57′ Heaven Museum – FOR SALE

A primeira grande vítima da crise mundial no universo dos carros antigos vai ser o 57′ Heaven Museum, em Los Angeles. O museu abriga 66 automóveis – todos produzidos em 1957 – sendo que há um exemplar de todos os conversíveis fabricados na América naquele ano. Incrível.

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O museu abriu 3 anos atrás com o objetivo de retratar a cultura automotiva em 1957, e seu dono, Glenn Patch, colecionador e empresário do ramo imobiliário, está precisando fazer caixa para suportar a crise. O preço da coleção dos sonhos? A bagatela de 17 milhões de dólares, o que signifca que mais esta grande coleção será desmantelada e dividida em partes, pois dificilemente alguém vai pagar tanto neste momento por algo sem liquidez.

Para se ter idéia do significado desta coleção, basta dizer (escuta essa, Mário!) que o Museu têm 3 raríssimos Chevy El Morocco, tal qual esses do Jay Leno aqui. Barbaridade! Além disso, um posto inteiro e original da Texaco dos anos 50 pode – ainda – ser visto por lá.

Infelizmente, parece que essa é a sina de todo grande acervo e coleção. Não percam tempo com muitos carros, amigos. O negócio é ter um e andar, pois, como diz o dono do museu em questão, ‘estes carros não servem para dirigir, apenas para sentar e ficar olhando para eles’. É mole? Toc, toc, toc!

A matéria do LA Times sobre o assunto está aqui.

Para um tour virtual do museu, o link é este aqui. Vale a visita. Abaixo, algumas fotos que encontrei por aí.

9 comentários sobre “57′ Heaven Museum – FOR SALE

  1. Mário Buzian disse:

    Nik,

    Meus parabéns…Agora eu fiquei DEFINITIVAMENTE sem sono…
    Depois de ver (e reler por várias vezes) essa matéria,me obrigo a alinhar meu pensamento com o teu,ou seja,o lance é ter poucos,mas queridos carros,e curti-los sempre…
    Infelizmente não disponho de 17 milhões de doletas para mandar a esse cidadão,caso contrário eu traria TUDO,inclusive o posto de gasosa…
    E pensar que o ano de 1957 é altamente emblemático para os nossos “hermanos nortenõs”,isso só demonstra o quanto essa coleção vale,ao menos culturalmente…
    Creio ser um ótimo momento de relembrar vários carros,e é impossível de não notar até os El Morocco…
    Não sei se rio ou se choro com a notícia…
    O jeito é ir até a farmácia mais próxima e pegar uma alta dose de Lexotan…
    Mando a conta pra tua casa !!!!

  2. Luís Augusto Malta disse:

    Pena, pena, pena!!!!
    Um museu desse deveria ter apoio do governo local para se manter aberto. Ainda mais nos EUA, onde a cultura automotiva é tão valorizada.

  3. Carros Antigos disse:

    Sobre isso, eu fui mais além. Pensava no caso do Roberto Lee, do Harrah’s Collection nos EUA e agora neste aqui, e acreditei por um instante que o destino de toda coleção de automóveis é ser dividida ou abandonada, em casos mais graves, como foi a do falecido Lee.
    Ainda outro dia lia a entrevista de grande colecionar de carros e, sendo a entrevista muito fraca, pouco tinha que se aproveitasse. Exceto a declaração do tal colecionador de que seus filhos irão preservar seu legado ou coisa do tipo. Ontem à noite fiquei pensando, diante dos fatos e da história: será mesmo? Será possível que uma paixão tão violenta como são os automóveis sobreviva à uma geração, que terá seus próprios desafios e limitações? Pergunto mais: é justo a um pai legar a um filho ou filha uma coleção de, por exemplo, 200 automóveis e com isso comprometê-lo pelo resto da vida a mantê-los, dispensando imenso cuidado, zelo e gastos que, afinal, cada um de nós pode por onde bem entender pela lei do livre arbítrio? Eu acho que não.
    Eis, talvez, o motivo pelo qual as coleções não perdurem: a sucessão é sempre o ponto de distensão.
    Para isso inventaram os Museus, mas vejam o caso da Ulbra e do ’57 Heaven. Acho que depois que salvarmos este planeta do aqueciento global, garantindo nossa vida aqui por mais algum tempo, é bom alguém se ocupar de como manter estes automóveis por mais 10 gerações, por que, do jeito que as coisas estão, muito poucos deles irão sobreviver ao século XXI.
    Ou estou errado? Ainda estamos a apenas 100 anos de distância do Ford T e vejam o quanto já perdemos. Sei não, mas um dia o IBAMA ainda relaciona nas espécies em risco de extinção a Brasilia 1978, veremos se não.

  4. Carros Antigos disse:

    Luís, há um caso ainda pior do que esse, um mega museu que fechou no ano passado, que está abandonado à própria sorte também na Califórnia, sem chance de receber ajuda de quem quer que seja, nesse momento. E em se tratado de aço e borracha, sabe como é, cada dia é uma chance a menos de se recuperar o passado. Vou publicar sobre essse museu ainda esta semana. Abraço do amigo, Nik.

