Procuram-se os pedaços do Capeta

O Dr. Nasser está procurando as peças furtadas dos carros que ele fez o favor de retirar do museu assombrado do Roberto Lee. Qum as tiver – e as têm por meio de furto, ele mesmo escreveu isso – que entre em contato. Mas, afinal, ele quer comprar produto de furto, é isso? Quer contato com essa escória? Acho que não. Mas, enfim, é de uma infelicidade absoluta o que escreveu o curador do Museu do Automóvel de Brasília.  Se não, leia aqui mesmo ou lá no Flávio Gomes.

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29 comentários sobre “Procuram-se os pedaços do Capeta

  1. Guilherme Gomes disse:

    Ainda não vi o forum simca, mas a Willys havia colocado em comodato 4 automoveis Willys, um o Capeta e os outros 3 Willys que foram expostos no salão do automóvel de 1966. Como a Ford comprou a Willys, me parece que finalmente está exercendo seu poder. Espero que os preserve para um futuro Museu Ford, se é que foi mesmo a Ford.

    Abraço.

  2. Dionisio disse:

    Já tinha passado da hora, mas será que foi realmente a Ford que retirou os carros de lá?
    Essa historia de contrato esta esquisita, se fosse assim o Museu já quebrou o contrato há muito tempo, em relação à preservação, o que dava a Ford a oportunidade de tirar estes exemplares a muito tempo de lá.

  3. Francisco disse:

    Finalmente a Ford conseguiu reaver seus bens, agora poderão ser vistos por todos e ter sua história conhecida…..era uma “briga” antiga e terminou para o bem do antigomobilismo.

  4. David disse:

    Antes a Ford ter levado. Pelo menos os carros serão restaurados e conservados, especialmente o Capeta, exemplar único. Infinitamente pior era se tivessem sido roubados…

  5. Dionisio disse:

    Para o David:
    Não acho que seria melhor a Ford te levado, até porque com a crise eles não estão dando atenção para “supérfluos” (para a Ford). Andei olhando umas fotos dos carros do Museu da Volkswagen na Alemanha e é assustador a falta de atenção nos detalhes em algumas restaurações…

    Para o Nik:

    Em falar de Museu da VW, te mandei um e-mail (nikollas.ramos@gmail.com).

  6. Carros Antigos disse:

    Sim, mas se você considerar o Senado Federal, o Congresso Nacional e etc., aí este do Nasser não vai ser o primeiro Capeta de Brasília, certo? ;)

  7. David disse:

    Dionísio, o museu tem sido freqüentemente invadido e vários carros têm inúmeras peças faltando. Qual seria a solução menos pior agora? Deixar o carro apodrecer lá mesmo ou a Ford levar para uma suposta restauração?

  8. Dionisio disse:

    Para o David,

    Pensei que você preferia a Ford e não o Sr. Nasser.

    Realmente qualquer opção é melhor do que aquela infeliz briga de justiça que virou aquele museu. Sr. Lee não era mole, era pai de famíliaS (riso) e quem pagou o pato foi o museu.

    Para o Nik,

    Olhando desse ponto de vista… HeHe

    Os políticos têm direto a apartamento, terno, gasolina, carro e outras “coisinhas” mais de graça! Até a pouco tempo, TODOS os políticos em Brasília recebiam passagem para o Rio de Janeiro de graça. Existia uma lei que dava esse direito porque a capital do Brasil era o Rio e depois da mudança a lei não caducou O_o
    Depois eles não querem que o povo fique revoltado…

  9. chip foose disse:

    depois de tanto tempo ainda bem que o capeta foi pra brasilia e nao pro inferno…
    o problema é que o tal de nasser ai vai ficar todo gaboso com o fato de jogar uma tinta no carro e dizer que restaurou…

  10. Mário Buzian disse:

    Creio que os carros da Willys estão em melhores mãos…Independentemente de serem restaurados ou não,sei do esforço que o Nasser tem em manter as raridades nacionais em funcionamento,e não duvidarei em rever o querido Willys Capeta de volta à sua velha forma,depois de quase 30 anos atrás,quando meus olhos de menino brilharam diante de suas linhas…
    aliás,esse é um duplo resgate,não apenas pelo esforço,mas também pela satisfação pessoal de reencontrar velhos amigos que estavam definhando por conta da mesquinhez de uma família decadente…
    Parabéns ao Nasser por mais essa conquista !!!!

