Arquivo da categoria: Vídeos de carros antigos

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Board Track Racing

Algumas coisas que gosto neste assunto das boardtrackers, que a mesma coisa que falar de Excelsior, Indian e Harley com os pilotos mais loucos, sem juízo e apaixonados que as corridas já viram.

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Acima, as Excelsior, que mandavam nas pistas com as Indians. Por esta época, esqueça as Harley.

Abaixo, alemães se divertindo, recriando as corridas da década de 10 dos 1900 em pleno 2011. Em tempo, o maior motoclube dedicado às Indians está na Alemanha, e não nos EUA.

Nos EUA, board track racer, com câmera on board.

Accident_1.jpg Photo by kuretic | Photobucket

Como eram as corridas, em sua época, nas pistas de madeira. Aguarde para ver a corrida com sidecars… loucos, todos loucos.

Baita blog, em alemão, sobre o cenário ontem e hoje das boartrackers e seus pilotos: http://murderdromecycles.blogspot.com.br/

Oil Rig, outro blog bacana, motos fantásticas. http://www.oily-rag.net/?cat=6

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Occhio Lungo, outro blog: http://occhiolungo.wordpress.com/

 

Onde estão hoje as motocicletas da era de ouro? O que fazem com elas? isso: https://www.flickr.com/groups/veteran_motorbikes/

Abaixo, sequência de fotos, quase todas as motocicletas são Excelsior.

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David A. Smith

Na série dos posts sobre os sign painters, se mantido o critério (sic?), David Smith nem deveria estar aqui. Ele é uma criatura em extinção, sua arte ultrapassa qualquer referência. É absolutamente extraordinário – e divino – o trabalho deste inglês. Arte é proporção. Não imagino fora das telas e do mármore, quem o tenha alcançado em igual valor.

O primeiro filme é a história dele, sua loja, seu trabalho e ferramentas, muitas desenvolvidas por ele mesmo. O segundo, mais recente, é a capa de um disco de um certo cantor de blues que ele fez, mas no computador. Mas, na sequência, cria uma arte em vidro sobre o mesmo tema.

Não tente fazer isso em casa. Não se culpe por não ser capaz de fazer algo assim. Eu tentei, mas é inútil.

Filmes

Estes vieram do ilustre Irapuã. Não sei onde ele consegue isso, mas agradeço por me mostrar.

Sabe, olhando esses filmes me lembrei de Champollion, aquele da Pedra de Rosetta, com os hieróglifos e tal. É que quando ele acabou de decifrar aqueles desenhos estranhos, tudo começou a se mover em torno dele. Paredes, tumbas, frontispícios e estelas, tudo ganhou vida, toda a mensagem de séculos estava agitada, freneticamente, diante de seus olhos, exigindo ser decifrada. O passado ganhou vida diante de seus olhos.

Assim, filmes como este nos falam mais do que simples movimentos. Eles mostram essa coisa estranha que é o passado, do qual a saudade é uma forma de presença – viva, completa, conforme. São as pedras de Rosetta em nosso caminho. Tudo faz sentido, novamente.

Loyd Moore NASCAR movies

Eu nunca tinha sequer ouvido falar sobre a existência desses filmes. Estou com a sensação de que eu fui o último habitante do planeta a tomar conhecimento deles.

Que filmes raros. O nascimento da NASCAR, início dos anos 50, e em cores. Pelo que apurei, todos pertenceram à Lloyd Moore, piloto que correu de 1949 a 1955 na categoria. Moore faleceu recentemente, então como o último remanescente do primeiro ano (1949) do que hoje é a Sprint Cup Series, aos 95 anos de idade. Os videos de seu acervo lembram muito nossos filmes da Praia do Casino, RS, principalmente Daytona em 51 e 52.

Acima, Lloyd Moore segurando uma foto sua em 1947.
Fonte: NYTimes.

Que sensação boa assistir esse material. Não perca. Carros fantásticos (como o lendário Hudson Hornet de Herb Thomas, em cores!) na pista e fora dela, em circuitos hoje lendários, muita ação, capotagens, derrapagens, têm de tudo aí. São sensacionais!

No primeiro filme que assisti, de 1952, esbarrei logo com um Ford 1949 coupé encapetado, descendo o sarrafo nas baratas do pré-guerra! Só depois de assistir tudo mais de uma vez, descobri que este Ford, o vermelho de #59, é o próprio Lloyd Moore. No ano seguinte, o carro ainda é este mesmo coupé, mas pintado de azul e em um dos filmes a seguir, muito amassado dos catilipapos que distribuiu e recebeu pelas pistas.

Já o filme de Grand Rapids no mesmo ano(52), me emocionou. Veja o que era Gran Rapids em 1952! De uma simplicidade profunda! Rústico, singelo, seminal. O mesmo para Charlotte, que mais nos lembra uma pista de motocross do que propriamente a imagem que temos do circuito hoje.

E tem também a cena em Charlotte, quando o Ford de Moore, de lado numa curva engolindo todos por dentro, abre a tampa da mala… o cigarro no canto da boca do piloto em Syracusa, num conversível… muitos detalhes curiosos, pitorescos.

Se você já conhecia os filmes, me desculpe, mas como eu ainda não e não achei muita coisa na internet sobre eles, achei melhor deixá-los aqui. Sempre têm mais um mal informado como eu por aí.

O obituário de Lloyd Moore no New York Times merece ser lido. Os americanos são mestres nessa arte de contar a vida de alguém que morreu. Aqui, uma biografia mais completa. Que vida esse senhor teve.

Mas o assunto agora são os filmes dele. Ei-los!

1952 Grand National Race Daytona Beach NASCAR

1951 Charlotte Race NASCAR

1954 Southern 500 Darlington NASCAR

1952 Southern 500 Darlington Race NASCAR

1951 Grand National Race Daytona Beach NASCAR

1951 Grand Rapids NASCAR

1951 Dayton NASCAR

1956 Syracuse Convertible NASCAR Race

1951 Thompson CT. NASCAR

1952 Canfield Race NASCAR