Cla$$ic $how dá o caminho: conforme-se, patuléia!

Eu não leio mais a Cla$$ic $how, mas meu vizinho lê. Hoje pela manhã ele insistiu para que eu lesse o Editorial da edição que está nas bancas. Por educação, eu li. Meu amigo, o argumento é de uma pobreza sem igual. Disfarçados de bons samaritanos, a Revista, ao comentar o fechamento do museu da Ulbra, quer vender aos seus leitores a falsa idéia de que existe um lado positivo aí. Sabe qual? O de que acabou-se o Museu sim, mas, por outro lado, este acervo está engordando as coleções particulares do Brasil! Simples assim! Não é muita cara de pau? Como se isso pudesse, em algum momento e de alguma forma, substituir a existência de um Museu, ainda mais como foi o da Ulbra. Realmente, não dá para ler uma revista que confunde Museu com o que é particular. Se assim fosse, eu gritaria primeiro: vamos fechar o Museu da Imagem e do Som, e por favor entreguem para mim todo seu acervo para que eu aprecie, sozinho, em casa, o melhor de Noel e Pixinguinha, saboreando um bom Merlot e um puro cubano! E você que enxergue o lado bom disso, seu otário! E dane-se a coletividade! Clique no link para ler mais da minha indignação sobre esta pouca vergonha assinada pela Cla$$ic $how.

Eu só estou escrevendo sobre esse Editorial da Cla$$ic $how por que a audácia em escrevê-lo é de uma falta de pudor e vergonha sem igual, e não há como deixá-los sem resposta. Biltres! O fechamento do Museu da Ulbra se deve exclusivamente à ação fraudulenta e criminosa de seus gestores e não há como se alinhar com este fato sem se confundir com ele. Como assim podem haver benefícios, vantagens ou algum tipo de compensação em sermos privados do maior museu de automóveis antigos do Brasil? Quem, em sã consciência, pode se resignar com mais um crime de lesa-pátria, mais um golpe na memória deste país? Quem? Só a Cla$$ic $how mesmo.

E a vergonha maior é que eles, na qualdiade de pseudo-divulgadores do antigomobilismo no Brasil, se furtam ao DEVER de discutir este assunto, tão grave, como se eles não tivessem a OBRIGAÇÃO de se arvorar na condição de foro indicado e qualificado a esta discussão. Nem uma matéria, nem um questionamento, nem um debate! Ao contrário, desconversam, fingem não ser possível discutir o assunto pois trata-se de decisão judicial, vejam só! Balela! Ofendem a minha pouca inteligência com esse corpo mole. Como assim não pode ser discutida uma decisão judicial? Ainda mais neste tema, tão caro a todos nós, em que o que se vendeu não foi um bem qualquer, mas um acervo cultural sem par no país! E que raios de justiça é esta que em tão pouco tempo liquida os ativos com uma celeridade inédita e sem precedentes? O Coroa-Brastel ainda está parado em um cartório! Um divórcio amigável no Brasil demora mais tempo que isso e nem assim ninguém foi capaz de desconfiar da celeridade desta decisão? É triste, é triste, é triste. É uma vergonha! Esse país não merecia ficar sem o Museu, menos ainda ler um texto indecoroso como este, mal disfarçado e cheio de entrelinhas, rigorosamente contra a preservação da sua cultura, memória e afetividade nacionais. Chega de empulhação! Um jogo de cartas marcadas eu sabia que era. Mas com direito a registro em ata numa revista? Absurdo!

Enfim, às favas a Classic $how, a Ulbra e quem assiste a esta vergonha e não é capaz de se inconformar, a quem perdeu a capacidade de se revoltar, de gritar, de se indignar. Canalhas, do reitor ao editor da revista, posto que de alguma forma em algum lugar estão todos ganhando alguma coisa com isso. É pelo silêncio e pela omissão que se cometem os maiores crimes, e disso a Cla$$ic $how é culpada!

E chega por hoje de tantos canalhas.

P.S.: Em tempo, antes que me acusem das barbaridade de costume, eu não tenho nada contra quem comprou o acervo da Ulbra, é um ato legítimo que eu apoio, inclusive. Mas, bem que você podia registrar aqui o endereço e horário de visitação do seu carro que já pertenceu, de alguma forma, a todos nós.

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54 comentários sobre “Cla$$ic $how dá o caminho: conforme-se, patuléia!

  1. Bento disse:

    Meu amigo,

    Isso comprova aquela teoria que às vezes é melhor ficar calado do que falar besteira, ou ficar com um editorial em branco do que escrever uma porcaria dessas…

    Às vezes compro a Classic Show, mas acho que vou pulverizar essa minha coleção por diversos sebos aqui do ABC paulista, assim o comércio de revistas usadas “ganhará muito com isso” como eles mesmo dizem.

    Ai esse meu pobre Brasil e seu mercado editorial de m…

    Abraços,

    Bento

  2. Pedro "Coin" Duarte disse:

    Para eu que sou aprofundado nesse mundo já fica a dica:

    A de qual revista NÃO comprar.

    Ótimo blog, gosto muito dos posts. Inclusive veio daqui o empurrão pra GM morrer totalmente no meu conceito.

  3. Guilherme Gomes disse:

    Ainda não li a revista mas, pelo post, parece-me tentativa ingênua de desviar o foco da atenção e, permanecer sobre o muro… Logo quem chama à sí o cargo de porta voz do movimento, e que de fato, possui grande representatividade. Daí ainda, mais grave é a omissão.
    Evidente que o acervo irá se aglutinar a coleções, ou até mesmo iniciar outras, mas a questão principal é a de que desfez-se um dos melhores museus automobilísticos do mundo. E qual deveria ser o enfoque do editorial, então?
    Pedro Coin, pode comprar a revista sim, só não se pode é confiar plenamente.

  4. sergio disse:

    Parabéns pela visão da pouca vergonha que existe no Brasil a respeito do que é público e do que é particular.

  5. Francisco disse:

    O pessoal do Sul tinha o maior orgulho daquele museu, as pessoas que trabalhavam na restauração eram excelentes profissionais…o êrro estava na direção da entidade. Perder seu maior orgulho machuca a todos que fazem o antigomobilismo lá no sul, a ligação da revista com o Museu era muito grande e ver a coleção ser picada em lotes dói mais ainda. O editorial é antes de tudo muito triste. Eu gosto da revista, erraram desta vez.

  6. David disse:

    É, rapaz… Farinha pouca, meu pirão primeiro e foda-se o resto…
    Ai, ai, eu fico aqui me perguntando pra quê que serve o antigomobilismo mesmo…

  7. Mário Buzian disse:

    Nik, concordo plenamente com os seus argumentos, mas quero ler esse editorial antes para poder colocar as minhas impressões pessoais aqui.
    Assim serei não só justo com o blog, mas também com as minhas posições.
    Aqui a revista só chega na semana que vem. Vou comprá-la. Dependendo do que ler ali, poderá ser a última edição.
    Obrigado por fazer ouvir a nossa indignação quanto ao Museu da Ulbra.
    Eu fico especialmente tocado por ter tido um sonho de poder chegar a administrar tudo aquilo, um dia.
    Certamente o destino teria sido outro, modéstia à parte.

  8. Nikollas Ramos disse:

    Mário, querido amigo, ia telefonar para ler para você o editorial da tal revista, mas é tarde e isso não é justo com um trabalhador. Decidi então acordar meu vizinho (!) e fotografar esse texto covarde e omisso para não ter que esperar uma semana pela sempre tão ponderada e justa opinião do amigo. Está aqui no post mesmo.
    Abraço, Nik.

  9. Bocha disse:

    É lamentavel o museu da ….,pois sou estudante de engenharia ,gostava de ir ver cada carro no seu cantinho ,nos intervalos ,pois perdemos um vasto conhecimento e contato com estes carros de época, como fanatico por carros antigos ,é como se tivesse me tirado a visão,oque sobrou ?blindados ao lado do predio ! lamentavel ….. pois resalto que cada carro tinha um uma história … só quem esteve no museu sabe oque perdeu !!! abraÇo ,parabéns pelo blog !!!!

  10. Cesar Furquim disse:

    Nik, pela primeira vez estou postando um comentario neste blog que muito respeito, infelizmente para expressar meu profundo desapontamento com os gestores desse museu e mais ainda com os editores da CS que tentam embasar uma postura totalmente imoral para com toda a sociedade brasileira e nao somente contra os apreciadores de autos antigos.
    Isso nos leva a fazer um paralelo com outros pontos de nossa vida nessa republica tropical em que vivemos, externamente um paraiso, mas internamente com seus podres.

