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Lindóia 2011, algumas fotos

Se você não foi à Lindóia, adivinhe? Não perdeu nada. Ainda mais depois do inventário do Guilherme, no AVA.
Se você ficou em casa, evitou ter que andar muito para ver pouco. Os mesmos carros modelos de sempre. Raros aqueles tão bonitos quanto os que vi, em fotos, no encontro de Nova Milano (RS), mês passado. Sorte do meu amigo Eugênio, que sem gastar cem reais se diverte ao lado de casa muito mais do que eu em Lindóia.
Mas a pior parte não são os carros em exposição, já estamos nos acostumando com a visível deterioração do fator UAU! do que vai exposto ali. Particulramente, prefiro os carros à venda. Como dizia, a pior parte meu amigo, foi comer, fazer xixi e cocô em Águas de Lindóia este ano, e não necessariamente nessa ordem. Continuar lendo

Encontro do Queijão

Semana passada foi overdose de automóvel. Papo na sexta, sábado e domingo, bem regados por sinal. Todos os dias no mesmo lugar, já aquecendo pro 5º Encontro anual que o Nichteroy Clube de Veículos Antigos promove no Queijão, uma conhecida delicatessen aqui em Piratininga.

A coisa funciona assim. O Fernando, dono desta que é a mais antiga deli de Itaipu, se organiza com o pessoal do Nichteroy, Dilson entre eles, e consegue um patrocínio com a Itaipava. Ééé. Aí, cabe a nós levar os carros e consumir o patrocínio até o fim. Esse ano a tarefa não foi fácil, eram mais de 600 latas, mas a turma se esforça, faz o que pode. É a prática.

O encontro é bem organizado mas sem perder sua informalidade. É na rua, sob uma frondosa mangueira. Esse ano a música estava num volume tolerável, e eu quase não ouvi Rock around the clock. E isso é bom.

Acima, Tales e Ryan com seus carrinhos novos e Beatriz, rindo de tudo.

O patrocínio foi tão farto esse ano que, ao contrário dos anteriores, quando a turma se mandava lá pela hora do almoço, neste eram 3 da tarde e parecia que o encontro havia acabado de começar.

Eu fiquei feliz por ter ligado o Camaro depois de quase 4 meses parado. Sim, vergonha, mas a família vêm primeiro e o tempo voa. Discuti com ele uns 3 sábados para fazer o motor virar. Não sei por quê, mas ele só pegou no sábado véspera do encontro. Menos mal, dei uma boa lavada, cera e fui com ele. Boas fotos dele aliás. Gosto muito das vistas traseiras deste carro. A linha de teto, porta e vidro traseiro são um dos conjuntos mais harmônicos que conheço. É uma senhora traseira, quase nada de americano nela.

Eis algumas fotos do encontro.

Abaixo, a Veraneio do Alexandre do Antigos de Itaipu, que eu acho que até premiada em Lindóia já foi. Se não, estão atrasados pois este lindo espécime nunca viu outra tinta que não a da fábrica.

Aqui em São Gonçalo temos os veteranos Amigos do Fordinho. As caminhonetes do Modelo A são minhas favoritas. Eis uma das três presentes.

Abaixo algumas fotos que fiz com o Chevy Bel Air ’55 do Eduardo, a quem conheci no domingo. Em circunstância engraçada. Estávamos conversando, bem cedo antes do furdunço começar. Ele falando de carros, internet e aí ele fala do Camaro, como é bacana e tal e se lembra de que o viu uma vez num blog bem legal que lê frequentemente: este aqui! Bom, isso nunca tinha me acontecido antes e meio se jeito falei que conhecia pois era eu mesmo aqui por trás e tal. Não, ele não pediu meu autógrafo, mas puxou o carro da vaga para eu tirar umas fotos deste que é o mais belo tri-Chevy para mim.

Abaixo o engarrafamento na via principal, na direita. Todo mundo reduzindo para ver este espetáculo que é um encontro de carros antigos.

Salvo engano, foi neste dia que debutou, finalmente, o último projeto do Luis do Biela Quente, uma Kombi cusotmizada com gosto e elegância. Não é só aparência, têm motor parrudo também, by the book dos gringos, mas sobre ele falo outra hora. Mas é o boxer aberto para quase 2.o e dupla carburação. Coisa chique.

Motor do caminhão do abestado que, 4 anos atrás, manobrou com tanto carinho que lebou a lateral do meu carro. Não foi o Camaro, mas o Renault. E eu não dou bom dia para ele até hoje! :)

Isso é legal. O dono da caminhonete Ford 31 acima, o Leonardo, adaptou no distribuidor dela um de Chevette para receber ignição eletrônica. O módulo está sob o painel, e nada das caracterísitcas externas do motor foi comprometido. Habilidoso e orgulhoso, ele me mostra seu engenho e como que, da forma que fez, o avanço manual do Ford A não se perdeu, ao contrário, fucniona tal qual foi desenhado, girando o rotor e não o distribuidor, que é fixo ali no bloco. Brasileiros! Salve!