  5. Mário Buzian disse:

    Nik,

    Vc. tem razão quando diz que é difícil uma geração manter todo um patrimônio criado pelos antepassados,e isso acontece em tudo na vida,infelizmente,pelo simples fato de que para outro mundo e outra realidade as herdeiros acabam se desfazendo de tudo…
    Veja o meu exemplo,há seis anos herdei da família por parte de meu pai alguns imóveis,entre eles um belíssimo sobrado construido pelos meus avós onde eu passei boa parte da minha infância e adolescência.
    Adoraria manter essa parte da nossa história,mas a minha realidade atual me obriga a negocia-lo…Claro que não é a mesma coisa que um carro,mas tem a mesma carga…
    Porisso eu acredito que os governos é quem a princípio deveriam cuidar desses patrimônios,já que nas mãos de particulares tudo acaba indo pro vinagre,com raríssimas exceções…

  6. Carros Antigos disse:

    Mário, e boa parte das pessoas não percebe isso. Qualquer um que tem um filho deveria saber que o melhor que se pode deixar para eles é a instrucão formal e muito amor e carinho. Honestamente, tenho pena de quem herda uma coleção de 200, 400 carros, como ouvi dizer, aconteceu no Rio uns dois anos atrás. Em regra, estas pessoas não gostam de automóveis por que o colecionador, geralmente o pai, abriu mão de muito tempo do convívio com os filhos em prol do hobby que virou obsessão. Aí, os filhos que poderiam ter uma relação saudável com o automóvel, unzinho que fosse, de curtir o vidro aberto com vento no rosto num domingo de sol, pensam logo em como passar os carros no cobre, como se diz em Minas.
    E o nosso hobby não é para qualquer um, como sabemos. Têm dias que eu me pergunto o que que eu estou fazendo metido num negócio tão caro como esse. Mas a gente se empolga, curte a nostalgia e arregaça as mangas e corre atrás sem se preocupar com isso. Por outro lado, muitas pessoas até desenvolvem uma relação patológica com os automóveis, que é quando o ter e o possuir ganham muito mais valor do que o prazer propriamente dito. Esta cheio desse tipo de gente nos andares mais altos do nosso hobby. Mas isso é do homem e não é novidade para ninguém.
    Entretanto, no andar de baixo, onde me situo, existe muito prazer, alegria e satisfacão pelo pouco que se realiza. Há dias em que me cobro e me irrito por que ainda falta tanto para meu possante ficar lindão, mas imediatamente penso que nesse negócio os meios são mais importantes que os fins; aí, ligo o motorzão e dou uma voltinha no quarteirão e pronto, voltei às origens.
    Quando vejo pessoas ainda mais simples do que eu, com menos condições de se aventurar no mundo dos carros antigos mais caros, vejo como deveríamos ser todos, mais carinhosos e alegres pelo que temos. Nesses encontros assim ditos mais populares (isso é um pensamento de elite…) com muitos fuscas e chevettes, é que eu penso se não está o prazer perdido em se ter um automóvel: usando-o com admiração e contentamento, em paz.
    Quanto aos governos, prezado amigo, não têm mais minha esperança, infelizmente. Eles têm problemas particulares demais para tratar que não os nossos, infelizmente.
    Abraço, Nik.

  7. Mário Buzian disse:

    Nik,

    Novamente vc. definiu em palavras os meus pensamentos…
    Compartilho totalmente com os seus propósitos,e sempre pensei exatamente como vc…Daí me enquadro na categoria “loucos por antigos,e que curte os carros”,independente da condição física ou financeira…
    Esse papo me faz relembrar um dia em que comprei um Uno Mile bem novinho de um grande e conhecido colecionador de Sp,há uns bons quinze anos atrás…Ele tinha gosto especial por Fords americanos dos anos 50 a 70,e possuia naqueles tempos mais de 60 carros,em especial vários Mustangs.
    Papo vai,papo vem,e disse a ele que conhecia um sujeito que tinha não um,mas TRÊS Mustangs Fastback,dois 1967 e um 1968,e que todos precisavam de uma boa restauração (somente um andava,os outros dois estavam todos desmontados).
    O sujeito me perguntou o nome do dono dos Fastbacks,e disse em seguida,”esse idiota é um baita arruaceiro,não merece nem as calças que usa,quanto mais andar de Mustang”.
    Eu lhe respondi que o admirava muito,muito mais do que o cidadão crítico que estava à minha frente,pelo simples motivo de que talvez meu amigo não fosse tão “qualificado” para rodar de Mustang,nem tivesse tanto dinheiro,mas ele era um guerreiro,batalhador,e acima de tudo,curtidor de carros de verdade,e só esses fatos já lhe dava muito mais crédito!!!!!
    Hoje meu grande amigo José de Alencar,mais conhecido no meio como “Marreta”,continua com seus Fastbacks,dois deles andando,e um quase terminando,sem contar o monte de Mavericks,Dodges…
    O babaca do colecionador ???
    Nunca mais vi…

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