  11. Mário Buzian disse:

    Nik, infelizmente é pior do que eu pensava…
    Entendi o ponto de vista dos editores, mas é como disse o nosso amigo André Grigorevski, a coisa me pareceu meio “redonda” e globalizada demais, e eles quiseram ser diplomáticos para com a direção do Museu, foi isso que me transpareceu no texto.
    Mas agora voltamos à nua e crua realidade: certamente uma boa parte desses carros não ficarão aqui em nossas terras, já que eles nunca pertenceram ao nosso patrimônio histórico, foram trazidos para cá, restaurados e expostos, saiu infinitamente mais barato fazer assim, e foi o diretor do museu quem me confidenciou isso. E mais, para ver só como os nossos artistas de restauração são muito bons (senão os melhores), com raríssimas exceções, o material necessário para refazer esses carros era usado, e provinha dos famosos “junkyards” americanos e europeus – somente pneus e outros detalhes mais técnicos que envolvessem segurança eram novos. E mesmo assim tinham custo zero nas importações, enfim…
    Voltando ao tema, eu acompanhei alguns desses leilões, online (estava muito ocupado para ir a Canoas ver de perto, e sinceramente, parte do público que deveria estar lá costuma me dar náuseas, com a sua arrogância), e percebi que. fora alguns sujeitos mais afoitos, 80% do que foi a primeiro leilão não saiu, e menos de 60% foi arrematado em segundo leilão.
    Achei muito esquisito colocarem logo as Rolls-Royce e o Bentley de saída, assim como a famosa ambulância Chevy 1957 ( essa eu queria aqui na minha garagem…),alguns Jaguar, o famoso Edsel Pacer 59, o Lincoln Continental 66, o Oldsmobile 4-4-2 ano 68, todos conversíveis, carros esses que tem um valor histórico (e financeiro) bem substancial.
    Nem a metade deles foram vendidos. Ainda.
    Muita gente vai questionar dizendo que isso é um jogo de cartas marcadas. E eu acredito que é, acho mesmo que os primeiros leilões serviram para “levantar a lebre” , como se diz no jargão dos apostadores, ou seja, foram usados de vitrine para o mundo saber que eles estão (ou estarão) à venda, em muito breve.
    E o que acontecerá com aqueles carros que ainda não foram arrematados ???
    Como os valores de avaliação eram altos (ninguém dirá que um Olds 4-4-2 vale 10 mangos…), eles agora serão vendidos em terceira praça, sem lance inicial, pelo maior preço que alcançarem.
    Quando isso vai acontecer ??
    Não se sabe. Dificilmente alguém, fora os reais interessados (certamente muitos especuladores, amigos e conhecidos do ex-reitor, mais alguns “laranjas”, que poderiam bem ser os “Antônio de São Paulo”, “José do Ceará”…) esses sim é quem vão colocar os preços que quiserem no acervo. E tudo dentro da lei, já que esses carros terão documentos perfeitos, com placa preta emitida, sem nenhuma burocracia adicional.
    Lembrem-se, a grande maioria desses carros NUNCA saiu de dentro do complexo de Canoas, enquanto tenho amigos que fizeram a importação absolutamente correta e limpa, pagando todos os impostos, e que ficaram quase dois anos para poder documentar seus carros…
    São coisas assim que me enojam nesse país. A hipocrisia reina absoluta, e pouquíssima gente tem coragem de escancarar a realidade. Muitos poucos sempre acabam lucrando com o patrimônio histórico, seja ele de alguma instituição, seja ele do poder público. O roubo da taça Jules Rimet é um fato tão podre quanto o que estamos presenciando em leilões escusos por esse país (lembrando até da GMB, que seguiu o exemplo da Ulbra e fez um leilão fechado para suas concessionárias), a diferença é que sempre tem alguém lucrando forte com tudo isso…
    Eu posso falar em leilões com muita propriedade, pois já participei de centenas deles, quando negociava carros usados em SP. Lucrei bastante, e sei muito bem da máfia que existe em torno deles.
    O “Antônio” que a revista citou em seu editorial, não costuma ser uma pessoa bacana, interessada e acessível. Esse sujeito está pouco se lixando para com a história, o que realmente interessa é o valor de ter algo sob o seu poder, comprar barato, e lucrar forte lá na frente.
    Nesse momento só não existem mais especuladores internacionais em nossas terras por conta da crise, que está diminuindo, ao menos por aqui, e esse fenômeno sem par em outros países nos dá sorte de termos os “picaretas” aqui mesmo, falando português, e lucrando com isso.
    Vou continuar a acompanhar tudo o que se refere aos leilões, até porque tenho interesse específico de arrematar um carro que pertenceu à família da minha esposa, mas fico imaginando a cara de otário que alguns devem sentir quando vêem carros que eles mesmo DOARAM ao museu há dez, quinze, vinte anos atrás, como um caminhão Chevrolet dos anos 50, que trazia pintado na porta, “doação da família X”, e esses sujeitos assistem alguns “colecionadores” levarem parte de suas vidas por meros 50 mil reais, como foi o caso…Lembra aqueles desenhos do Pica-Pau, quando o abutre se dá mal, e aparece na cara dele um pirulito escrito “sucker” (Trouxa, otário, em inglês).
    Falar sobre esse assunto me deixa exatamente com essa sensação, muitas vezes.
    Novamente peço desculpas por ter me alongado nas linhas, mas cada vez mais eu tenho a certeza de que ficar em cima do muro nessa hora não resolve. Não se pode agradar a todos, isso é sabido. Mas custa nada mostrar essa indignação, que sai das nossas entranhas, e acaba nos dedos do nosso teclado, ou nas rodas de conversas em pessoas inteligentes e interessadas num bem maior, como é o nosso caso.
    Com certeza a revista vai perder mais leitores com isso.

  12. Nikollas Ramos disse:

    Mário, como diz minha avó, estou soltando fogo pelas ventas.
    E bem triste, pela falta de bom senso dos editores desta revi$ta. Eles poderiam ter se mantido calados, em silêncio, e ninguém daria falta da opinião deles. Nem seus leitores.
    Eles mesmos afirmam ter recebido cartas de alguns leitores cobrando que a revista se tornasse um foro de discussão sobre o destino da Ulbra, mas eu não sei se alguma, um única mensagem que seja, foi publicada por eles nesta mesma edição. Eles não disfarçam a indiferença que têm pela opinião dos seus leitores. Afinal, eles precisam de consumidores, não de leitores.
    Um ponto que me chamou a atenção nesse texto dele$ foi o emprego da palavra utopia, ao mesmo tempo em que se falou do Museu de Caçapava. Olha em que situação curiosa eles se colocaram. Utopia, leio aqui para ter certeza, é uma quimera sim, mas principalmente algo que nunca se fez antes nem se poderá fazer depois. E não é algo terrível para quem vive de anúncios para a restauração de carros declarados mortos e irrecuperáveis, usar esta palavra em seu significado mais duro, determinista e fatídico? Afinal, o que é impossível? Restaurar aqueles carros da Ulbra o era, até que alguém o fez. Organizar um dos 10 maiores museus de automóveis antigos do mundo também o era, até o que o Sr. Lee o fez. Sabe, ninguém deveria usar a palavra utopia ao lado do nome do Roberto Lee. É um desrespeito à memória do homem.
    Você tão bem traçou o roteiro completo da maracutaia que há de se seguir aos primeiros leilões onde nada é arrematado. Os mais inocentes leitores não sabem, mas a revi$ta desta maneira opera para cobrir com um pano o assunto, desanimando aqueles que, por natureza de seu hobby, não podem desistir nunca. Como podem eles ter a coragem de dizer para o antigomobilista que discutir a Ulbra é uma utopia? Se assim o é, o que fizeram eles para deflagrar o debate em nível nacional, e quem sabe assustar os lobos que cercaram o rebanho, ganhando talvez o apoio da grande mídia, mais uns meses de tempo? Nada, declinaram de sua missão histórica. E se nada o fizeram, Mário, é por que lhes convém, eles de alguma forma ganham com isso. No mínimo, economizam espaço para mais anúncios, e assim auferem lucro. No mínimo.
    É preciso que cada um de nós, que discorda dessa sua atitude covarde e omissa, divulgue este fato, converse com os amigos e desestimule a audiência que justifica a existência desta revi$ta.
    Eles são um razoável caderno de classificados, somente, e deveriam se ater a este finalidade e não emitir opinião. Mas quando opinam e ainda militam contra a memória do nosso país, merecem toda nossa repulsa.

  13. Luís Augusto Malta disse:

    Nik, acabo de ler o besteirol que eles escreveram. Sinceramente, não acredito em má-fé ou ganhos escusos.
    Na minha opinião, eles são só (muito) ruins de serviço mesmo.

  14. Mário Buzian disse:

    Nik, toda essa patulada me fez lembrar de um caso muito interessante, ocorrido há poucos anos atrás, e que envolveu um patrimônio tido como sucata. Essa estória que contarei a seguir já vinha me acompanhando há algum tempo, alguns dizem que é folclore, mas ela ilustra perfeitamente a vontade de poucas pessoas tem em ganhar dinheiro, não importando como.
    É fato mais do que sabido que a Volkswagenwerk adquiriu a Chrysler do Brasil e da Argentina em fins dos anos 70, assim como boa parte dos amigos sabem que fim essa história teve, com o fechamento da empresa, encerrando a produção dos produtos Chrysler em 1981 (Dodge Dart, Magnum, LeBaron, Polara e utilitários), assim como os , e que a fábrica se transformou na primeira no mundo a montar caminhões com a marca VW a partir daí.
    Pois bem, quando a linha foi oficialmente encerrada, os seus concessionários tiveram a opção de representar a bandeira VW, ou então procurar outra marca para representar.
    Esses revendedores tiveram um bom estoque de peças Chrysler por um certo tempo, mas como esses carros já eram meio que mal-vistos nos anos 80, seus estoques ficaram à disposição por um bom tempo.
    Hoje sabe-se que os últimos Dodge oficialmente vendidos (em especial os Polara), chegaram a quase 700 dias de estoque nos pátios, e mesmo assim foram vendidos por quinquilharia (eu mesmo quase comprei um Magnum 1981, plaqueta VW Caminhões, um dos últimos entregues em SP Capital, e o seu ex-dono me contou que pagou por ele o mesmo preço de uma Brasília STD, em fins de 1982).
    Como os estoques de peças não baixavam, e a VW tinha pressa de iniciar a produção de caminhões (lembrando que ela já montava os mesmos enquanto ia diminuindo a produção dos Dodge), eles alugaram um imenso galpão em Minas Gerais (todas as vezes que eu ouvi essa estória, citaram MG), levaram todas as peças e maquinário que não iriam usar para lá, arrumaram, catalogaram e estocaram, por décadas…
    Tudo aquilo estaria até esquecido, mas alguém lá dentro da VW teve acesso a esses dados, foi até o local onde estavam esses armazéns, e constatou a fortuna que poderia ganhar se convencesse a VW de comprar tudo o que estava ali dentro.
    Para tanto, esse sujeito conseguiu o seu intento, fotografou boa parte do estoque, e saiu perguntando, como quem não quer nada, se haveria mercado para vender as peças, isso há pouco menos de dez anos atrás.
    Com a afirmativa, vendeu tudo o que ele possuia na época (casas, carros, tudo aquilo que pôde), pegou alguns empréstimos, e adquiriu, novamente a preço de sucata, todo o estoque remanescente.
    Como última tacada, viajou para os EUA, visitou algumas feiras de Chrysler antigos, e fechou a venda para uma grande rede de peças novas , tendo um lucro de aproximadamente 1.000%…Ficou milionário só com o que conseguiu repassar de Dodges grandes (linha Dart), as peças de Polara foram negociadas com nossos “hermanos” e alguns ingleses também, mas com lucros muito menores. Dizem que o sortudo ainda tem muitas peças de Polara estocadas, só esperando pra valorizar ainda mais com o tempo…
    O pior é que tudo casa nessa estória, pois houve um absurdo de oferta de peças fora de catálogo dos famosos Chrysler “A-Body” nos EUA, onde são muito valorizados nos últimos anos.
    E pensar que essas peças erm nossas…

  15. Mário Buzian disse:

    “Dormia, a nossa pátria tão distraída,
    sem perceber que era subtraída,
    em tenebrosas transações…”

    Chico Buarque de Hollanda – Vai Passar

  16. Emilio Carreira disse:

    Meu caro,
    Li o que escreveste sobre o editorial da Classic Show, que só comfirmou o que ja pensava. Escrevi vários e-mails para tentar corrigir uma informação que prestaram e cheguei a mesma conclusão que chegaste. Gostaria de passar toda a troca de e-mails que tive coma a revista para que possas tomar conhecimento. São 3,16 MB. Se quizeres recebe-los favor informar o e-mail para o qual devo enviar.
    Saudações,
    Emilio Carreira