Olhe pra esse belo Lincoln do nosso amigo Alexandre e me responda rápido: ele, o Alexandre, mede mais de 1.70m ou menos? Olhe bem para o carro dele, é a pista! rsrsrsrs!

Abaixo, o Ford Zephyr do amigo Augusto Mósca. Já falei isso aqui, mas nunca é demais. Este carro ficou anos abandonado numa rua do Fonseca, em Niterói e acreditávamos que seu destino estava selado. Augusto comprou o carro e se dedicou a esmerada restauração. Na verdade, operou um daqueles milagres do antigomobilismo. Inclusive, têm um vídeo do Youtube mostrando a proeza, coisa rápida, não deixe de ver para, assim, você dar o real valor ao raro automóvel que você vê abaixo.

Abaixo, o Dart do Guilherme, um dos mais brabos e enfezados do Rio, sem dúvida. Que aliás está à venda, sem fucinheira nem nada. Não se preocupe, o que você vê escorrendo é apenas água de um selo do bloco… ou lágrimas de um v8 forte.

Esse Impala eu não conhecia. Têm pinta de ter sido resgatado recentemente. Queria ter conversado com o dono, mas o patrocínio tava duro de recusar…

Ano que vêm têm mais.

Confraria Niterói

De tempos em tempos precisamos buscar as origens sob pena de nos perdermos pelo caminho. Quando o assunto é carro antigo, é fácil se perder no meio de tanto egoísmo, vaidade e pedantismo. Ou em grandes sonhos que nos afastam da diversão mais simples e essencial.

Niterói têm uma longa e tradicional história com o antigomobilismo, que remonta aos anos 70 se não antes, preciso confirmar com Seu Izak. Mais recentemente, tivemos um clube atuante e dinâmico, o Biela Quente, mas como tantos outros este também deixou de existir, há uns três anos.

Desde então a minha turma se reúne de forma esporádica e informal, em que pese um excelente encontro só de Dodges que realizamos um tempo atrás. Fora isso, só papo de boteco – nada contra. Com o fim do Biela, vivi minha diáspora particular, errando pelo encontro de outros amigos que não os mais chegados e próximos. Dor de corno do cacete. Absurdo, os carros enferrujando e nós nos ocupando dos problemas da vida, daquele defeitinho do carro, daquela viagem que nunca acontece.

É preciso fazer tudo de novo, sempre.

Umas semanas atrás, logo após ter vindo de Lindóia, mais uma vez fiquei pensando em como pudemos cair nesta armadilha do marasmo, da falta de entusiasmo. Não cabe aqui discutir a utilidade ou não de clubes, apenas dizer que uma experiência que se frustra não deve ser motivo de desistência, mas apenas uma chance de recomeço, fazendo sempre diferente e melhor. Tá cheio de gente nesse país disposta a falar mal de algum clube ou evento de carros antigos, mas poucos capazes de organizar um. São os pseudo-antigomobilistas de merda.

Estávamos então eu e mister Flávio “Batata” Furtado no Catamarã, voltando de mais um dia de trabalho, quando surgiu o assunto. Marcamos para daí uns 10 dias um encontrinho, com duas presenças confirmadas: a minha e a dele. Claro que o resto da entourage toparia, mas estava em cima e isso é sempre um risco.

Fomos escolher um local reservado, e concordamos em fazer a brincadeira na porta da Delicatessen do nosso querido amigo o Toninho, segunda geração de italianos à frente do Via Piaggio, assim batizada em homenagem àquele Piaggio mesmo da Vespa. Tutti buona gente, capisci?

Decidimos enfeitar o pavão com uma camiseta, afinal, é preciso marcar o recomeço com algum estilo. A idéia espalhou e meu amigo Beto “La Bamba” sugeriu patrocínios, e a idéia fechou. Faltou espaço para tanto patrocinador, como se vê, mas é assim mesmo.

E como batizar o petit rendez-vous? A palavra “clube” não podia fazer parte do nome, estamos todos em tratamento alérgico ainda. Batata sacou a idéia de Confraria, rabiscou um desenho e lá fui eu pro Illustrator esboçar a camisa. Gostei, ainda mais depois de ver a gangue toda usando uma.

Digo uma coisa a quem não vai ter o que fazer este final de semana, enquanto o carro apodrece na garagem: valeu todo o pouco trabalho pela muita diversão. Foi um dia du paráio, inesquecível, com muitos amigos, muito bom papo, boa música, Itaipavas Premium estupidamente geladas e, enfim, carros antigos, V8, ronco, barulho, cheiro de gasolina. Qual sua idéia de felicidade?

