Arquivo da tag: 1949 ford

Os 60 anos do Ford 1951 – 2

Ano passado eu reservei uma parte de um moleskine, que trago sempre comigo, para organizar minhas anotações sobre a história dos Fords shoebox. Meu interesse não são sobre modelos, cores, porcas ou parafusos, mas sobre as pessoas que participaram do projeto, o quanto de seu empenho e talento marcaram o produto final e, como pano de fundo maior, a reestruturação da Ford. Estes momentos de crise e superação são sempre interessantes e cheios de lições, ricos em decisões difíceis e experiência humana. No meu caderno, tento reconstruir a cronologia destes eventos.

O desenvolvimento do Ford 49 é uma história complexa, um emaranhado de gente talentosa, reunida sob a batuta de Ernie Breech, que era CEO da Bendix e assumiu a liderança da equipe na Ford em julho de 1946. A partir daí, muita, mas muita coisa aconteceu para termos os Nifty Fords nas ruas.

Esse meu caderno já têm umas 50 páginas dedicadas à cronologia, versões e fatos de desenvolvimento do projeto do Ford 49. Esses cadernos do tipo moleskine me fascinam desde sempre. O primeiro eu ganhei com uns 10 anos, tenho até hoje. Ali eu desenhava descobertas arqueológicas, científicas e planos mirabolantes, que fazia. Meu filho adora folhear aqueles desenhos. E eu também.

Abaixo, como tudo começou. Diz a história que Ernie Breech, num sonho, concebeu o “Bathtub Style” que marcariam os novos Fords. Em reunião no dia seguinte, ele disse à sua equipe: “essa empresa será julgada pelo próximo automóvel que construir. E por isso ele têm que ser radicalmente novo”. Em seguida, entregou o desenho abaixo, que continha inclusive dimensões limite a serem preservadas. E foram incrivelmente respeitadas em todos os projetos, modelos em argila e protótipos que se seguiram. Coisa de gênios, coisa de gente entusiasmada. Veja a data, esse desenho foi apresentado apenas um mês e meio após ele ter assumido o projeto na Ford.

Abaixo, para terminar esse solilóqui0, registro de um Ford 1949 fotografado em janeiro de 1953, estacionado no meio do deserto de Nevada, EUA, em um campo de teste de armas nucleares, prestes a se decompor em átomos. Um carro novo, inteiro, destruído somente para simular os efeitos de uma explosão nuclear em uma cidade americana. Foto cortesia da National Nuclear Security Administration.

Os 60 anos do Ford 1951 – 1

Se engana quem acha que eu vou falar só do Ford 1951, neste aniversário dos 60 anos de seu lançamento. Vou falar dos Shoebox! O 49 e o 50 então, têm um lugar tão especial quanto o 51, no coração de quem gosta dos ‘Nifty Fords’, como eu.

Abrindo os trabalhos, um vídeo que eu tenho sobre a história da NASCAR, produzido pelos gênios da IMAX. A melhor parte do filme são seus primeiros dois minutos, com uma cena recriada que é pra lá de emocionante e divertida.Eu já perdi a conta de quantas vezes assisti esta cena. Veja se tu gosta e me diga se não é para menos.

Na sequência, para celebrar a memória e a herança destes grandes automóveis, um singelo e belo diorama criado pelo gênio do Marcelo da Modellautos. Cum um modelo de um Ford Police Car ano 1950 da Precision Models, e um action figure de primeira linha, ele produziu fotos maravilhosas. Que me lembram, automaticamente, o saudoso Xerife Buford T. Justice, de ‘Smokey and the Bandit’, claro. Sensacional esses dioramas do Marcelo, e quem não conhece, eis o caminho das pedras preciosas, neste link.