  17. Nikollas Ramos disse:

    Emilio, mande sim, por favor: blogcarrosantigos@gmail.com
    Mas, se você quiser, pode postar tudo aqui mesmo, como se fosse um comentário, pois o espaço é para isso. Se não, me mande que eu organizo e publico, pois acho que isso deve estar aqui de alguma forma. É um prazer receber estes emails!
    Luís, não sei dizer se estamos lendo o editorial de desinformados sem noção do que escrevem ou coisa maior. Não sei mesmo. Eles que tirem a nossa dúvida, se quiserem. Mas duvido…

  18. Nikollas Ramos disse:

    Eu também, sempre.
    Mas veja você que fato trágico e cheio de simbolismo aconteceu no Rio de Janeiro, ontem.
    Todos viram que se perdeu, em um incêndio trágico, TODA a obra do artista Hélio Oiticica, que estava guardada na casa de seu irmão e não em um Museu.
    Só no Brasil, meus caros, alguém resolve guardar num quartinho de casa a obra de um grande artista como Oiticica, ao invés de em um lugar mais adequado. Não julgo as razões para terem decidido por esta forma inusitada de se preservar um patrimônio que pertence à coletividade, mas que esta decisão se mostrou infeliz e inapropriada, para dizer o mínimo, foi.
    Mas a cupidez do homem não têm limites, e eis que na mesma semana uma revista que trata também de um patrimônio cultural como o é o automovel, afirma que um Museu é apenas “um prédio que abriga objetos estáticos”.
    Pois é, Cla$ic $how, diante da perda irreparável da obra de um Oiticica, por que sua obra não estava no tal prédio, o que mais precisa ser dito diante da torpeza dos seus argumentos?
    Luís, eu acho que a ignorância por si já é uma excludente da boa fé em casos como este. Quem não sabe sobre o que está dizendo, não deveria arrisca. A medusa que é a ignorância se alastra com velocidade e produz toda sorte de resultados, inclusive resultados nefastos como este.
    Por serem contra o tal do prédio chamado Museu, os herdeiros do Oiticica e os gestores da Ulbra queimaram para sempre um patrimônio que pertencia a todos nós, mas, principalmente, ao futuro, que não lhes poderá mais conhecer.
    Perdoe-nos, futuro.

  19. Luís Augusto Malta disse:

    Nik, concordo com sua observação de que a ignorância é um excludente de boa-fé no caso da CS porque eles já tiveram tempo de sobra até para fazer um curso de jornalismo, ou, no mínimo, contratar uma assessoria decente para evitar a publicação dessa e de outras insanidades.
    Só pra ilustrar, lembro-me de uma reportagem sobre uma Autoclasica (acho que 2007), que foi um fracasso total por causa da chuva e da ausência de um plano alternativo pelos organizadores, que dizia como o povo argentino era corajoso e o evento foi espetacular, uma completa estupidez, capaz de revoltar os colecionadores brasileiros que mandaram seus esportivos nacionais para um verdadeiro barródromo. Completa falta de crítica, maturidade e de colhões para expressar uma opinião e sair de cima do muro, caso que está se repetindo com o problema da Ulbra.

  20. Nikollas Ramos disse:

    Bem colocado, Luís.
    Sobre essa reportagem, me lembro sim. Achei que era o Camel Trophy…
    Falando sério, agora que você está lembrando o ocorrido e contando os detalhes, realmente, um mico.
    Mais um.

  21. Marcio T. Linderer disse:

    Ola. Em primeiro lugar gostaria de parabenizar o blog pelo conteúdo, fiquei algumas horas me detendo neste e fui levado de volta a infância com cenas que já não via ha um bom tempo. Me deparei com esse post, falando sobre a Revista classic show, por causa dele fui até a banca e comprei a revista antes mesmo de chegar o meu exemplar de assinante, li o editorial tão comentado, e sinceramente fora alguma e outra palavra mal colocada, não o interpretei dessa forma. Ou sou muito idiota, ou quem iniciou este post não leu o texto com atenção, pois é fato que após uma decisão judicial ser tomada, não resta muito o que uma revista segmentada como é a classic show e outras fazerem. Talvez um jornal muito forte com seus 200 300 mil exemplares poderia fazer algum barulho e sensibilizar alguém…mas não mais do que isso, mas não uma revista de carros antigos que deve vender menos de 20 mil unidades e olhe lá…Na edição passada a revista em questão já havia se colocado contra o ocorrido lamentando a desintegração do museu e pelo que me lembro até levantando uma pequena hipótese de que os leilões saíram rápido demais, e nessa edição, o mesmo ocorre. O golpe de misericórdia já foi dado, agora só nos resta chorar, e torcer pelo melhor, ou seja justamente o que o editorial da revista sugere…ver o lado positivo da história que existe mesmo, basta abrir os olhos e pensar que podia ser pior mesmo. Quero também deixar uma pergunta no ar para que fez o post inicial, sobre essa citação: “O de que acabou-se o Museu sim, mas, por outro lado, este acervo está engordando as coleções particulares do Brasil! Simples assim!” Diga-me uma coisa caro Sr. “postante”, se o golpe de misericórdia já foi dado, (vamos ver por essa ótica) se não ha a mínima chance de o museu ser reaberto, se todos os leilões já estão devidamente com datas marcadas….que destino gostaria que os automóveis desse belíssimo museu tivessem????Se não fossem para colecionadores particulares como nós…para onde iriam? Amargariam um fim dentro de instalações do governo ao relento como se que estão alguns em Porto Alegre? Falando desse modo não parece ser essa revista o x da questão, e sim transparece uma clara repulsa em relação as coleções particulares. Nós colecionadores estamos sim preservando a história do automóvel antigo nacional, mesmo aqueles que por mera vaidade mantém esses veículos também estão o fazendo…Não sei de que estado está falando mas aqui em Minas Gerais, bem como nossos amigos cariocas realmente temos o habito de levar nossos veículos em exposições e mostra-los ao público. Como já falei creio que o editorial da Revista poderia ter sido melhor colocado, mas concordo plenamente que ante a um fato “medonho” como esse nos resta somente ver o lado bom da história. Realmente achei falha a observação do postante, que parece já ter algum desafeto com a revista, e se isso é fato, não creio que um blog que me fez voltar no tempo com tantas coisas boas, seja o local para lavar roupa suja. Creio que se tenha algum descontentamento com o bom, seria tentar resolver como cavalheiros que somos. Creio que o criador do blog não terá problemas em publicar meu post. Atenciosamente. Marcio

  22. Nikollas Ramos disse:

    Marcio, seja bem vindo e obrigado pelos comentários elogiosos ao blog.

    Vou aproveitar esta oportunidade para refinar meu comentário. Não tenho nada contra as coleções particulares, imagine! Muito menos contra quem comprou e comprará os carros leiloados. Escrevi inclusive aquilo que é sensato, que esta é uma atitude legítima por parte dos compradores.

    Também não vejo como voltar atrás na questão da Ulbra. Nem como interferir nela, de forma objetiva. Não somos parte legítima, como se diz nos assuntos de Justiça.

    Isto posto, resta minha opinião de que a Revista tinha a opção de fazer uma entre duas coisas: a primeira, dar a notícia do fechamento do Museu e pronto. Segunda opção, usar de seu prestígio e representatividade para protestar contra tal fato, de todas as maneiras possíves, principalmente a fim de promover o debate sobre as causas e consequências desta tragédia, e como ela pode ser evitada no futuro, pois que o fechamento de museus de carros antigos no Brasil têm se tornado rotina.

    Não vejo sentido em terem eles escolhido outra forma de abordar o assunto, sinceramente. Qual seja a de minimizar os efeitos de tamanha perda, com argumentos que são pequenos diante do vulto do significado real do fechamento do Museu, principalmente dando a entender que ignoram o motivo pelo qual existem Museus. Isso é inadmissível, em se tratando de uma revista que é lida, como você mesmo escreveu, por umas vinte mil pessoas que pertencem justamente a um segmento cultural de nicho e que foi duramente atingido pelo encerramento das atividades do Museu.

    Eis então a mais importante premissa que não me permite compartilhar do entusiasmo dos editores da revista. A de que Museus devem ser mantidos, preservados e incentivados, a qualquer preço. Não há nada que aconteça com estes carros que possa de alguma forma substituir ou amenizar as consequências do fechamento do Museu. Nada.

    Quem acha que não, que os carros serão guardados e preservados por particulares e que isso abrandará os efeitos da perda do Museu, está pensando apenas no automóvel em si. Do outro lado, onde me alinho, existem outros que têm a certeza de que os museus são um patrimônio cultural insubstituível. Até por uma questão de definição, coleção particular é uma coisa, museu é outra – servem a senhores distintos. Quem confunde as duas coisas não pode escrever sobre uma delas, eu acredito.

    Para mim desde muito cedo os museus ocupam um lugar destacado em minha vida e formação cultural. Tenho para com eles uma dívida de gratidão eterna. Você mencionou que é de Minas, e eu não sei de quantos museus vocês dispõem na região em que vive. Eu sou do Rio e de Minas conheço apenas o Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora. Você o conhece? Pensando nesse caso especificamente, não consigo imaginar aquele acervo fabuloso me servindo tão bem em um outro lugar que não ali. Não mesmo. Mas, atente bem, meu ponto de vista aqui não exclui o seu. Ao contrário, deveriam se complementar. O particular interagindo com os Museus é uma relação antiga, saudável e que deve ser estimulada, mas, que no caso da Ulbra, terminou como sabemos. Ali, o coletivo era particular desde o início, e o que vemos agora é apenas o evisceramento de uma questão jurídica que era privada, nunca foi de direito um museu, apenas de fato.

    Para concluir, não tenho nada de tão profundo contra a revista, além daquilo que já escrevi aqui. Quando tiver tempo, sinta-se convidado a fazer uma busca em outros posts sob a rubrica “classic show”.

    Por fim, um último argumento para a reflexão de todos. Publiquei aqui no blog um post sobre o Museu de Caçapava, do finado Roberto Lee, neste link:

    https://carrosantigos.wordpress.com/2008/12/11/carmageddon-em-cacapava/

    Quando tiver tempo, leia os comentários ali postados, e repare que em grande parte foram feitos por pessoas que conheceram o Museu quando ainda era franqueado à visitação, em todo seu esplendor. Não devem ser colecionadores, por certo! São pessoas comuns que em Caçapava tiveram contato com algo grandioso, generoso e inspirador, que lhes marcou profundamente. Em quase todos os comentários, o mesmo sentimento de orfandade, de perda irrecuperável, de injustiça. Será que se estas mesmas pessoas souberem que alguns dos carros do Lee estão vivos em outro lugar, que não em um Museu, isso seria capaz de amenizar esta perda, de alguma forma?