A receita é velha como a de pão de queijo, mas vale relembrar: para se participar e realizar um encontro é preciso desprendimento, espírito de doação, humildade, companheirismo. Se tu quer ser um f.d.p., não participe. Passe longe, vá jogar tênis, golf, mas não atrapalhe coisas simples como esta. Dó de quem discorda, mas eu respeito, desde que fique longe.

Enfim, todo esse papo furado para contar que quando se quer, dá certo. Carros deveriam servir também para isso, para nossa alegria e união, e não o que se vê muito por aí.

Eis algumas fotos. Não se ligue muito nos carros, eles não foram tão importantes assim neste domingo, 2 de maio. O dia em que se reuniu pela primeira vez a Confraria Niterói.

Qual o próximo passo? Irmos para o encontro do Clube de Búzios. Carros na estrada, cadê meu long board?

Quer coisa melhor?

Ilha das Flores – 4

Numa atitude generosa, o Autorelíquias por alguma razão resolveu fazer uma singela homenagem a nós e ao Camaro, não necessariamente nesta ordem. Em tantos anos, foi a primeira vez que recebi este tipo de reconhecimento. Nunca tinha dado falta destas coisas, mas agora que aconteceu pela primeira vez, confesso que fiquei muito feliz por tê-la recebido, ainda mais por ser do Autorelíquias, clube que admiro profundamente. É apenas um gesto, mas eloquente, principalmente por que não foi endereçado ao carro somente. Adorei, Autorelíquias. Principalmente por que Alessandra, Tales e a pequena Beatriz, debutando em seu primeiro encontro de automóveis antigos, estavam lá. Obrigado.

Ilha das Flores – 3

Olha o Ford que encontramos na Base dos Fuzileiros Navais na Ilha das Flores. Só a Marinha do Brasil…

Um GPA do qual não devem existir muitos por aí. Acho que ano passado tinha um em Lindóia, não sei se das Forças Armadas ou não. Este está impecável claro, afinal é a Marinha do Brasil.

Ilha das Flores – 2

Na Ilha das Flores finalmente consegui, pela primeira, vez, sentar ao volante de um Hudson, no caso, este lindo modelo do Paiva que, infelizmente, está à venda. Quase com certeza é um Peacemaker 6 1951, pelas lanternas traseiras, pois não fotografei os frisos laterias…

Detalhe para a antena retrátil, através do botão no teto que permite que ele seja rebaixada e encaixada na frente do pára-brisa. Gostei muito do altímetro, acessório dos mais bonitos e charmosos. O botão de buzina, para o qual eu nunca tinha atentado, é uma obra de arte. O efeito, impossível de ser capturado em fotografia, é de profundidade, um 3D da época. Coisa linda.

Eu não sabia, mas o emblema dianteiro do Hudson acende com as lanternas… olha que coisa bacana.

Aos interessados, fiquem tranquilos, não vou poder comprá-lo agora, estou sem espaço na garagem…

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Ilha das Flores

Os amigos do Autorelíquias, tradicional e querido Clube aqui de São Gonçalo, RJ, surpreenderam a todos quanto puderam comparecer ao encontro que eles organizaram na Ilha das Flores, dentro de uma antiga Base de Fuzileiros Navais, no dia 25 de abril último.

O lugar é maravilhoso, enorme, bonito e seguro. Para se ter uma idéia, se quiserem e tiverem o apoio necessário, ali pode ser organizado um encontro do tamanho de Águas de Lindóia, com fácil acesso a qualquer visitante do país via Ponte Rio-Niterói. Sim, a afirmação é impressionate, mas o lugar também o é. Hoje um Museu dedicado à história da Imigração Brasileira, a antiga Base da Marinha é um convite a reuniões do tipo. Este encontro foi muito agradável, com fartura de entretenimento para as crianças e adultos. Graças ao Autorelíquias e ao Almirante em comando, que infelizmente não tive o cuidado de registrar o nome, foi um domingo inesquecível.

Nas primeiras fotos sobre o encontro, a ida para a Base, que rendeu algumas boas fotos.

Agora umas fotos do incrível envento do Autorelíquias, no lugar mais interessante e apropriado que eu conheço para um grande evento em todo o Rio de Janeiro.

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Lindóia ’10 Swap Meet – 2

Carros que gostei, fotografados da posição exata que uma baita dor na lombar me permitiu, após 12 horas em pé: ereto. Portanto, não me acuse de preguiça, foi por necessidade mesmo que cliquei os carros assim. De pé.

Eu sei que Photoshop na mão de curioso é como sal na mão de quem não sabe cozinhar: estraga a comida. Mas eu não resisto aos efeitos.

Os outros posts de Lindóia 2010 estão aqui.