1949 ford lost photo sessions – 3

Eu esqueci de contar que a idéia de organizar estas imagens da sessão de fotos do Ford 49 me ocorreu somente depois de um email do Dan Palatnik. Eu já conhecia as fotos há mais ou menos um ano, foram mas primeiras que catei no acervo da Life, juntamente com as do Corvette de 1953. Mas foi com o email do Dan quem me ocorreu a idéia de que esse material era bem mais do que supunha, era uma história completa. Obrigado, Dan.

Um dos livros que chegaram semana passada diz que a produção dos pilotos do novo Ford para 1949, conhecido como Model B-A, começa na fábrica de Rouge no início de abril de 1948. Estes primeiros automóveis serviam para corrigir os bugs das linhas de montagem. Depois disso, eram enviados completos para outras plantas da Ford que os utilizariam para os acertos finais, iniciando assim mais rapidamente a produção. Deu para perceber que, assim feito, cada fábrica teria sua qualidade final o que seguramente contribuiria para alguns dos defeitos crônicos dos automóveis deste primeiro ano, que ficariam mais evidentes nos modelos saídos de algumas fábricas do que de outras…

Como a Lincoln e a Mercury também teriam carros novos, tratava-se de mudar tudo, adaptando todas as plantas às especificações dos novos carros. Bem ao estilo Ford, pela quarta vez em seus 45 anos de história, um automóvel impunha grandes mudanças, alterando radicalmente a maneira que a Ford construía, fabricava e vendia seus carros. Assim foi com o Model T, depois o A, mais tarde o B e agora o B-A. Mais uma vez, eles estavam mudando tudo. E errar não era uma opção antes, muito menos agora.

Bom, se os pilotos começaram a sair das linhas de montagem somente em abril de 1948, que carros são estes que vemos nestas fotos? Sim, por quê a data da sessão de fotos abaixo é anterior àquela. Como eu sei disso? Do mesmo jeito que descobri o endereço: está escrito ali! Veja as datas nas claquetes.

Viu? 21 e 22 de fevereiro de 1948. Como se chamam estes carros então? Pré-série? Interessante é que eles já estavam todos definidos aí, claro. Não há um friso ou calota que não tenho ido para a linha de montagem. Eu olho para este tudor cinza claro acima e me pergunto se não é ele quem está hoje no Henry Ford Museum. Será que eles saberiam me dizer isso? Alguém aí mora perto, pois eles não têm serviço de atendimento à distância…

As fotos de hoje são das meninas da Ford que participaram da sessão de fotos. Sim, as modelos que estavam lá para colorir o ambiente, para humanizar a aridez de tanto american iron! As verdadeiras e legítimas pin-ups. Se você tivesse 16 anos, qual delas que você pregaria na porta do seu armário, meu irmão? Eu já tenho há muito tempo uma favorita.

Abraço! Nik.

Carros que eu gosto

Sei lá, mas eu adoro carros assim. Muito.

Essa força criativa que se apodera de algo e o transforma plenamente, em alguns setores do conhecimento é chamada de arte mas reconheço que no antigomobilismo isso não é pacífico.

Veja, o carro está todo ali. É um Fordor 1950 ou 51, mas não mais o que saiu das linas de montagem. Esse é o Ford que saiu da cabeça daquele maluco ali, tal qual ele o viu em sonhos alucinados.

Acho que isso é um upgrade de qualidade. Plasticamente perfeito, cheio de ecos nas minhas referências mais joviais e entusiasmadas. Transcende o carro mas também o que se vê não é somente a identidade do dono. É um meio termo entre a caretice dos velhos e a irresponsável e saborosa força criativa dos espíritos jovens, rebeldes, que não se rendem jamais. E quem sabe o faz sem deixar de prestar homenagem aos “velhos”: a pátina do tempo está toda ali, em claro e eloquente sinal de respeito e gratidão por quem os desenhou, construiu e dirigiu antes. Ou tu não tinha sacado isso?

Eu reconheço o talento de um cara desses, Irapuã.

