Bye-bye, século XX!

O Barack Obama entrou ontem para a história como o sujeito que pôs um ponto final no século XX. Ao exigir mais eficiência energética dos automóveis nos Estados Unidos para daqui alguns anos, ele dá um golpe duro e de consequências imprevisíveis no mercado mundial de energia, petróleo e outras coisas mais. Finalmente, entramos no século XXI. Apertem os sintos, amigos, que a roda da história voltou a girar mais rápido ainda.

1955

Para entender o século XX estas três imagens servem bem. São da cidade de Atlanta, EUA, em três épocas distintas mas fotografadas a partir do mesmo lugar. A primeira foto, acima, é de 1955 e as outras seguem abaixo. Impressionante, não?

O Eric Hobsbawn, historiador, acha que o “século breve”, como ele se refere ao século XX, acabou em 1973 com a crise do petróleo. Talvez ele reconsidere, e diga que a crise de epilepsia que tomou conta do mundo depois do choque da OPEP tenha sido afinal controlada somente agora. E que daqui por diante as coisas não podem mais ser previstas. “Foi tudo pro brejo” diria ele entre caipirinhas e manjubas aqui na UFF.

1964

Acima, Atlanta em 1964. Cheio de espaços vazios ainda. É que não tinham inventado a hora do rush, ainda!

O próxmo golpe do Obama deve ser contra os carros velhos (e antigos) nos EUA, conforme um projeto de “bill” que está na pauta do Congresso e já foi comentado aqui, por isso espere graves consequências, de longo prazo, sobre o seu hobby e o meu. Afinal, se ele teve peito para dar o golpe de misericóridia no modelo de negócios das montadoras americanas, que viveram décadas de fabricar bebedores de gasolina que justificaram guerras, OPEP, Hugo Chávez e etc, por que iriam titubear em dar uma estocada na NHRA e nos boa praça do Good Guys? Aposto com você, eles vão sim restringir a circulação destes carros por lá, é uma questão de sobrevivência.

2004

Acima, o caos do início do século XX: poluição e engarrafamentos sem fim em Atlanta, 2004.

Agora, esta sobrevivência é a deles e não a do resto do mundo. Li hoje no jornal que com esta medida, os automóveis americanos que serão vendidos nos próximos cinco anos deixarão de consumir 1.8 bilhão de barris de petróleo, o equivalente à toda a importação de um ano da Líbia, da Venezuela, da Nigéria e mais uns paises de meia tijela mundo a fora que só produzem isto, petróleo. Esta conta, claro, exclui o petréleo que seria gasto em derivados para estes veículos, como plásticos, forros, isolamentos, lubrificantes e a lista é longa. Muito dinheiro, não?

Ok, isso é tudo muito bonito, o urso polar ganha um refresco, mas e o rombo que isso vai gerar nas contas de alguém? Pois, como sempre, alguém vai ter que pagar por isto, e certamente não vai ficar feliz. Imaginem, o Chávez sem a corrupção financiada pela PDVSA é o quê? Um Delúbio Soares sem barba, correto? Talvez ele decida invadir a Colômbia e vire o rei da coca na América Latina, de fato e de direito, mas este será o menor dos nossos problemas.

Aguardem, amigos, o mundo vai ficar ainda mais estranho, quente e barulhento com esta medida do Obama. Se ela é para melhor ou para pior, só saberemos em 10 anos. Ou não?

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3 comentários sobre “Bye-bye, século XX!

  1. maxwedge disse:

    Eu acho que o próprio motor à combustão já deveria ter sido largado há um tempão, ainda mais que hoje em dia os ínfimos carros elétricos no mercado sendo cada vez mais aperfeiçoados, com melhor rendimento e maior autonomia, um problema mais que comum neste tipo de carro. Além disso, não emitem sequer gás poluente algum, são extremamente silenciosos e exigem muito menos peças móveis.

    O problema é que os grandes empresários viram nos carros elétricos não muitos lucros em relação aos carros movidos a derivados do petróleo. Carro elétrico quando faz revisão não troca filtro de ar, filtro de água, filtro de óleo, cabeçote, velas, pistões, cárter e mais uma infinidade de peças. Só agora, quase na hora da bomba estourar, é que a mentalidade das grandes corporações automotivas estão começando a mudar. Mas antes tarde do que nunca!

    Quanto aos Estados Unidos, é da própria cultura de vários deles temer mudanças radicais, uma vez que vários ainda são bastante conservadores. Você pode ver que até uns dez anos atrás havia carros 0km com calotas raiadas, bancos inteirissos, excesso de frisos cromados, alavanca de marcha na coluna de direção (até hoje tem…) e outras parafernalhadas lá do tempo de quando minha avó brincava de boneca. Um de inúmeros exemplos de “rejeição ao avanço” foi o Chrysler Airflow nos anos 30.

  2. alapucha disse:

    Uma das coisas que me faz pensar nesse caso, é se a circulação de carros antigos (que nesse caso engloba também os atuais), será realmente restringida. É de se pensar ainda no que acontecerá com os preços dos carros antigos daqui pra frente. Quem sabe não é a hora de todos conseguirmos comprar nossos tão sonhados antigomóveis, ou então esse sonho ficou ainda mais distante. Tomara que a circulação desses ícones históricos seja apenas reduzida, caso contrário, pode-se pensar até em um boicote dos carros com “super rendimento” por parte dos saudosistasdos, pelo menos lá na terra do tio Sam.

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