *****************

    Você já conhece a Taschen, certo? Procure pela editora Osprey, da GB. Aí sim, vc vai babar…

  3. Guilherme disse:

    Nik, na sugestão para fontes bilbiográficas, eu incluiria as Quatro Rodas dos anos sessenta…
    O curioso é que comprei a CS agora de manhã… Aquela mesma historinha de sempre… Falta tudo. Tem uma matéria de duas páginas que eu acho que foi inspirada no seu blog.

    Abraços,

  4. Carros Antigos disse:

    Luis, você levantou a bola que eu queria para chutar pra frente!
    Eu acho que a resposta ao NOSSO dilema deveria ser afirmativa. Deveríamos nós, diletantes dos carros antigos, dar o exemplo. Como? Com uma revista sobre carros antigos, ora! Mas, no formato eletrônico, gratuita, bem diagramada e com o melhor conteúdo que existe sobre o assunto, qual seja, as NOSSAS opiniões. Imagine você desenvolvendo um assunto que seja do seu interesse e agrado, e depois eu, e o Grecchi, e o Chico, e o Guilherme, e o Nanael, e o M… Depois formatar tudo em PDF, criar uma capa legal e distribuir na internet. Que tal? Com isso, mediríamos a receptividade e aí sim teríamos a resposta ao NOSSO dilema: por que as revistas são tão ruins? Por que não nascem outras?

    Guilherme, explica direitinho essa história de uma matéria (parece) que foi inspirada no meu blog! Como assim? Sério? Dá pra você escanear isso e mandar pra mim? Era o que me faltava… ;)

  5. francisco disse:

    É dificil fazer algo que contente os antigomobilistas daqui, país pobre, estou com o Dr.Luis (sem remédinho) o caminho são os blogs…repetem-se as mesmas matérias, ando fazendo algo sobre carros com carrocerias em fibra de vidro, putz comecei a pesquisar melhor e acabo desistindo do assunto pois já estão esgotados em outros blogs….melhor é ler ! mas aonde? e o quê? quando?, a gente passa nas livrarias e não se vê nada de novo, aliás não se vê nada aqui em Santo André….me contento em parte com CS porque o resto não vale a pena.

  6. MAKINETA disse:

    NIK.
    NA MINHA MODESTA OPINIAO, ACHO QUE NO FUNDO A CULPA É DOS PROPIOS ENTUSIASTAS.
    NAO, QUE O QUE VC ESCREVEU ACIMA NAOS EJA VERDADEIRO, MAS CREIO SER MAIS UM DOS MOTIVOS NO “FRONT” DE GUERRA…

    TEMOS A PARTE COMPLEXA: OS CARROS… MUITOS CONHECEM OS DETALHES E PARTICULARIDADES DE SEUS CARROS, MAS NAO COMPARTILHAM… NAO O PRINCIPAL: A UNIAO DOS ENTUSIASTAS E PROPIETARIOS COM UMA FINALIDADE COMUM.

    TEMOS CENTENAS DE ENCONTROS MONOMARCAS OU NAO…POREM EVENTOS DE GRANDE PORTE, TEMOS SOMENTE UM PUNHADO. A MIDIA SE INTERESSA POR FENOMENOS. E OS CARROS ANTIGOS INFELIZMENTE CARREGAM O ESTIGMA AQUI NO BRASIL DE SEREM UM HOBBY DE BONACHAS. EVENTOS GIGANTESCOS NAO TEMOS…APESAR DE EXISTIR CARROS SUFICIENTES E COM TODA CERTEZA PUBLICO PARA REALIZAR OUTROS EVENTOS DO PORTE DE AGUAS DE LINDOIA EM VARIAS REGIOES DO BRASIL… COLOCANDO MINICIPIOS PARA VIVEREM 1 SEMANA DE CULTURA ANTIGOMOBILISTA.

    AGORA SOME-SE A ISSO, O FATOR COMPLICADOR DOS EVENTOS MONOMARCA; MOPARNATIONALS EM ITUPEVA SE ORGULHA DE DETER O RECORD MONOMARCA COM APROX 225 AUTOMOVEIS !!! EU ACHO UMA QUANTIDADE MICROSCOPICA PERTO DO POTENCIAL… GALAXIE CLUBE DO BRASIL SE ORGULHAVA ATE ANO PASSADO DE DETER O RECORD ,QUE ATÉ ENTAO ERA DE ALGO EM TORNO DE 206 AUTOMOVEIS (ME PERDOE A MEMORIA).