1949 ford lost photo sessions – 2

Na falta de coisa melhor para contar, vou postando aqui as fotos do set de fotografias e filmes publicitários do Novo Ford para 1949, clicadas na Flórida, em março 1948, por William J. Sumits para a LIFE Magazine. A primeira parte está aqui neste link.

Continuo no assunto também pelo seguinte: os encontros de carros antigos estão padecendo da falta de carros dos anos 50 e antes. Já escrevi sobre isso aqui em outro post. Os motivos são vários, mas se não falarmos sobre eles, a garotada que vai aos encontros só vai aprender a gostar de Dodge, Maverick, Gol à ar, Fusca, Kadett e Escort e a achar que anos 50 é só Cadillac e carros de “tiozão”. Essa onda, de trazer carros ruins, novos ainda de mais e sem charme aos encontros, chamo de “renovação carismática” do antigomobilsimo, e está bagunçando certos coretos. Acredito pois que falando do Ford Shoebox dou minha contribuição para quem chega agora não achar que tudo que está ali no encontro é um clássico por si.

Antes de começar, uma pequena consideração.

Os americanos dividem também os Fords de várias maneiras, inclusive por períodos históricos. Um grupo bem conhecido são “Early Ford V8s”, que compreendem os Fords com motor flathead V8 fabricados entre 1932 e 1954, inclusive.

De qualquer maneira, este grupo é, além do motor, bastante heterogêneo. Entre tantos clássicos com suas infinitas particularidades, poderíamos ainda dividir esse conjunto entre os carros que Henry Ford construiu e os que ele não construiu. E ele, afinal, participou do projeto do Ford 49?

Bem, Henry Ford sofreu um derrame em 1941, o que obrigou seu filho Edsel a comandar a empresa durante o esforço de guerra, notadamente na produção dos bombardeiros B-24, contratados pelo governo americano. O início da produção foi um desastre, cheio de problemas e adversidades. Talvez por isso a saúde de Edsel tenha piorado bastante e ele venha a falecer, prematuramente, em 1943. O velho Henry, debilitado e cansado com seus 80 aos de vida, reassume a empresa. Óbvio que isso poderia comprometer o esforço de guerra. O então presidente Roosevelt considera até nacionalizar a Ford a fim de evitar o pior. A Ford era o caos e isso era ruim para a guerra. É aí então que a Marinha Americana manda o jovem Henry Ford para casa para assumir o controle da empresa. Mas o avô não aceita. Sua esposa, Clara Ford, argumenta com o marido por meses, a fim de que ele permita o neto assumir a presidência da Ford, sem sucesso. O cansado Henry Ford só cede quando a viúva de Edsel, Eleanor, ameaça vender sua considerável participação na empresa. Assim, Henry Ford passa adiante a coroa ao neto, em setembro de 1945.

Que vai comandar a nova Ford com a ajuda dos “Whiz Kids”, grupo de executivos liderados por Tex Thornton, uma fantástica task force da época dos B-24. Finda a guerra, eles decidem permanecer na Ford e ajudar a recuperar a empresa, mas isso é assunto para outra hora…

Henry Ford não deu pitaco substancial nos Fords 1949, nem tinha condições para tanto. Consta que ele e Clara foram convidados a conhecerem os dois modelos de argila tal qual aprovados pelo comitê de Ernie Breech. O que eles viram foram dois sedan Fordor esculpidos em argila no tamanho real, escala 1:1. Clara Ford ficou tão admirada com o que viu que, achando se tratar de automóveis prontos, levou a mão em uma maçaneta da porta que veio a cair no chão. Pelo que sei, esta foi a maior contribuição de Henry Ford ao projeto. Se houveram outras, ninguém naquela sala estava a fim de saber. A época de Henry Ford estava, há muito, superada.

Sobre as fotos de hoje. São cliques sobre os bastidores da propaganda oficial. Mais ou menos o Photoshop da época! Veja o que os caras estão fazendo: colocando sacos de areia dentro do cofre do motor! E para quê? Ora, para rebaixar os carros! A Ford queria neles a imagem do futuro, da novidade. Estilo era tudo e um saquinho de areia sempre ajuda no apelo esportivo, certo? Pois é, eu pretendo fazer o mesmo com o meu, mas de outra maneira. Se até a Ford os considerava mais bonitos rebaixados, quem sou eu para discordar? Hein? :)

Abraço!