    Eu acredito que não.

    É por isso Marcio que escrevi este post, e é também por isso que eu penso de forma tão divergente dos editores da Classic Show.

    Abraço e obrigado pela oportunidade.

    Nikollas Ramos.

  23. Luís Augusto Malta disse:

    Prezado Márcio,
    Realmente as discussões sobre a qualidade duvidosa do conteúdo da CS são antigas aqui no blog do Nik e creio que o fator que motivou o post atual foi a maneira trivial com que a revista trata um assunto tão grave como o fechamento do museu da Ulbra. Realmente, se a decisão judicial está tomada, não há muito o que fazer do ponto de vista prático, além de protestar como nós fazemos aqui. Entretanto, não questionar a celeridade com que tais leilões estão sendo marcados e os valores estipulados, além de definir um museu daquele porte e importância como simplesmente uma construção é insultar a inteligência do leitor. Além disso, como muito bem colocou o Mário Buzian em seu comentário, houve diversas facilidades para trazer vários carros, enquanto vários colecionadores enfrentaram trâmites burocráticos quase instransponíveis. Outro ponto é que várias peças foram doadas (o Penske de Fittipaldi, o Mercedes do Senna, etc) – é justo que isso vá parar nas mãos de particulares? Enfim, as questões são várias e penso que o grande mérito do Nik seja o de levantar algumas lebres, embora eu insista no meu ponto de vista, que não vejo má-fé deliberada dos editores, apenas um amadorismo injustificável para um veículo que se diz porta-voz do antigomobilista brasileiro – meu, não é!
    Abraços

  24. Johnny Mathis disse:

    Nikolas, vc é muito burro. Ou safado, laranja de alguém que quer prejudicar a Classic Show.
    Leia o post do Márcio e tente pensar, sei que no seu caso deve dar dor no lombo, mas leia umas 10 vezes e talvez vc entenda.

  25. Luiz Sampayo disse:

    Nikollas, re. editorial do último n. da revista CSM o que mais me chamou atenção foi o título com afirmação pomposa mas temerária. O texto, não o creio tão importante que mereça o destaque dado aquí. Essa revista não cresceu sòmente pelo esforço de sua equipe, mas o foi por ser contemporânea ao boom da popularização do movimento antigomobilístico no Br. Tbm não foi a única, mas talvez a mais oportunista, o que não deixa de ser um mérito. Na minha opinião, essas publicações, se não conseguem ser um bem, pelo menos são um mal necessário. No caso, acho que os jovens editores ainda tem mt estrada para rodar, devem ter mais cautela onde pisam, se dar conta que esse universo eh mt maior do que parece e não esquecer as raposas que amadureceram com êle. Qt. aos museus de VCars, a história mostra, dos muitos que se formam, duram ou não, alguns ateh resurgem das cinzas, sempre por razões as mais diversas. Porém o importante eh que seus acervos se salvem. A alguns anos visitei um com cerca de 1300 veículos, poderoso e surprendente, um colírio, parecia a salvação da lavoura…desapareceu. Outro, pequeno, a razão de uma vida, montado com mt gosto e conhecimento de causa, o ideal dos do meio, parecia mt sólido…desapareceu. O da Ulbra, apezar de suntuoso, imponente, bom para turista ver, pecava nos detalhes de algumas peças tidas como restauradas, que teriam merecido melhor pesquisa prévia. Por outro lado, conciente de que não estamos aqui eternamente, presumindo longevidade a esse Museu de Tecnologia com o aval de uma grande Universidade, e, na esperança de ver no futuro próximo, ou deixar as gerações vindouras fazê-lo, segui os passos de muitos e vendí quatro veículos: Opel Kapitan Cabriolet 39, Opel Kapitan Sedan 39, Jeepster 1948 e VW Karmann Cabriolet 50; tres para finalizar restauro. Destes, dois foram “restaurados” e expostos. Apezar de ter ficado decepcionado com os restauros, fiquei mt mais decepcionado com a efêmera vida de mais um Museu e do que resultará de seu precioso acervo. Ab LSampayo

  26. Nanael Soubaim disse:

    Meus queridos, não tenho palavras eficazes para comentar o editorial, mas a burocracia, estando eu dentro da máquina pública, asseguro que é feita por gente que não conhece absolutamente nada daquilo com que está lidando, salvo felizes e ignoradas excessões. De dentro da máquina estatal assevero que metade da burocracia é supérfula, sendo metade da restante necessária apenas em casos específicos que raramente acontecem.
    Eu não acredito no que prefiro acreditar, as surras da vida me ensinaram a acreditar naquilo que realmente convence, mas também não é pela falha alheia que tirarei os tubos da minha fé na humanidade, esta depende só de mim. Vamos trabalhar que é de nossa base que vive o antigomobilismo, não de revistas ou de burocratas burólatras.

  27. Mário Buzian disse:

    Amigos,

    Analisando a fundo essa questão do Museu Tecnológico da Ulbra, chego à triste conclusão de que tudo foi meticulosamente arquitetado e planejado, pois quando houve o início das obras, já se tinha adquirido um bom acervo, eles tiveram a sorte da GMB te ter tido aquele problema com a prefeitura de SCSul, e aí é o que eles precisavam para tocar o projeto do Museu adiante…Sabiam que os luteranos de vários países tinham recebido alguns carros clássicos como doação, principalmente na Europa e nos EUA, mas trazê-los para cá ficaria muito caro…Conseguiram então, através de sua atividade “pilantrópica”, buscar esses carros em seus países de origem com isenção de toda carga tributária. E mais, puderam também trazer peças com a mesma isenção, a fim de restaurar todo o acervo.
    Qual seria o próximo passo ??
    Montar uma equipe profissional para o serviço, visto que a universidade não supriria esse fato com seus alunos.
    Feito !
    Depois montar uma estrutura completa, perfeita, nos moldes dos melhores museus de carros do mundo, arrecadando tudo o que pudessem, algumas vezes pagando um preço superlativo pelos carros e itens colecionáveis (lembrando que a reitoria tinha verba e prioridade nisso), outras usando desse fato para angariar mais doações, e recebendo generosas contribuições mundo afora com esse título.
    “Vamos tocar esse treco até onde der”, deve ter sido o mote que moveu esse acervo em mais de uma década.
    Alguém até teve a idéia de aproveitar os serviços dos restauradores, quando ociosos, criando uma espécie de “venda especializada”, com a fabricação de Hot Rods no estilo americano, fizeram uns 3 carros, mas alguém deve ter dito, “isso pode complicar, configura comercialização, não precisamos disso, deixa quieto”, e assim foi.
    Comecei a desconfiar desse “castelo de sonhos” quando vi uns dois ou três carros que foram doados ao acervo figurarem em uma edição da ExpoClassic de Novo Hamburgo com placas de Vende-se. Ora bolas, eram carros a restaurar, mas porque então vendê-los assim, se eles poderiam muito bem serem “recondicionados” pela equipe técnica do museu ??
    “Esses carros não tem muita representatividade histórica, além do mais, temos carros iguais em muito melhor estado”, foi a argumentação proferida.
    Sei,sei,sei…
    Depois veio a questão de se montar uma biblioteca riquíssima, com todas as fotos e informações que a GMB amealhou em um século de permanência no Brasil, e boa parte desse material eu mesmo tive acesso, há uns 15 anos atrás…A GMB inclusive contratou uma empresa em SP (Tempo e Memória) para separar e catalogar todo esse material, que era bem extenso.
    E o que fizeram com isso ??
    Nada, só enrolaram, já que biblioteca não dá status, que turista vai perder horas lendo algo por lá ???
    O lance era colocar cada vez mais carros pra dentro do Museu, buscar mais parceiros e gente que doasse seus pertences particulares a eles ( e para a coleção do ex-reitor )…
    O fato de cobrarem ingresso na entrada também era intrigante, me soava realmente como “coisa pra turista ver ( e pagar )”, como o Luiz disse acima, já que quem apresentasse carteirinha da universidade, ou um comprovante de endereço da cidade de Canoas, entrava de graça, quando quisesse, na hora que quisesse.
    Mas como as “raposas” acabam ficando cada vez mais gananciosas, continuaram a procurar novas presas, viram esse mercado se inflacionando cada vez mais…
    “Vamos segurar esse treco até onde der”…
    E a corda arrebentou, sempre no lado mais fraco…
    Aí sim, toda aquela comunidade, que vivia dizendo sobre o espalhafato do Museu, que era contra, etc. e talz, caiu de pau, gritou, esperneou…
    “A casa caiu dotô, melhor pegarmos o que der e vambora daqui, num dá mais pra brincar de arrumar carrinho não”…
    O rico acervo do Museu, conquistado com generosas doações, e muito “caixa 2” ( segundo as apurações da nova reitoria ), acabou minando tudo.
    A ganância e megalomania foi maior.
    Mas ainda existem alternativas.
    “Vamos mandar alguns dos nossos melhores carros a leilão, assim a poeira abaixa, o povo recebe, fica feliz, e esquece a gente por uns tempos”…
    É justamente isso que está acontecendo.
    O problema central não é a Justiça do Trabalho, nem a revista Classic Show, nem os colecionadores que tem mais itens a adquirir…
    O problema todo são os dirigentes dessa maracutaia deslavada !!!!
    Conseguiram trazer mais de 300 carros clássicos, restauraram com peças usadas, pagaram um salário três vezes maior a uns pobres coitados que chamaram de “restauradores” ( e que são muito bons mesmo, basta conferir o resultado final ), e agora sim, depois que o esgoto transbordou, simplesmente largaram tudo e todos, vamos chamar os “Shitbusters” e limpar toda essa sujeira…
    Devolveram a reitoria a quem iria sanear essa desgraça toda, pagaram uma parte do rombo criado pela ex-administração, e agora senhores, “vamos esperar mais um tanto, assim que a poeira baixar, vamos passar esses carros adiante”…
    Mas um fato acabou saindo totalmente fora de controle…
    A crise mundial, deflagrada no ano passado, veio na contramão dos desejos dessa patuléia insana, e o plano ‘A ‘era revender o acervo aos nossos patrícios gringos, mas eles não podem mais comprar, o Tio Sam está mais pobre e de olho…
    Quem lucra com isso ????
    Agora sim, é a vez do povo brasileiro, que tem altos salários, patrimônio e cultura suficiente para adquirir o tão desejado sonho da classe média-alta, o status de “colecionador de carros antigos” ( eu me incluo nesse sonho, sem deméritos ou pejorativos no nosso caso ) !!!!
    Ora bolas, tá na cara que o jogo de cartas marcadas continua, e forte !!!
    Como a CS disse em seu editorial, alguns carros que seriam destinados a mofar em estantes feitas para eles, vão parar nas mãos de quem irá reformá-los, e colocar esses espécimes raros de volta às ruas e exposições. Esse é um dos lados positivos da estória.
    Mas muito pior saber que alguém pode ter doado, ou mesmo vendido a preço simbólico parte de sua história sobre rodas, acreditando cegamente que seu carrinho iria figurar em um museu, e nunca mais iriam rodar, perpetuando o seu momento histórico, e ver ele sendo vendido com enorme lucro por gente que tapeou essas pessoas…
    E o que fazer ???
    Recorrer à Justiça ??
    Essa mesmo, que define os leilões e dá os documentos certos para que essas raridades, que nunca queimaram nossa pobre gasolina, nem pagaram impostos em cascatas, absurdos e exorbitantes como o do IBAMA, ou mesmo a famosa sobretaxa dos seus pneus importados (imposto para cobrir despesas com a reciclagem deles ), não meus amigos, quem tem de pagar tudo isso ( e ainda provar que tem rendimentos suficientes para importar carros, comprar dólares e pagar despachantes aduaneiros, etc e talz ) somos nós, os otários amantes de carros clássicos…
    Nós adoramos carros antigos, mas não conseguimos comprá-los em seus países de origem com isenção de impostos, muito menos dar 40 % de entrada e pagar o restante em quatro vezes iguais, sem juros…
    Não meus senhores , esses privilégios não são para nós, simples mortais, pobres adoradores de carros antigos…
    São para meia dúzia de abutres que auferem lucros estratosféricos sobre algo muito mais podre do que parece, e que muita gente tenta esconder, essa é a realidade, nua e crua.
    Desculpem a delonga do texto novamente, mas fico revoltado com certas coisas nesse nosso país…
    E vamos à Copa do Mundo de 2014, e vamos às Olimpíadas de 2016 !!!
    Com carros zero km., carregados de impostos, pagando absurdos de IPVA e seguro, financiando tudo o que der, que é isso que realmente importa…
    Daqui a três décadas alguém deverá colecionar esses carros novos, é o que dizem…
    Quem é que quer saber de museu de carros ????

