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Fábio Jonas, restauração e peças especiais

Dica do Irapuã, que não conhecia. É o trabalho primoroso de restauração realizado pelo Engenheiro de Produção Fábio Jonas, em Cachoeirinha, Rio Grande do Sul. Mexe com aquilo que ninguém mais faz, painéis, volantes e outras coisas – os famigerados detalhes. Parece que o Mr. Badolato é freguês assíduo, além de muitos outros tão exigentes quanto ele. Parabéns ao Fábio, desejo ainda mais sucesso e prosperidade. Um dia bato na sua porta.

Pois, a oportunidade perfeita teria sido restaurar as lanternas do Dart 72, mas não conhecia o trabalho dele e fui para as americanas mesmo.

F Jonas Special Auto Parts.

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Na Lagoa, ontem

Flagrado ontem, nas vizinhanças da Lagoa, aqui no Rio.
Parece íntegro, liso, e com tudo no lugar.
Me lembrou o carro que foi do Seu Portela, uma famoso "vendedor" de peças e aficionado por Oldsmobiles e Dodges aqui do Rio, mais precisamente lá do Lins de Vasconcelos. Vendedor entre aspas por que, pelo que me consta, pra entregar o que vendia era um sufoco. Pelo menos comigo. Não acho que por má fé, pelo menos por muito apego eu tenho certeza. Fui lá cinco vezes pra tentar comprar umas peças que só recebi com sacrifício! Mesmo assim pela metade. Ah, figuraça. Não sei se ainda está vivo, mas me lembrou muito um 72 que ele tinha na garagem dele. Segundo Portela, o carro tinha baixíssima quilometragem.

Kodachromes via Flickr – 2

A primeira foto é dedicada ao Chico, que outro dia bateu a cabeça e descobriu os Fords Meteor/Monarch e ficou sem dormir duas noites seguidas, de tanta emoção. Já se recuperou e passa bem, mas têm tido insights estranhos sobre o Canadá.

Muitas cores nesses cromos. O Mercury causa cegueira momentânea, se preocupe só após dois minutos de incapacitação. A El Camino é naquele preto profundo que não vejo mais por aí. Já a segunda foto, com os dois Corvettes, eu dedico ao M.

E as fotos dos shoebox, todas elas, são dedicadas ao Irapuã, de quem estou com saudades por que não fui à Lindóia este ano.

A do Bel Air na porta do Sands vai para o próprio, o BelAir.

Loyd Moore NASCAR movies

Eu nunca tinha sequer ouvido falar sobre a existência desses filmes. Estou com a sensação de que eu fui o último habitante do planeta a tomar conhecimento deles.

Que filmes raros. O nascimento da NASCAR, início dos anos 50, e em cores. Pelo que apurei, todos pertenceram à Lloyd Moore, piloto que correu de 1949 a 1955 na categoria. Moore faleceu recentemente, então como o último remanescente do primeiro ano (1949) do que hoje é a Sprint Cup Series, aos 95 anos de idade. Os videos de seu acervo lembram muito nossos filmes da Praia do Casino, RS, principalmente Daytona em 51 e 52.

Acima, Lloyd Moore segurando uma foto sua em 1947.
Fonte: NYTimes.

Que sensação boa assistir esse material. Não perca. Carros fantásticos (como o lendário Hudson Hornet de Herb Thomas, em cores!) na pista e fora dela, em circuitos hoje lendários, muita ação, capotagens, derrapagens, têm de tudo aí. São sensacionais!

No primeiro filme que assisti, de 1952, esbarrei logo com um Ford 1949 coupé encapetado, descendo o sarrafo nas baratas do pré-guerra! Só depois de assistir tudo mais de uma vez, descobri que este Ford, o vermelho de #59, é o próprio Lloyd Moore. No ano seguinte, o carro ainda é este mesmo coupé, mas pintado de azul e em um dos filmes a seguir, muito amassado dos catilipapos que distribuiu e recebeu pelas pistas.

Já o filme de Grand Rapids no mesmo ano(52), me emocionou. Veja o que era Gran Rapids em 1952! De uma simplicidade profunda! Rústico, singelo, seminal. O mesmo para Charlotte, que mais nos lembra uma pista de motocross do que propriamente a imagem que temos do circuito hoje.

E tem também a cena em Charlotte, quando o Ford de Moore, de lado numa curva engolindo todos por dentro, abre a tampa da mala… o cigarro no canto da boca do piloto em Syracusa, num conversível… muitos detalhes curiosos, pitorescos.

Se você já conhecia os filmes, me desculpe, mas como eu ainda não e não achei muita coisa na internet sobre eles, achei melhor deixá-los aqui. Sempre têm mais um mal informado como eu por aí.

O obituário de Lloyd Moore no New York Times merece ser lido. Os americanos são mestres nessa arte de contar a vida de alguém que morreu. Aqui, uma biografia mais completa. Que vida esse senhor teve.

Mas o assunto agora são os filmes dele. Ei-los!

1952 Grand National Race Daytona Beach NASCAR

1951 Charlotte Race NASCAR

1954 Southern 500 Darlington NASCAR

1952 Southern 500 Darlington Race NASCAR

1951 Grand National Race Daytona Beach NASCAR

1951 Grand Rapids NASCAR

1951 Dayton NASCAR

1956 Syracuse Convertible NASCAR Race

1951 Thompson CT. NASCAR

1952 Canfield Race NASCAR