1949 Ford lost photo sessions – 1

O amigo Luiz Sampayo já me deu o toque: navegue por outras águas, descubra e aprenda mais sobre outros cenários do automóvel, estão aí os argentinos e europeus, e eu ainda emendei concordando, lembrando dos australianos. Mas Luiz, como disse Anatole France: sou claro como o regato, por isso pouco profundo! Mas, com a ajuda de amigos como você, isso com o tempo e a seu tempo, melhora.

Sobre automóvel, aliás qualquer assunto, sou realmente singular. Um de cada vez. Não consigo descansar enquanto o assunto ainda me fascina. Por isso raramente me ocupo de duas coisas ao mesmo tempo. Se leio Jorge Amado, serão 3 ou 4 livros de uma vez. Quando descobri o chesse cake de cassis fiz dele minha sobremesa por 2 anos. E sobre automóvel, bem, sempre um de cada vez. Na época do Dodge Dart mergulhei de cabeça no assunto, construí em html (blog nem sabia que existia) o site www.dodgedart.com.br, brincadeira que me tomou seis meses de trabalho madrugada a dentro. Com o Camaro foi a mesma coisa, mas isso foi depois deste blog aqui. Aí veio o Ford e, bem, já estou nessa há mais tempo do que com qualquer outra coisa de que tenha gostado na vida, excetuando minha esposa. Como ela, o Ford não se esgota em surpresas e a admiração é crescente, em que pese se situarem em dois planos bem distintos de minha afeição.

Eu adoraria ter tempo para reunir num só artigo tudo o que aprendi e li sobre os Fords 1949/51. Não tenho nada de novo a acrescentar. Minha contribuição seria juntar as fontes, organizar as informações. E em português para pelo menos o pequeno Tales ler um dia.

Se você sabe pouco sobre o desenvolvimento deste carro em particular,  talvez esteja se perguntando o por quê deste interesse e se o assunto suscita um tal esforço mesmo. No caso do meu querido Shoebox sim, a sua história têm diversos protagonistas, homens habilidosos e motivados, comprometidos com a missão de salvar a Ford. É graças a eles, é bom que se diga, que você e eu hoje podemos curtir Mustangs e Thunderbirds, para citar apenas alguns ícones. E olha que estas palavras não são minhas, mas de um jornalista experiente que escreveu a respeito.

A história do Novo Ford para 1949 poderia ser contada a partir do nascimento da Ford Motor Company e pela maneira como sempre foi administrada. Há um fio condutor aí, desde a constituição da empresa em 1903 até o início de 1946, quando seu prejuízo operacional, em valores da época, era de 10 milhões de dólares ao mês. Este elo é a maneira como a empresa sempre foi administrada por seu fundador. Quando se dá o vácuo criado pelo afastamento de Henry Ford por graves motivos de saúde, a já ineficiente e obsoleta operação da empresa cai nas mãos de um simples chefe de operações e o truculento segurança particular de Henry Ford, só por que privavam de sua total confiança. Assim resumido este período da história da companhia, talvez não haja como transmitir o senso de urgência e iminente catástrofe com que Henry Ford II teve que ser dispensado pelo próprio Eisenhower do serviço militar a fim de assumir, contrariando a vontade do avô que em primeiro momento não cede completamente, o comando da Ford como seu CEO finalmente no outono de 1946 se não me engano. Por isso que eu penso que o Ford 1949, como ficou conhecido, foi fruto da necessidade maior, e também da sagacidade e criatividade de muitos.