  28. Nikollas Ramos disse:

    “Não me convidaram
    Pra esta festa pobre
    Que os homens armaram
    Pra me convencer
    A pagar sem ver
    Toda essa droga
    Que já vem malhada
    Antes de eu nascer…

    Não me ofereceram
    Nem um cigarro
    Fiquei na porta
    Estacionando os carros
    Não me elegeram
    Chefe de nada
    O meu cartão de crédito
    É uma navalha…

    Brasil!
    Mostra tua cara
    Quero ver quem paga
    Pra gente ficar assim
    Brasil!
    Qual é o teu negócio?
    O nome do teu sócio?
    Confia em mim…”

  29. Oswaldo disse:

    Toda a indignação dos colegas é procedente. O problema é que não se trata de um leilão espontâneo, e sim de leilão judicial. A universidade não cumpriu com compromissos assumidos e seus bens foram a leilão. Poderia ser um prédio, um terreno, mas lamentavelmente foram os carros. Para os credores, o fato de se tratar de patrimônio histórico e cultural de nosso País, pouco importa. Para o credor o que interessa é receber o que lhe devem. Por fim, é claro que não se pode generalizar, mas quem já acompanhou algum leilão (judicial ou não), sabe que nem sempre as coisas acontecem da forma como gostaríamos. Entretanto, se tinham que ir para leilão, melhor que seja logo. Pior seria se esse processo demorasse 20 anos e no fim dele só sobrasse um monte de sucata para leiloar.

  30. Rodrigo Fagundes disse:

    Caros amigos. Faço parte da redação da Revista Classic Show e A Biela e por meio desta quero expressar minha opinião pessoal, a respeito dos comentários feitos pelo autor deste blog em relação a Revista. Peço alguns momentos de vossa atenção para a história que vou lhes contar.

    Há cerca de 10 anos atrás meu carro de uso diário era Ford Del Rey Ghia 1987, “personalizado” com apliques de madeira nas laterais externas. Eu mesmo os coloquei, já que dias antes havia rodado em São Paulo com meu amigo João Siciliano, filho do saudoso Romeu Siciliano, em uma station wagon Ford Torino com apliques de jacarandá nas laterais. Quem folhear as Revistas Classic Show mais antigas vai vela nos anúncios de venda. Fiquei simplesmente apaixonado pelo carro, e embora o Sr. Romeu tenha facilitado compra ao máximo, o mesmo estava fora de meu alcance, já que até então, eu mal conseguia manter o meu próprio carro.

    Pesquisei em alguns livros e descobri então que esses ornamentos não eram só privilégio das wagons e que um conversível da linha Chrysler, (o Newport) também usou nos anos 60 apliques de jacarandá nas laterais. Sendo assim me utilizando dessa “licença poética”, comprei 7 metros de laminado 3M imitando jacarandá e em uma semana fiz o serviço. Revesti também com esse laminado. Para completar o conjunto coloquei uma “mira de capô” de Landau bem na frente do Del Rey. Era “ame ou odeie”, sendo assim recebi vários elogios pelo carro bem cuidado e exclusivo e várias criticas também mas…o que importava é que eu estava feliz. Eu com 18 anos, na minha pobre ignorância, me sentia como se estivesse rodando com um daqueles carrões americanos. Todo mundo olhava, uns riam, outros ficavam espantados. Como a cidade era pequena logo o carro ficou bem conhecido.

    Nove anos atrás em uma sexta feira do mês de dezembro eu cheguei em um posto de combustíveis com meu carro. Coloquei não mais que R$ 10,00 de álcool e, quando acabava de entrar no carro pronto para ligar o toca fitas, subitamente alguém fechou a porta (que estava entre aberta) com violência e “enfiou” o dedo no meu rosto aos gritos dizendo: “Seu miserável, te cuida, pois eu conheço gente que por um cachorro quente te da um tiro na cara!!” Não entendi aquilo, e tentei argumentar se o cidadão estava realmente falando com a pessoa certa. De nada adiantou, e ele continuou: “Cala a boca vagabundo, se não eu te mato aqui e agora! O que você fez comigo não se faz, teu carro é conhecido, vou estar te cuidando, uma hora ou outra eu te pego”. O ódio contido nos olhos daquele cara me fez ficar calado e seguir meu caminho. Cheguei em casa e retirei todo o meu kit “country squire” do Del Rey de uma vez por todas, sem nem pensar no trabalho que deu pra fazer aquilo. O importante é que nenhum maluco iria me reconhecer nas ruas. Fiquei atônito, sem saber o que havia acontecido, pois jamais havia visto aquele cidadão antes. O mistério perdurou até 2005 quando eu estava no mesmo posto de combustíveis e vi o tal cara passando na rua. Comentei com alguns frentistas sobre o que acontecera cinco anos antes, e um deles, me disse: “Eu sei por que ele te ameaçou!”. Mais que depressa voltei os olhos para o rapaz e pedi que me contasse, pois tanta raiva tinha que ter um bom motivo. O frentista havia estado com aquele sujeito (que se chamava Alceu) em uma partida de futebol, dias depois do ocorrido e lhe perguntou o motivo da agressão. E ele lhe respondeu: “Ele passou em uma poça de água em um dia de chuva e me molhou todo, de propósito!”. Fiquei mais uma vez sem saber o que dizer, pois nem motivado pelo instinto mais primitivo seu seria capaz de cometer um absurdo como esse de propósito, não é de minha índole. O tal Alceu estava enganado? Não! Eu creio que não, pois meu carro era exclusivo demais para aquele sujeito ter se equivocado. Certamente em um dia de chuva, com os vidros embaçados eu passei por uma poça lhe causado uma situação desagradável mesmo sem querer. Não tive culpa, mas o tal Alceu não entendeu dessa forma, preferindo criar uma situação extremamente bizarra, que chegou a ter requintes de crueldade, ao invés de conversar e expor a situação. Com certeza teríamos chegado a um final mais ameno.

    Por que estou lhes contando essa história? Simples! Hoje cerca de 10 anos após eu pessoalmente ter passado por aquela situação o “Alceu” reaparece atacando agora o nosso trabalho de tal forma que nos deixa atônitos. Ficamos sem saber o motivo de tamanho ódio que o autor deste blog parece destilar em relação ao nome de nossa Revista. Criticas? Não! Não são simples criticas! Sabemos lidar muito bem com criticas, e as recebemos de bom grado. Na verdade vejo aqui uma bandeira levantada por este senhor contra nós que inclusive incorre em acusações graves como a de estarmos envolvidos em corrupção e favorecimentos (R$$$$) no processo de desmantelamento do Museu da tecnologia da Ulbra entre outras. Poderíamos até pedir que o autor das mesmas as provasse judicialmente, mas creio que esse não seja o melhor caminho. Não sei o que houve, e onde podemos ter nos cruzamos nesta jornada de 10 anos para que o Sr. Nikollas tenha esse tipo de atitude conosco, mas tenha certeza de que se lhe prejudicamos em algum momento nos faça saber para que possamos exclarecer a situção. Se for algum desafeto pessoal com algum membro de nossa equipe poderíamos ter resolvido como cavalheiros que somos.

    Cada um tem o direito de expressar a sua opinião como julgar conveniente em relação a qualquer assunto, porem não é O QUE é falado aqui que nos deixa intrigados e sim A FORMA com que essas palavras são postas, a violência e a veemência das mesmas isso falando exclusivamente do proprietário do Blog Sr.Nikollas. Quem não acredita basta ler as outras postagens do autor deste tão bem ilustrado Blog. Se prestar bem atenção verá que ele escreve pouco, somente o básico, o necessário, e quando escreve sobre nós, parece que usa toda a sua energia e se deleita em palavras criativas como “patuléia” e até “enfeita” o nome de nossa Revista com cifrões( $$$$ ) dedicando boa parte de seu tempo no seu discurso inflamado contra nós. Inclusive chegando a ligar para os vizinhos de madrugada para pedir revistas emprestadas, se bem que acho que o Sr. Nikolas é o primeiro a comprar a edição na banca.