    AGUAS DE LINDOIA TEMOS EM MEDIA DE 800 A 900 CARROS… O QUE EU AINDA ACHO MUITO POUCO EM TERMOS DE QUANTIDADE.

    DEVERIAM SER MILHARES ( SEI DOS PROBLEMAS INFRAESTRUTURA, MAS ESPERO QUE ENTENDAM MEU PONTO DE VISTA…).

    AGORA TEMPERE ESTE CENARIO, COM PESSOAS QUE VEEM O POTENCIAL, POREM NAO TEM FONTES DE PESQUISA RAPIDAS E PRECISAS A MAO… E PUBLICAM MATERIAS MANCAS…COM CARROS DESCARACTERIZADOS ETC ETC ETC… E AÍ SIM APARECEM DEZENAS DE MILHARES DE DEDOS ANONIMOS PARA APONTAR OS DEFEITOS. LONGE DE DEFENDER QUE FAZ E PUBLICA LIXO, MAS ONDE ESTAVAM ESSES ANONIMOS QUE NAO ESTAVAM DISPONIVEIS PARA CONSULTAS EDITORIAIS OU NAO ?

    GRAÇAS ADEUS TEMOS OS BLOGS RESPEITADOS QUE ATÉ ESTÁ DIFICIL RELACIONAR… DAQUI A POUCO SERAO TANTOS QUE TERAO QUE SE ORGANIZAR EM REVISTAS ELETRONICAS.

    NAO CURTO A CLASSIC SHOW, ATE ACHO VALIDA A INICIATIVA MAS CARECE AINDA GALGAR MUITOS DEGRAUS.

    TEMOS TRIBOS DE CARROS ANTIGOS… ONDE OPALEIRO FALA MAL DE MAVERIKEIRO E PASSAM DO LIMITE DA BRINCADEIRA PROVOCATIVA PARA AS OFENSAS…

    A POBREZA DE ESPIRITO PARTICIPATIVO DE CADA UM DE NÓS (EU ME INCLUO TB.)EM QUERER AJUDAR A REALIZAR… PROMOVER JÁ FOI DIFICIL…AGORA REALIZAR HJ EM DIA SAO OUTROS 500…

    É BUROCRACIA… É GENTE QUE TEM CARRO DE 100.000 MAS CRIA CASO EM COLABORAR COM 10,00. E NO FINAL OS ORGANIZADORES MENDIGAM ESMOLAS…

    EU COMO EMPRES E VC TAMBEM… GOSTARIAMOS DE PROMOVER NOSSAS MARCAS COM TODA CERTEZA, PARA ISSO GOSTARIAMOS DE VER O DOBRO DO VALOR QUE INVESTIMOS RETORNANDO PARA NOSSAS EMPRESAS CORRETO? MAS SABEMOS POR EXPERIENCIAS PASSADAS (EU PELO MENOS) QUE ISTO NAO OCORRE… POIS ACABA TUDO SENDO FEITO NAS COXAS…

    O SAMBODROMO REUNE E DÁ CERTO PORQUE UMA EMPRESA DE EVENTOS ASSIM O REALIZA… E BOA PARTE DAS MATERIAS DE REVISTAS FAZEM REFERENCIA AO SAMBODROMO-SP.

    EU LEIO E MANTENHO UM ACERVO DE LIVROS REVISTAS MANUAIS LITERATURAS TECNICAS ETC… QUE VIERAM EM BOA PARTE DE COMPRAS DE MATERIAL QUE IRIA PARA O LIXO…CULTURA NACIONAL INDO PARA O LIXO…

    MUITO JÁ FOI FEITO, MAS EXISTE MUITA COISA A SER REALIZADA…

    EXISTE UMA FEDERAÇAO… MAS ELA NAO TEM UM SETOR PARA AUXILIAR NO DESENVOLVIMENTO DE EVENTOS…PARA CRIAR UM BANCO DE PATROCINADORES… PARA FAZER VALER A CARISSIMA PLACA PRETA,QUE EM NADA HJ NOS LIVRA DA APURRINHAÇAO AQUI NO RJ DA VISTORIA ANUAL… SEQUER UMA BOA ACESSORIA DE IMPRENSA ETC ETC…

    RESUMINDO… QUANDO COMEÇARMOS A UNIR EVENTOS E DE FORMA ORGANIZADA. SEM BAIRRISMO… COM QUANTIDADE E QUALIDADE… COM ATRATIVOS QUE CADA UM POSSA COLABORAR SEM SE SACRIFICAR… AÍ SIM IREMOS CHAMAR A ATENÇAO DAS EMPRESAS PARA QUE ELAS PATROCINEM OS EVENTOS.

