Mazzaropi.

O Guilherme não vai acreditar, mas eu assisti ainda agora a um filme do Mazzaropi que comprei ontem por R$9,99 nas Lojas Americanas. Digo que não vai por força de expressão, pois que ele acabou de escrever sobre os automóveis nos filmes do Mazzaropi. De fato, perco tempo vendo esses filmes! O que assisti hoje foi o “Chofer da Praça”, de 1958, que eu não conhecia. A história se passa em São Paulo, e serve a vários tipos de observação. Desde como a cidade mudou (havia chão de terra batida no centro de São Paulo em 1958!) até como foi o primeiro ano da indústria automotiva nacional e o que era o automóvel então. Bárbaro. De óbvio fica o ônibus Mercedes, novinho e do ano, legítimo e pioneiro produto nacional, e uma Isetta (Romi? Muito precoce, não?) que passa de raspão pelo atrapalhado Mazzaropi. O taxímetro, externo e do tamanho de uma bacia merece comentários mais profundos de quem conhece do assunto.  Pra encerrar, há uma cena de menos de 30 segundos, quando Mazzaropi nos diverte tentando atravessar uma rua movimentada do Anhangabaú, em que se vê toda a variedade da frota brasileira de 1958. Quem puder, compre, guarde e assista. Só R$9,99.

A seguir, algumas cenas que eu capturei do filme.

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10 comentários sobre “Mazzaropi.

  1. Guilherme Gomes disse:

    Nik, show de bola!
    quando criança assisti a muitos filmes dele. Sempre gostei demais.
    Essas semanas atrás também re-assisti o Chofer de Praça, sensacional!

    grande abraço,

  2. Carros Antigos disse:

    Filmes como este nós temos dúzias, e mais os documentários da Dana/Manzon, até que a história do automóvel aqui no Brasil está bem documentado, pensando bem. Não acha?
    Sobre filmes, têm um que eu quero muito ter, pelas cenas externas, e não passa no Canal Brasil há muito tempo, que é o “Adeus Ipanema” do Carvana, de 74. Ali’s, todos os filmes dele são uma ode ao Rioo e por isso o automóvel está sempre por ali. Já viu esse? É muito interessante. Muito!

  3. Pé de chumbo disse:

    Tive um Fairlane 57 igaul ao das cenas, só que 2 portas…Baita carrão!

  4. Francisco disse:

    Muito bom o registro do filme….sugiro a vc procurar um filme chamado SÃO PAULO S/A. de 1966 com Zeloni…..é muito bom.

  5. Carros Antigos disse:

    Francisco, o nome não é estranho – do filme, não do Zeloni! O problema é encontrar estes filmes em DVD. Semana passada fui à Saraiva MegaStore aqui do lado e, de todo o segundo andar com DVDs, apenas meia prateleira dedicada ao cinema nacional. Mas estou na busca. Inclusive dos filmes do Carvana, sempre maravilhosos.

  6. João Barbosa Dos Santos Neto disse:

    Até hoje eu não entendo como veículos tão versáteis como Lambretta e Vespa foram substituídos pelas motocicletas 125 no gosto do brasileiro! As vantagens a favor de ambas, eram inúmeras! A segurança era fator positivo, pois não se montava. Era fácil cair fora dela. Pedal de freio igual ao de carro. Facilidade na manopla de marchas. Você não se sujava pois estava protegido pela carenagem, trocava pneu como de um carro e nunca ficava a pé, pois tinha estepe! Eixo cardã e depois corrente banhada em óleo. Conjunto mecânico carenado, seu carona estava protegido de graxas e calor, sem falar na extensa pedaleira. Bancos individuais e de molas, suavizavam os trancos . Lembro que carregava um botijão de gás na frente. Fortíssimas! Era normal atrelar um reboque. Meu pai usava na serralheria para efetuar entregas de grades e portões. Pasmem, o mercado preferiu motocicletas!!!!

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