    Sendo assim Sr. Nikollas, sugiro que use a sua energia para continuar a fazer algo em prol da preservação dos automóveis antigos, e não fique procurando “chifre em cabeça de cavalo” como reza aquele bom dito popular. Não somos os monstros que pinta em seu blog, trabalhamos sério, somos uma equipe jovem (o mais velho tem 34 anos) que não viveu muito dessa época de ouro do automóvel, por isso pesquisamos muito e o mais importante ADORAMOS AUTOMÓVEIS ANTIGOS. Contamos com muitos colaboradores, temos uma equipe de conselheiros de 40 a 90 anos de idade que nos orientam também a fazer um trabalho bem feito e fundamentado. Não existem matérias COMPRADAS como tanto nos acusa. Quero lhe por a par de que propostas do tipo “quero colocar meu carro na capa da Classic Show e pago bem” são vistas com repúdio quando chegam até nós e somos veementes ao negar quaisquer uma delas. Falando em repúdio, noto que essa palavra se aplica também a atitude que o senhor tem em relação aos anunciantes da Revista. Estes muitas vezes são a solução para muitos que querem restaurar um carro antigo. Só não os aprova quem não tem e não quer ter um antigo na garagem, ou….quem tem tempo vago para visitar ferros velhos semanalmente. Não temos autonomia sobre os valores cobrados pelas peças destes, e muito menos para classifica-los como bons ou maus, essa seleção inclusive seria alem de antiética, um crime. Cabe ao cliente fazer a pesquisa de mercado e se informar sobre cada vendedor. Se assiste televisão, lê jornal, navega na internet verá que estes espaços também contem anúncios e cabe aos expectadores e leitores procurar entre esses o melhor serviço. Hoje li também comentários maldosos sobre nossa parceria com a Phoenix Studio de Curitiba. Para que fique sabendo como esta funciona leia o texto na página 51 da edição atual (48), com certeza é bem esclarecedor.

    Em relação ao museu da Ulbra, estamos “infectados” por uma profunda decepção desde quando os primeiros boatos de fechamento do museu vieram á tona, já expomos isso em duas edições, mas como é tão bem colocado pelo nosso grande amigo Mario Buzian parece que ele já estava fadado a fechar antes mesmo de abrir.

    Não estávamos por dentro das falcatruas ocorridas na gestão deste antes magnífico MUSEU que agora estão vindo a tona. São revelações gravíssimas que também nos enojam e são recebidas por nós com extremo repudio. Porem como Revista temos que ser polidos em relação ao que publicamos quando se tratam de acusações e denuncias, não somos a toda poderosa editora Globo com sua Revista Época colecionadora de processos judiciais que certamente deve manter uma verba milionária somente para tapar esses buracos. Se acusarmos, temos o dever de provar!

    O tão comentado editorial da edição atual tenta mostrar simplesmente que o fim do Museu não é o fim dos carros como que nele continha conforme tanto se tem se comentado. Se algumas palavras foram mal interpretadas, sinto muito. Realmente a palavra “utopia” pode ter sido mal colocada, ou no minimo deveria ter sido melhor explicada, mas é fato inclusive consentido por vc, caro Nikollas que após a decisão judicial ter sido tomada, de nossa parte nada restava fazer para muda-la. Talvez alguns leitores esperavam uma reção mais enfática de nossa parte sobre o assunto. Mas isso não ocorreu talvez por estarmos acompanhando de certa forma “de perto” todo o processo, desde a faze “boato”, e quando a justiça finalmente lavrou a sentença literalmente derrubamos os braços. Nos focamos então nos carros em si, o que aconteceria com esse grande patrimonio? E perante comentarios de que muitos estrangeiros estariam vindo para participar dos leilões nossa meta foi de divulgar ao maximo para o público brasileiro, visando novamente o “menor dos males”..que esses carros agora orfãos ganhassem lares aqui mesmo em nosso país. Muitos desses estão na capital Porto Alegre em um patio ao relento, conversíveis inclusive como um Corvette…sujeito as intepéries…uma tristesa.

    Éramos grandes parceiros do Museu, e cada vez de entrar por aquela porta (me arrepia só de lembrar) sentíamos uma emoção indescritível, pois ali era onde tudo se tornava realidade, onde tudo o que escrevíamos era palpável de fato. “A faculdade do antigomobilismo” comentavamos nós. Sempre fizemos de tudo para divulgar esse Museu aos quatro ventos, inclusive mantínhamos espaços publicitários gratuitos para a instituição. Alem das 3 matérias especiais publicadas na Revista sobre o Museu, regularmente escolhíamos veículos distintos para ilustrar matérias que eram prontamente retirados do prédio e colocados para o pátio a nossa disposição. Os veículos do museu eram mantidos sem fluidos e mesmo assim a equipe não media esforços para que as seções de fotos se tornassem realidade e somos gratos.

    Caro Sr. Nikollas, não somos contra os museus, samos cientes da perda irreparável que foi o Museu da Ulbra e se ler nossas Revistas com atenção vai chegar a esta conclusão. Leia a matéria sobre o Museu Matarazzo que saiu na edição 46, se realmente se importa, podia ter feito uma postagem sobre a mesma em seu blog. A matéria está ajudando a levantar o museu novamente e muitos que sequer o conheciam estão tendo o privilégio de visita-lo. São esses detalhes que nos levam a pensar que não quer uma Revista melhor e sim uma que seja de seu jeito. Por que nunca entrou em contato conosco dividindo as suas idéias? Certamente algumas delas poderiam ser de grande valia. É desse modo que nascem as matérias e as mudanças mais significativas. Nossas linhas de pensamento são diferentes, realmente não nos envolvemos com a “política da coisa”, mas o objetivo principal não é a preservação do automóvel antigo? Cada qual ao seu modo estamos sendo bem sucedidos. Fazemos uma Revista para um grande público, e não somente para os “xiitas” como eu, você e tantos outros. Alem de conter matérias mais aprofundadas tambem temos que pensar no publico que não quer saber se o clube tal se disolveu, ou quais irregularidares haviam na administração do Museu da Ulbra e sim, saber como era o painel de um Bel Air 55, para poder restaurar o seu, ou ver o carro que o vovô tinha. Lembre-se de que tem uma nova geração de antigomobilistas vindo porai e eles com seus Mavericks, Corceis, Alfa Romeus, Cadillacs e Buicks, querem saber a sua história, de onde vieram, como obter peças e restaura-los..para esses a Revista é um catálogo que serve como base de suas restaurações. Talvez não tenha notado e não de valor a isso mas nessa edição(48) conseguimos um feito histórico para um país como o nosso, completar a série Eldorado com veiculos fotografados somente no Brasil. Pra nós era um sonho. Carros nacionais?? Estão sempre em destáque em nossas páginas, com matérias bem detalhadas tentamos ir a fundo na história.

    As vezes erramos sim, mas a cada edição tentamos corrigir nossos erros justamente prestando atenção nos leitores para os quais a revista e feita. Se alguém não ficou satisfeito, infelizmente não é possível agradar a todos e sentimos por isso. Para tal temos vários canais abertos para que o leitor bote a “boca no trombone” a começar por nossos e-mails.Recebemos uma média de 150 e-mails por dia. A Revista tem um perfil e uma linha editorial que pode não agradar a todos, mas esse perfil não é criado levando em conta o nosso gosto pessoal, pelo contrario, é ditado pelo publico, fazemos pesquisas para tal, e mesmo assim não tentamos agradar somente a maioria, mantemos uma diversidade saudável.

    Aos leitores que através desse blog fizeram criticas ao nosso trabalho lhe somos gratos e fiquem certos de que estas terão a nossa maior consideração. Para comunicar-se diretamente com a Revista entre em contato através do e-mail materia@classicshow.com.br de sua dica, faça sua critica, nos ajude a fazer uma revista melhor, vejam o exemplo do nosso amigo Mario Buzian, (Turiscar) que graças a sua inestimável colaboração nos deu o privilégio de publicar uma das mais comentadas matérias do ano. Espero ter a satisfação de ver este texto de esclarecimento publicado na integra neste Blog.

    Atenciosamente.

    Rodrigo Fagundes – Revista Classic Show

  31. Luís Augusto Malta disse:

    Prezado Rodrigo,
    Como crítico contumaz da Classc Show aqui no blog do Nik, gostaria de ser o primeiro a aplaudir sua manifestação aqui neste espaço.
    Se me permite algumas réplicas, o que ocorre, na minha opinião, é que boa parte dos leitores tem se ressentido da estagnação do amadurecimento da revista. Tenho todos os números da CS desde o 12, que era de um amadorismo quase inacreditável, e percebe-se uma contínua evolução até por volta daquela que traz os Opalas SS4, evolução digna de aplausos considerando-se as dificuldades iniciais. Depois disso, pouca novidade, quase sempre os mesmos jargões, pesquisa histórica superficial e textos extremamente cansativos e com erros gramaticais inaceitáveis para uma publicação desse porte; lembro-me de um editorial indignado porque uma escola teria recusado a coleção para sua biblioteca e fiquei pensando no constrangimento dos professores ao recusar um veículo de grande riqueza cultural, mas mal-executado em um preceito básico, a linguagem. Como eu já disse aqui, teimo em colecionar a CS porque ela pode servir como manual de restauração para uma futura aquisição, mas há muito deixei de ser leitor porque não me sinto convidado, instigado pelas matéria ali contidas; o editorial que causou tamanha celeuma, por exemplo, não pode ser complacente com a tragédia da Ulbra! É preciso que haja um posicionamento mais claro da revista em relação a temas polêmicos, ou então, como ocorre no meu pequeno blog, que se ignore totalmente o assunto, o que já é uma forma de posicionamento. Creio que o mais difícil vcs já fizeram, mas não percam a oportunidade de mudar de patamar porque muitos leitores estão, realmente, desanimando. Eu mesmo já havia decidido não comprar mais a CS até ler seu comentário, mas vou insisitr mais um pouco…
    Forte abraço,
    Luís

  32. Guilherme Gomes disse:

    Olá Rodrigo, como vai?
    gostei muito do seu escrito e, por ter aberto essa porta de discussão.
    A idoneidade da Revista e daqueles que a fazem é inquestionável.

    Escrevo e falo sobre a CS de maneira muito a vontade. Acompanho-a desde a primeira edição, fiz questão de ser assinante, aprendi muita coisa. Eu já escrevi no meu blog que se vocês tiverem um arquivo aí, encontrarão algumas cartas manuscritas semi-analfabéticas minhas… Por muitos anos, a Classic Show foi minha melhor referência e esperada com ansiedade. A Revista tranquilamente foi um divisor de águas, ajudou em muito na integração do movimento no País, mas, aqui chego à questão do Luís: a partir de um certo momento, ela patina no quesito “evolução”.