Seu significado para a Fomoco não é o mesmo que terão, anos mais tarde, os Chevrolet 1955, 56 e 57 para a General Motors. Era tudo ou nada, bola ou búlica. Tanto o é que, exceto o motor, todo o carro foi desenhado, projetado, construído e posto à venda no prazo recorde de dois anos e meio. Quem faria isso se não por, digamos, urgência?

É preciso dar muita atenção, quando o dia de escrever sobre isso chegar, ao desenho do Novo Ford para 1949. Que é a parte mais interessante de todo o então chamado projeto X-2900 por sinal. Sem dúvida alguma um projeto original e revolucionário, que eu não acredito mais ter sido influenciado pelo trabalho da Studebaker. Se existem provas em sentido contrário, ainda não as conhecemos. Os homens que em 3 meses desenvolveram a partir de um rascunho no papel não só o desenho mas o modelo em tamanho de 1/4 do original em argila, merecem todo o nosso reconhecimento, em que peso o nome de dois deles só ter sido conhecido, por questões éticas, apenas uns 20 anos atrás.

Mas isso é papo pra outra hora. Eu quero é publicar estas fotos, clicadas em março de 1948 na Flórida.

É o seguinte. O Ford foi lançado em junho de 1948 como modelo 49, numa grande festa no Waldorf Astoria, em Nova York. O segredo era absoluto, total. O risco, imenso.

Estas fotografias só chegaram à tona agora que o Google digitalizou todo o acervo da LIFE Magazine.

São mais de 230 fotografias sobre os três dias dedicados à fotografar e filmar o novo Ford para a pesada e maciça campanha de publicidade que estava por começar. São fotos dos primeiros veículos sendo transportados para a locação, aqui vistos ainda nos caminhões que os transportavam, em sigilo absoluto, para a ocasião. Por este motivo, serem fotos de um segredo que não mais o é, são todas emblemáticas, belíssimas. E muito bem produzidas. Henry Ford não poupou gastos. O mercado sabia que a Ford se mobilizava há anos em um novo carro, mas desconhecia o que ele representava. Como dito, o carro em si só foi apresentado três meses mais tarde, em junho do mesmo ano, num furo de reportagem da Popular Science, conseguido a duras penas em longas negociações com o pessoal da Ford.

As fotos a seguir, esclarecendo melhor, não são as oficiais, mas as que foram clicadas pela LIFE Magazine, que acompanhou a equipa da Agência contratada pela Ford, nos 3 ou 4 dias de locação. Não sei por que, mas a LIFE não publicou estas fotos, pelo menos não estão em nenhuma edição de 1948 ou 49. Se flagraram o segredo, por que não o publicaram? Não sei. Até o dia em que o acervo deles foi parar na rede, as pessoas simplesmente ignoravam esta oportunidade histórica que foi registrada por eles.

Toda essa bateria de fotos não cabe num só post. Eu me dei ao trabalho de baixar todas que consegui, ordenar cronologicamente ou pela locação e vou publicar aqui. Sem isso, é mais material dando mofo no meu HD e, pior, deixo de evangelizar os novos autoentusiastas pela história deste grande carrinho. Por isso, vou ter que separar em 6 ou mais partes esse post.

Para terminar, foi escrevendo este post e  revendo as fotos que acabei de descobrir exatamente onde elas foram clicadas! Quer o endereço completo para ir lá visitar? Foi no número 201 da Trismen Terrace, Orlando, Florida. Como eu descobri isso? Veja o detalhe ao lado. Pelo Google Street View a mansão que veremos em outro post não está mais lá, hoje é um confomínio de luxo. Chata esse internet…

A seguir, os Novos Ford para 1949 chegando para a sessão de fotos que ninguém mais se lembrava ter existido. Atente para a foto em que se vê um modelo 47 se não me engano e um pedacinho de um A. Eles serão colocados lado a lado com os 49 e mais um modelo T para comparar a evolução da família Ford, em fotos que publico mais tarde.

E ai, gostou das fotos? Já te deu vontade de ter um? Estou me esforçando para isso. :)

Abraços!