    EXISTINDO ESSES ATRATIVOS COM TODA CERTEZA MUITOS RESPEITADOS BLOGUEIROS OU NAO IRAO DAR A SUA CONTRIBUIÇAO VALIOSA EM ARTIGOS QUE IRAO PERPETUAR A GERAÇOES A CULTURA NACIONAL.

    SOMOS NÓS QUE CONSUMIMOS…SOMOS NÓS QUE ADIMIRAMOS… NAO EXISTIRIA TEORICAMENTE MOTIVOSPARA NAO MELHORAREM AS PESQUISAS ! POREM ESTAVOS MUITO FRAGMENTADOS, E ISSO É MUITO RUIM PARA TODOS.

    DESCULPE O DESABAFO E A EXTENSAO DO REPLY

  7. Guilherme disse:

    Nik, a CS fez uma matéria com fotos antigas daquelas árvore hiper centenárias nos EUA em que passavam até carros por dentro delas… Foi uma matéria muito bonita que você fez e com certeza se lembrará… Pois bem, acho que gostaram!!!

    No caso de uma “resposta” à falta de informação, em vez de uma revista digital, um novo portal, bem feito e, que incluísse todos os melhores. Na prática isso já acontece, o círculo é basicamente o mesmo, mas talvez existam algumas benécies em reunir todos, inclusive, com patrocínio, por que não?! Está aí um nicho muito fértil que visualizo, mas não tenho condições para encampar. Ou ainda, um site pago (baratinho!) com fidelização… e com altíssimo teor de informações. Se eu pago 12 reais a cada dois meses em uma revista mediano, por quê não pagaria a mesma quantia em um site riquíssimo com novas e diversas informações ao dia? Quem topa? Quem toma a frente?

    Abraços,

  8. Carros Antigos disse:

    Makineta, excelente comentário, uma análise apurada do cenário.

    Guilherme, abra seu email. Vamos fazer uma revista? Eletrônica? Vamos? Pleaaaaaase?

  9. Luís Augusto Malta disse:

    Makineta, gostaria de discutir seu ponto de vista, mas o tempo urge aqui no consultório…
    Nik e Guilherme, vejo um problema. Escrevo sem muito compromisso com prazos ou pontos de vista politicamente corretos e, principalmente, escrevo sobre o que me dá na telha. Meu tempo de pesquisa é curtíssimo e tenho que confiar na memória, que nem sempre acerta. Se isso vira um compromisso profissional, tem que haver dedicação profissional e, obviamente, remuneração. E dificilmente haverá remuneração atraente, já que esbarramos no aparente desinteresse comercial em torno do antigomobilismo brasileiro, a não ser que houvesse enorme investimento de tempo e dinheiro no negócio. Mas, se vcs acharem que posso contribuir de alguma forma, estou dentro!

  10. Carros Antigos disse:

    Claro que pode e deve. Uma revista de amadores para amadores. Como dito, um espaço plural, de opinião e não de severas sentenças históricas fundamentadas em farta pesquisa bibliográfica. Mais um almanaque do que uma enciclopédia, mais um mural do que um jornal. Mas nem por isso interessante, atraente e muito, mas muito divertida de ser feita e lida.

    Guilherme, vou na banca ver se descolo uma revista pra ler. Fiquei muito curioso sobre o artigo da Wawona que, pelo que disse, eles publicaram. Será possível?

  11. Mário Buzian disse:

    Eu concordo com tudo o que foi colocado aqui, e acrescento que cabe a nós, antigomobilistas apaixonados e desprendidos de informações que somos, tomar a frente desse novo movimento, e fazer algo que continue a nos dar prazer, que contribua infinitamente para a melhoria do panorama antigomobilista nacional, e que se perpetue para o todo sempre.
    Contem comigo para essa empreitada.
    Nós somos os filhos de Lee e Og em pleno século XXI, temos a internet como nossa aliada, vamos tocar a frente esse projeto !!!

  12. Carros Antigos disse:

    Êita que a onda tá crescendo. Makineta, estou te copiando no email. Quem mais quiser participar, deixe o email aqui, para conversarmos sobre essa idéia, ok?