    Compreendo que a revista não é feita apenas para os “xiitas”, mas entendo que o nivelamento deva ser feito sempre por cima. O que ao meu ver, as vezes deixa a desejar. Se a intenção é abranger o “grande público”, acho que está aí um erro. Felizmente a internet já cumpre esse papel. Quem quer saber como é o painel de um BelAir 1955 tem no google a melhor ferramenta.

    Rodrigo, um grande mérito da Revista é o primor dos exemplares nela apresentados, mas quando eu compro uma (ou “a”) revista, eu quero informação e opinião. A opinião não precisa ser necessáriamente sua, muito pelo o contrário, tenho certeza de que entre os 150 e-mail’s diários que a revista recebe exista muita opinião inteligente e enriquecedora. Tomo por amostra o que acontece nesse e outras unidades de blog’s…
    No caso específico da Ulbra, não é chorar o leite derramado, mas aproveitar o ensejo para realizar uma discussão sobre os museus de automóveis no Brasil. O apoio das montadoras, fabricantes de auto-peças, incentivos governamentais. O que faz com que museus de outros gêneros perdurem por décadas e não tem o seu patrimônio ameaçado? O que poderia incentivar colecionadores a abrir seus acervos ao público? que tal se Museus tivessem benefícios na importação de ítens? que tal um roteiro nacional de museus de automóveis? Vamos discutir ideias.

    A mobilização de mais de 20 mil leitores, ou 29.998 leitores, com toda a certeza fornece riqueza muito maior que a simples e porque não medíocre compilação de dados que a revista faz quando descreve um modelo de automóvel. E a revista não oferece nada além da internet, ou da descrição evidente de fotografias, ou de uma linha do tempo.
    Eu gostaria que a Revista realizasse pesquisas, e mostrasse novidades. Não apenas revisão literária como faz agora.

    Esse é o diferencial que quero ver na revista e sei que ela possui influência, credibilidade e competêncioa para isso. Coisa que outras concorrentes não possuem e que por isso não me tem como leitor.

    O assunto é produtivo, mas o horário já correu.
    Abraço a todos,
    Guilherme,

  33. Nikollas Ramos disse:

    Rodrigo, boa noite/dia/tarde.

    Eu não entendi bem a sua parábola, a do carro-esquisito-ameaçado-de-morte. Muito menos por que me atribui o papel de Alceu, o malvado. Pelo que entendi, ele deve ter tido seus motivos. Vou interpretar como retórica, apenas. E, como tal, agradeço sua mensagem, que é um documento precioso que nos diz muito sobre a sua Revista, seus artigos e linha editorial, sendo você um de seus editores.

    Falando de Alceu, eu dei mais sorte do que você. O Alceu que conheci – infelizmente só pelos livros – disse certa vez que todo homem deve ser incendiário até os 25 e bombeiro a partir daí. Como vê, me escapou o ensinamento do mestre. Ainda risco os fósforos com facilidade e sempre que acho necessário, bem depois dos 25.

    Mas, como antes tarde do que nunca, vou passar para o lado dos bombeiros.

    E isso não significa que vá me retratar. Em que pese a sugestão de me interpelar judicialmente, apenas estou sendo coerente e honesto ao reafirmar minha opinião de que vocês caminham no sentido errado e nada mais. Isso para mim já é grave o bastante para precisar de outros adjetivos, prezado. Se o tom que empreguei foi dois sustenidos e um bemol acima do que esperava, o foi por conta da expectativa que depositava em vocês, somente.

    Tudo que escrevi sobre a Revista, os fósforos que risquei, foram movidos por uma admiração antiga, mas que se frustrou com o tempo. Nada de ódio, por favor. Assim barateia os meus argumentos. E se não lhe aproveitaram as críticas, pior ainda é o silêncio, acredite.

    Sobre sua sugestão de como empregar melhor meu tempo, achei muito pertinente sua colocação. Vou pensar em como me dedicar melhor à causa dos antigos. Talvez, me ocorre agora, crie um blog ou revista sobre automóveis antigos, mas ainda vou refletir melhor sobre o assunto.

    Infelizmente, não vou usar da reciprocidade. Declino da oportunidade de lhe dar conselhos.

    Sorte,

    N.

  34. Luiz Sampayo disse:

    Cavalheiros, grande ferramenta essa internet, pena não existir a mt mais tempo. Se me permitem lembrá-los do que já ouví em algum lugar: toda a unanimidade eh burra. Que sorte que vocês estão tendo a oportunidade de exercitar inteligentemente o pleno direito ao contraditório. Façam um justo proveito dessa arena e todos nós ganharemos.
    Pelo menos a meio século sou leitor contumaz de tudo que se relacione a veículos automotores. Muito do que lí a respeito, ainda mantenho na bibliografia guardada, o que me permite constantemente, pesquisar, ler e reler publicações de todos os níveis.
    No meu verão, após lê-los, troquei muito Gibí em sebos ou com particulares, citando como exemplos: sempre por uma bôa e usada brasileira Revista do Automóvel dos 50’s, ou uma também bem usada mas confiável americana Popular Mechanics dos 30’s, ou ainda por muita M.. que sempre existiu mas que considero um mal útil para uma boa causa.
    Hoje em meu outono, para não dizer inverno, devo ter aprendido alguma coisa além de uma certeza, o cenário é o mesmo. Existe de tudo nessa praia…e gente para comprar…que nem eu. A exemplo de outras, desde o número 1, tenho a 4R (que jah teve altos e baixos); idem, a CSM (que claramente precisa se cuidar para não perder o rumo).
    Do affair proporcionado até agora atravéz desse blogger, fica um alerta às publicações do genero: os leitores que as permitem existir, apezar de serem tolerantes e torcerem pelo êxito e longevidade de todas, mesmo que não tenham sido molhados inadvertidamente por algum editor, podem ficar até indignados enquanto querem apenas em retribuição, a eficiência legitimamente aquí cobrada, caso contrário muita coisa não passará das bancas.
    Por outro lado, daquí também podemos concluir que automobilísmo não é só amor, é paixão, e para que isso não esmoreça nunca: o Nikollas tem que continuar riscando os fósforos com maestria e disponibilizando esse excelente blogger para publicação dos amenos comentários que temos visto; o Rodrigo, conheço pessoalmente e sei que é bem intencionado, tem que continuar defendendo, mas melhorando continuamente sua revista, por muitos e muitos anos; os Museus?, torçamos por êles, mas mais por seus acervos, e nem um pouco pelos arrivistas e oportunistas que os corroem. Ab LAlfredo Sampayo

  35. Rodrigo Fagundes disse:

    Caro Nikollas. Se não entendeu o significado da história que lhe contei nem o por que de seus comentários me relembrarem da mesma vou lhe simplificar. Na ocasião fui “agredido” com extrema intensidade, sem saber o motivo, e comparo a situação aos seus comentários exacerbados em relação ao nosso trabalho. Sobre seu comentário: “E se não lhe aproveitaram as críticas, pior ainda é o silêncio, acredite” confirmo que em meio deles ha criticas construtivas sim que serão deveras aproveitadas, porem quase se perdem em meio a acusações infundadas e absurdas que vão contra os nossos princípios bem como de nossa política de trabalho. Da mesma forma que o ocorrido com o tal “Alceu” acreditei que o caro Nikollas deveria ter um bom motivo por de traz dessa agitação toda, sendo assim realmente fazia questão de descobrir para (por que não?) tentar resolver a situação. Se alguma vez se frustrou com a Revista, deveria, ou melhor, poderia ter entrado em contato para expor suas idéias, opiniões, e até que prove-se o contrario NUNCA O FEZ. Sinceramente eu não sei o que esperava da Revista, pois ao contrario da quase totalidade dos comentários publicados em seu blog por outros leitores com reclamações, criticas e dicas inteligentes os seus ficam restritos a nos acusar. Não queremos sua retratação, como o caro amigo já disse “os fósforos já foram riscados” porem sugiro, ou melhor…sugerimos que daqui pra frente pense melhor antes de apontar o dedo com falsas certezas fazendo acusações contra o trabalho de qualquer que seja. Se tem reclamações e criticas sobre qualquer detalhe, comente, fale, grite na intensidade e forma que bem quiser, se tem duvidas em relação ao funcionamento de nosso trabalho nos pergunte que vamos ter o prazer em responde-lo na medida do possível. Ambos tentamos fazer o possível até talvez tentamos fazer o impossível para alcançar nosso objetivo principal que é a preservação dos automóveis antigos. Nós da Revista Classic Show estamos fazendo a nossa parte e sabemos da responsabilidade que abraçamos desde o ano de 2000. Também sabemos que temos que evoluir, matamos um leão por dia para tal e, repito, temos uma linha editorial que pode não agradar a todos, um perfil diferenciado, de repente por causa de nossa pouca idade podemos ver esse universo sob um prisma diferente, somos as vezes até censurados por isso, mas creio que estamos crescendo junto com a Revista, e a medida que amadurecemos, a mesma também o faz. Fiquem certos disso.

    Agradeço pelos comentários e criticas do Srs. Guilherme Gomes, Luiz Augusto Malta e nosso amigo Luiz Sampayo, este ultimo, um grande conselheiro que desde o início viu naqueles dois “moleques” de calças curtas, vendendo revistas em uma barraquinha de lona na praia do Cassino RS, um grande futuro. Esperamos não decepciona-lo.

    Atenciosamente
    Rodrigo Fagundes
    Revista Classic Show
    rodrigo@classicshow.com.br

    PS: Caro Sampayo, não sabia que havia vendido os dois Opel. Me lembro de sua empolgação em relação aos mesmos. Abraço!!

  36. Rodrigo Fagundes disse:

    CAROS AMIGOS TAI UMA COISA QUE AINDA PODEMOS TENTAR EVITAR. O FIM DE MILHARES DE CARROS ANTIGOS, UM NOVO HOLOCAUSTO AUTOMOTIVO COMO O OCORRIDO NOS ANOS 70.

    Acabamos de receber este e-mail de um leitor indignado, estamos lhes repassando na integra, porem sem identificar o autor.