  11. Dionisio disse:

    “Agora que a adrenalina baixou, enfoco alguns.
    Primeiro para agradecer as manifestações de simpatia e apoio. no museu do automóvel em Brasília estes automóveis voltarão aos dias de glória. o processo está longe de ser fácil, pois além dos automóveis terem ficados sem manutenção por, pelo menos 34 anos – o Lee foi assassinado em 1975 – houve subtração de muitas peças. vi os carros superficialmente, mas faltam faróis, lanternas, calotas. No caso do capeta, furtaram as rodas, calotas, volante, bancos. O verbo é furtar porque não houve violência contra ninguém, foram retiradas.
    Num resumo, a Ford – assim como outras pessoas físicas e jurídicas – cederam carros em comodato ao museu. O contrato condicionava ao seu funcionamento. Fechado o museu, algumas pessoas tentaram retomá-los para garantir sua preservação.
    No caso da Ford provoquei uma pesquisa e acharam-se num arquivo mortíssimo os contratos de comodato. A Ford me pediu para resgatar os carros.
    Tive alguns encontros com a herdeira Lee. Moça gentil, sociável, e nos conhecemos de longa data, mas não gosta do assunto museu. Assim, delongou e questionou enquanto pode. Este desinteresse é que gerou tantos saques cuidadosos.
    Há dois anos, com a operação resgate montada – cegonha, pneus de reserva, material de socorro, plataforma, e até o Og Pozolli como co-autor do laudo de recebimento, disse não e que os entregaria com ordem judicial. Não foi preciso. O Marcos Oliveira, presidente da Ford, informado, mandou ligar o trator da multinacional. As advogadas da Ford fizeram uma notificação, e seus advogados, de bom senso, aconselharam-na a entregá-los.
    Foi o que ocorreu. A operação resgate 2, viu o impossível. Enchi um fusion zero km, v6, tração das quatro, cheio de rodas, pneus, macacos, compressores, mangueiras, cabos de aço, ganchos, ferramentas, na porta do museu, o Bruno Poppi, advogado da Ford, o Luiz Antonio Lourenço da Silva, advogado dos Matarazzo.
    Não houve problemas e nem o fusion colocado na porta para rebocar os outros carros foi utilizado. O Vicente Gonçalves, safo e pau para toda obra foi comigo – e trabalhou colocando rodas no capeta, tirando cavaletes. O Og Pozolli, um cavalheiro, foi dar seu importante aval e ter sua dose de emoção vendo o museu que auxiliou montar transformado em úmido, alagada e escura cova.
    A herdeira Lee agiu com educação de berço. Mandou o encarregado derrubar o muro em frente ao portão, providenciou guincho plataforma, entregou os carros sobre a cegonha.
    O museu em si merece outras informações posteriores.
    E sobre o maverick, cujo depenamento no dezembro passado é que me fez denunciar o ato ao delegado de polícia de Caçapava e ao secretário de cultura de SP, ele não pertence a Ford, mas ao museu. Em 1975 eu pedi pessoalmente ao Flávio Guimarães, diretor de rp, e ao Joseph O´neill, presidente, que em vez de comodato, que o doassem ao museu, o que foi feito.
    Quase 0 km, porém depenado totalmente no interior, detalhes, boa parte de suas latas e periféricos do motor, é o retrato do museu de Caçapava.
    Finalmente, um apelo aos apoiadores do antigomobilismo. Sabendo de algum dos componentes desaparecidos deste automóvel, sou interessado.”

    Roberto Nasser

    FONTE: http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/2009/07/03/grande-noticia-4/

    PS: Além do Capeta, foram resgatados três veteranos Willys: 1906, 1926 e 1927.

  12. Carros Antigos disse:

    Pois é, concordo com todos os amigos, mas discordo do “chip foose” acima: salvaram o Capeta levando ele para o INFERNO sim, bicho! ;)

  13. Carros Antigos disse:

    Olha, eu sou café com leite nesse papo de carro antigo, coleção e museu. Sou um admirador dos carros, de posses limitadas e por isso tenho exagerda curiosidade pelo assunto, e só. Talvez por isso, me causa espanto o pleito do Dr. Roberto Nasser de que, se alguém souber onde estão as peças furtadas dos carros que ele resgatou da Ford, que entrem em contato que ele é interessado. É isso mesmo? Bom, então faltou ele dizer para quem eu ligo em Brasília se encontrar o Dr. Ulysses Guimarães aqui na praia de Itaipu, pô!
    O pedido dele só não é mais estranho que o bigode que ele está cultivando, a lá “Og Pozzoli”. O que será isso, um irmandade secreta que se reconhece pelos bigodes? Símbolo universal de que o dono de farta cabeleira do buço é dono de mais de 170 automóveis antigos? Por mim, tudo bem que você goste de carros da década de 20, que leia Machado de Assis e o Euclides da Cunha, mas daí para se parecer com uma personagem do Lima Barreto, pera lá, né!!! ;) É demais! :)

    Só pra descontrari um pouco.