  13. Irapuã disse:

    Grande Nik,
    Depois de algum tempo sabático, afastado por motivos particulares e familiares, volto a me manifestar. E logo sobre um assunto que -percebo que não só a mim- incomoda tanto: a falta de títulos e revistas sobre esse assunto que nos apaixona. Além de algumas revistas oportunistas que se mantêm no mercado com a publicação de matérias extremamente superficiais baseadas apenas em fotos efetuadas com veículos descaracterizados e que só servem para confundir e desinformar os iniciantes no assunto (já vi algumas que ao final da reportagem informam que o proprietário está colocando o veículo à venda!!!), salvam-se duas ou três que me parecem ainda palatáveis, com esforço louvável devido às dificuldades de impressão, diagramação e distribuição que não devem ser poucas, mas que sinto têm perdido a profundidade como se os assuntos estivessem se esgotando… Na seara dos livros, louvo a iniciativa da editora Alaúde que tem lançado alguns títulos mais especializados através de autores que se apresentam com melhores pesquisas e profundidade (apesar de lançar até um de “auto-ajuda”(?), de leitura um tanto decepcionante).
    Talvez a solução possa ser mesmo a sua idéia de uma revista eletrônica mensal, de distribuição dirigida (recebo uma com esse formato, de elogiável iniciativa pessoal do autor, chamada Fusca Verde) mas que tenha uma coordenação de assuntos. Conte com nosso apoio nessa empreitada e vamos tocar a idéa adiante!
    Um abraço,
    Irapuã

  14. Luiz Sampayo disse:

    Nikollas, acredito que de alguma forma tudo que se disponibilize relacionado a bibliografia automotiva resultará n’um contributo ao meio e o saldo será positivo. Incluo nisso, não só livros e afins, de qualidade duvidosa ou não (os primeiros, acabam sempre expurgados como prova a análise retrospectiva), mas tbm ateh a mera discussão atrai atenção sobre o assunto. Serve de exemplo o entusiasmo que vejo com mt gosto nos comentários aqui postados e nas arejadas ideias que vocês estão tendo. Ab
    ps.: o livro Rodas foi editado em 1962(ñ em 1981) por ocasião do cinquentenário da firma Borghoff, jah eh um clássico com reconhecimento merecido no universo antigomobilístico.

  15. Carros Antigos disse:

    Irapuã e Luiz, estava pensando em vocês hoje mais cedo. Considerem-se convocados para participar da empreitada! Vou colocar vocês na lista de emails, pois se para vocês não for confortável escrever, tudo ótimo, só não abro mão das suas críticas e sugestões.
    Luiz, minha edição que é de 81, falha nossa. Mas é um clássico para quem o conhece, por que eu tive que descobrir sozinho nos sebos do Rio! Olha que belo assunto para um artigo! Uma indicação de livros pátrios sobre o assunto! Topas??? ;)
    Obrigado aos dois, em nome de todos.

  16. Nanael Soubaim disse:

    Por vezes vejo uma matéria, em um meio qualquer, onde o profissional enche lingüiça com trema, faz o carro parecer uma celebridade, mas não chega ao ponto. Por exemplo, ainda não apareceu um fidalgo que mostrasse que um Opala (robusto e razoávelmente rígido) com seus quatro e setenta é pouca cousa mais pesado do que um Astra, não tão forte e uma roda menor. Aquele programa da globo, por exemplo, é uma das maiores decepções que tenho no ramo. Quem conhece carros antigos acaba dando valor aos carros verdadeiramente modernos, e lamentando a falta de respeito das montadoras para conosco. Já vi garotos abobalhados vendo a direção de um Thunderbird escamotear, como se fosse algo paranormal. E também lamento ver um sujeito que gastou trezentos mil para trazer um clássico chorar por causa de cinqüenta reais, na hora de ratear os custos da exposição, dá vontade de tirar um real do bolso e dar para ele comprar pão.

  17. Francisco disse:

    Chama-se METALIZAÇÃO, eu conseguí recuperar as lanternas dianteiras do Camaro com este processo, mas não se pode colocar a mão sobre o metal depositado….

  18. Nanael Soubaim disse:

    Não, é cromeação mesmo. Quando ainda fazia escola técnica, discuti com uma professora de eletroquímica e, em um teste, conseguimos galvanizar uma pecinha da qual não me lembro o que era. O que fizemos foi esfregar a ponta do lápis na peça, as partes cobertasa por grafite se comportaram como uma peça metálica e foram cobreadas. Sai caro, mas dura muito.

  19. Nanael Soubaim disse:

    Se conseguir que uma película condutora, no caso o grafite, tenha adesão, se croma. O problema é a flexibilidade, que com o tempo pode trincar o cromado.

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