    “Como amante de carros antigos, e colecionador, não pude deixar de manifestar a minha indignação quanto as mudanças no Detran do RS. Eles pretendem vender direto para a Gerdau 30.000 carros contendo peças valiosíssimas e indisponíveis no mercado. Além do mais, o estado perderá a oportunidade de arrecadar muito mais nos leilões, vendendo os carros por um valor muito menor do que o real ( 0,20/kg, o que daria uma média de R$ 200,00 por carro ). Se as Siderúrgicas desejam comprar automóveis para reciclar, porquê elas não podem comprar nos leilões, e também dar a oportunidade para os colecionadores de adquirirem as peças para os seus carros antigos, se assim o desejarem? Porquê nós não podemos comprá-los?
    Acho que isto que estão fazendo é um crime para o patrimônio nacional, e todas as associações de carros antigos deveriam protestar.
    São centenas de Opala, Fusca, Dodges Dart, Charger, Maverick, Galaxie, Alfa Romeo, DKD que aos poucos poderiam ser leiloados e serem salvos.
    Essa noticia foi publicada no Jornal Zero Hora de Hoje, o maior jornal do Sul do Brasil. Vamos evitar a destruição de 30.000 carros antigos!!! Acho que se passarem para todos, pedindo que se manifestem deverá ajudar.”

    Envie sua mensagem ao jornal sobre esta situação
    O E-mail da Zero Hora é: leitor@zerohora.com.br e tem que conter nome, identidade, profissão, telefone e cidade da pessoa, para que eles publiquem o protesto no jornal.

    Se esta medida continuar, boa parte das peças para os nossos carros antigos irão desaparecer. ( Publicação de hoje 23/Outubro/2009). O Detran vai vender 30.000 carros antigos para a Gerdau por R$ 200,00 cada. Isso mesmo, R$ 200,00!!!!, e nós não podemos comprar. Descontinho para “reciclagem.”

    Atenciosamente
    Rodrigo Fagundes
    Revista Classic Show
    http://www.classicshow.com.br

  37. Rodrigo Fagundes disse:

    OLA Srs. TAI UMA COISA QUE AINDA PODEMOS TENTAR EVITAR. UM NOVO HOLOCAUSTO AUTOMOBILISTICO COMO OCORRIDO NOS ANOS 70.

    Acabamos de receber este e-mail, de um leitor e o estou enviando na integra, porem sem identificar o autor:

    “Como amante de carros antigos, e colecionador, não pude deixar de manifestar a minha indignação quanto as mudanças no Detran. Eles pretendem vender direto para a Gerdau 30.000 carros contendo peças valiosíssimas e indisponíveis no mercado. Além do mais, o estado perderá a oportunidade de arrecadar muito mais nos leilões, vendendo os carros por um valor muito menor do que o real ( 0,20/kg, o que daria uma média de R$ 200,00 por carro ).

    Se as Siderúrgicas desejam comprar automóveis para reciclar, porquê elas não podem comprar nos leilões, e também dar a oportunidade para os colecionadores de adquirirem as peças para os seus carros antigos, se assim o desejarem? Porquê nós não podemos comprá-los?

    Acho que isto que estão fazendo é um crime para o patrimônio nacional, e todas as associações de carros antigos deveriam protestar.

    Vamos evitar a destruição de 30.000 carros antigos!!! Segue notícia que mandei para a Zero Hora. Acho que se passarem para todos, pedindo que se manifestem deverá ajudar.

    Se esta medida continuar, as peças para os nossos carros antigos irão desaparecer. ( Publicação de hoje 23/Outubro/2009). O Detran vai vender 30.000 carros antigos para a Gerdau por R$ 200,00 cada. Isso mesmo, R$ 200,00!!!!, e nós não podemos comprar. Descontinho para “reciclagem.”

    O E-mail da Zero Hora é leitor@zerohora.com.br e tem que conter nome, identidade, profissão, telefone e cidade da pessoa, para que eles publiquem o protesto no jornal.

    Atenciosamente
    Rodrigo Fagundes
    Revista Classic Show
    http://www.classicshow.com.br

  38. Revista Classic Show disse:

    OLA Srs. TAI UMA COISA QUE AINDA PODEMOS TENTAR EVITAR. UM NOVO HOLOCAUSTO AUTOMOBILISTICO COMO OCORRIDO NOS ANOS 70.

    Acabamos de receber este e-mail, de um leitor e o estou enviando na integra, porem sem identificar o autor:

    “Como amante de carros antigos, e colecionador, não pude deixar de manifestar a minha indignação quanto as mudanças no Detran. Eles pretendem vender direto para a Gerdau 30.000 carros contendo peças valiosíssimas e indisponíveis no mercado. Além do mais, o estado perderá a oportunidade de arrecadar muito mais nos leilões, vendendo os carros por um valor muito menor do que o real ( 0,20/kg, o que daria uma média de R$ 200,00 por carro ).

    Se as Siderúrgicas desejam comprar automóveis para reciclar, porquê elas não podem comprar nos leilões, e também dar a oportunidade para os colecionadores de adquirirem as peças para os seus carros antigos, se assim o desejarem? Porquê nós não podemos comprá-los?

    Acho que isto que estão fazendo é um crime para o patrimônio nacional, e todas as associações de carros antigos deveriam protestar.

    Vamos evitar a destruição de 30.000 carros antigos!!! Segue notícia que mandei para a Zero Hora. Acho que se passarem para todos, pedindo que se manifestem deverá ajudar.

    Se esta medida continuar, as peças para os nossos carros antigos irão desaparecer. ( Publicação de hoje 23/Outubro/2009). O Detran vai vender 30.000 carros antigos para a Gerdau por R$ 200,00 cada. Isso mesmo, R$ 200,00!!!!, e nós não podemos comprar. Descontinho para “reciclagem.”

    O E-mail da Zero Hora é leitor@zerohora.com.br e tem que conter nome, identidade, profissão, telefone e cidade da pessoa, para que eles publiquem o protesto no jornal.

    Atenciosamente
    Rodrigo Fagundes
    Revista Classic Show
    http://www.classicshow.com.br

  39. Mário Buzian disse:

    Interessante…Quando se trata de vender patrimônio alheio, que saiu de circulação por “n” motivos e foi apreendido, a solução é logo achada, basta vender a uma multinacional do aço, e tá tudo certo…
    Por que então não fazem diferente, mandem pro triturador e pra fornalha todos os carros que forem dados como perda total de seguradoras, aqueles que elas pagaram o sinistro, independente do ano fabricado (mais de 90% tem menos de dez anos de fabricação), aí sim teríamos bem mais de 30 mil carros prontos pra virar sucata, como acontece nos países mais civilizados..
    Mas não, aí quem iria lucrar com a venda de peças usadas, muitas vezes roubadas ???
    Pra mim, desmanche nunca deveria revender peças de carros com menos de dez anos,esses sim tem de ir pra fornalha direto, cansei de participar de leilões e ver carros sem a menor condição de segurança mínima serem arrematados (especialmente os incendiados) por bons preços, e voltarem a rodar em pouquíssimo tempo, com laudos técnicos (muitas vezes comprados), e documentação arrumada, sem marcas do sinistro…
    Mas sabe como é, mexer com a máfia dos leilões e desmanches é muito complicado, tem gente graúda no pedaço…Agora mexer com carros velhos, aboletados e apodrecendo por décadas em pátios espalhados pelos DETRANS da vida, ah, isso sim, aí não tem mistério, vamos mandar essas traquitanas PRO INFERNO !!!!
    Isso não pode ser um país sério mesmo…
    Rodrigo, obrigado pela mensagem de alerta, já fiz a minha parte.

  40. Luiz Sampayo disse:

    Rodrigo&Team da ClassicShowMagazine, ou simplesmente e em bom português, meu jovem amigo Rodrigo&equipe da revista de apresentação de clássicos??… veículos veteranos, por suposto.
    Por cortezia do Nikollas mais uma vêz me atrevo a ocupar espaço nessa sala, dessa feita para salientar e registrar reiteradamente “retalhos” pinçados de recentes comentários aquí postados que merecem especial atenção. São pérolas cobertas de dicas úteis, quais sejam: 1)”é que boa parte dos leitores tem se ressentido da estagnação do amadurecimento da revista…”, “mas a muito deixei de ser leitor porque não me sinto…instigado pelas matérias alí contidas;..”, “É preciso que haja um posicionamento mais claro da revista em relação a temas polêmicos,..”, “Completa falta de crítica, maturidade e de colhões para expressar uma opinião e sair de cima do muro,..”; 2)”A idoneidade da revista e daqueles que a fazem é inquestionável.”, “Se a intenção é abranger o grande público, acho que está aí um erro.”, “mas aproveitar o ensejo para realizar uma discussão sobre os Museus de Automóveis no Br…Vamos discutir idéias.”; 3)”Tudo que escreví sobre a revista, os fósforos que risquei, foram movidos por uma admiração antiga, mas que frustrou…”, “E se não lhe aproveitaram as críticas, pior ainda é o silêncio,..”; 4)”Eu não acredito no que prefiro acreditar, as surras da vida me ensinaram a acreditar naquilo que realmente convence, mas também não é pela falha alheia que tirarei os tubos da minha fé na humanidade, esta depende só de mim”; e 5)”A casa caiu dotô, melhor pegarmos o que der e vambora daquí, num dá mais pra brincar de arrumar carrinho não.”, “O problema central não é a Justiça do Trabalho, nem a revista Classic Show, nem os colecionadores…O problema todo são os dirigentes dessa maracutaia deslavada!!!”.
    Observações francas, diretas e até contundentes mas regadas de muita propriedade. A CSM está tendo ótima oportunidade de não ser só especializada, mas madura o suficiente para tratar com transparencia de assuntos que exijam “posicionamento definido”. Lí acima uma nota do Emílio Carreira, e como vocês tenho conhecimento do assunto delicado que certamente poderá ser disponibilizado nesse forum em próximamente. Se isso ocorrer teremos gasolina para os fósforos do Nikollas, mas ninguém mais vai reclamar de estagnação, falta de amadurecimento, superficialismo, etc, etc e tal. Porque a CSM sabe que “Quem está na chuva é para…”, também já percebeu que de nada adianta guarda-chuva,capa e galochas; mas sim no mínimo de matérias instigantes e corajosas que farão seu diferencial. Isso garantirá que seja agraciada com uma sólida e merecida longevidade e que em algum momento brindará seus veteranos leitores com um editorial reconhecido, tendo ao seu pé a citação bíblica apropriada que o amigo irá providenciar. Um forte abraço e recomendações a sua equipe. At. LAlfredo Sampayo

    Guilherme, da saudosa “Revista de Automóveis” não tenho duplicatas, inclusive sígo complementando minha coleção, que por sinal quase doei, juntamene com meus outros alfarrabios, para a futura biblioteca do já extinto Museu de Tecnologia da Ulbra. Ab.LSampayo

    Xará Malta, sem dúvida o big boss desse blogger merece um brinde, e quem sabe, quando nos honrar com sua presença aquí pelo extremo sul, até um churrasco na sede do VCCRG-RS. Ab.LSampayo

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