  14. Luís Augusto Malta disse:

    Quem conheceu o FNM Onça restaurado pelo Dr. Roberto Nasser sabe que ele não vai “jogar uma tinta no Capeta e sair garboso por aí”(sic). Trata-se de um colecionador sério e incansável na preservação da memória do carro brasileiro e merece todo o nosso respeito.

  15. Lombardi disse:

    Quer achar os bandidos, e cadeia neles.
    Achou as peças, achou os bandidos, e os mandantes e os facilitadores, etc.

  16. Carros Antigos disse:

    Também acho, Lombardi, mas parece que isso vai terminar num acordão, tipo aqueles do Senado, sabe? Bom pra todo mundo, como se diz.

  17. Corcel Bino disse:

    Para quem não sabe (e quando não sabemos, devemos nos informar melhor antes de emitir opiniões) o Dr. Roberto Nasser é o curador do Museu Memoria do Transporte (também conhecido como Museu do Automóvel) de Brasilia, é advogado, jornalista, colunista, antigomobilista, responsável (direta ou indiretamente) por boa parte da legislação sobre antigomobilismo existente no País e uma espécie de arquivo vivo da memória automobilística nacional. Foi amigo pessoal do Roberto Lee e inclusive chegou a doar peças para o acervo do museu. Assim sendo, o Capeta e demais Willys não poderiam estar em melhores mãos. Melhor seria se todo o acrvo de Caçapava pudesse ser transferido para Brasília.

  18. Carros Antigos disse:

    Sem dúvida, Corcel Bino – lindo nome aliás, foi seu pai quem escolheu?
    Sabemos muito sobre ele, até por que eu li a super-qualificação do Dr. Nasser que o Flávio Gomes se deu ao trabalho de fazer, mais ou menos a mesma que trans-creveu acima. Só me doeu os ouvidos, e parece que somente os meus até aqui, a ligação de interesse que ele deixou no ar com as mesmas pessoas que, durante anos, se aproveitaram do acervo do Lee, furtando muitas coisas, algumas das quais ele quer de volta agora. Se não, leia o que ele mesmo escreveu novamente, por favor. Veja, eu não estou concluindo nem cobrando nada, minha posição não permite isso. Ademais, foi ele quem escreveu logo ele que se explique, se achar necessário. Mas, talvez as qualificações dele dispensem esse tipo de trivialidade, como José Sarney, indicado pelo presidente da república como uma pessoa “especial”. Vai saber se o Dr. Nasser é um destes intocáveis?
    Só acho que melhor seria, sendo ele quem é, e agora que conseguiu haver o que lhe interessava do acervo (e isso é boa notícia), que divulgasse o telefone do Disque Denúncia para colocar essa escumalha no lugar que merece, a cadeia, e não nos palanques de Araxá ou Lindóia. Simples assim, pró ou contra, só temos dois lados nesta história. Escolha o seu.
    Nikollas Ramos.

  19. patrick disse:

    eu achava que os capetas eram so CHRISTINE O CARRO ASSASSINO e DODGE DO WHEELS OF TERROR pois parecem carros assassinos

  20. Jorvit Fernandes Rosolen disse:

    gostaria de comprimentar o Sr Naqsser pela atitude junto a Ford em retirar o veiculo capeta do museu do Reberto lee e disser para as pessoas que estão criticando a atitude do Sr que os mesmos deveriam ficar de boca calada para não falar merda pois eles mesmos tiverão a mesma chance como qualquer brasileiro e não o fez acho até que todo museu deveria ser entregue a pessoas capacitadas como o Sr Nasser a qual é fervoroso defensor dos veiculos antigos , gostaria de deixar tambem um tremendo desgosto de verificar a situação que¨pessoas que se achão profissionais retiraram os veiculos do galpão externo ao lado da casa do Sr Daniel que os mesmos são uns animais onde se viu levantar os carros com Munch pegando pelo teto vindo a quebrar parabrisas e condenar os veiculos pois acabam destruindo o pouco que resta , logo logo o museu passara a chamar desmanche da robalto pois para ser robadas as peças e até veiculos é facilitada a entrada nas dependencias do museu , agora quando alguem gostaria de visitar para encher os olhos com a triste realidade que o local encontra-se não é possivel o pois o pit bull que se diz administrador do local não permite , como pode-se verificar deixa muito a desejar a referida administração que deve ser feita nos butecos de Caçapava

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