As concessionárias resolveram, há quanto tempo, esconder do cliente o acesso às peças do seu automóvel? Era como loja de brinquedos: pegue, sinta, toque, admire, compre. Hoje, balcão nu, um sujeito estressado atendendo você e as seguradoras ao telefone, um código, um toque no teclado, um elevador com a peça, um cartão de crédito – próximo.
Eles perderam o orgulho de suas pastilhas de freio, ou reconhecem que não há nada de interessante a ser exibido?
Clique sem dó nas fotos, elas são realmente muito grandes.
Ford Baker Motor Co. em 1936.




















Alguma coisa se perdeu ao chegar no atual marketing! O visual era a continuidade do “compro agora” ou” vou lembrar para comprar mais tarde”. Ficava na mente! Porque será que tudo que é “moderno” é o que vale?
Quando levo meu Jeep na oficina, o bom mesmo é poder ver as transformações ocorrendo. Mas infelizmente nas autorizadas já não ocorre o mesmo…
Abraço!
Sim, tudo não é mais como era. A questão portanto é entender o motivo.
O motivo é que mudaram os motivos,
Em princípio os automóveis de hoje são quase descartáveis e rapidamente foram deixando de ser um patrimônio familiar para resumir-se a apenas um meio de transporte com vida útil determinada.
Assim, o proprietário de hoje não se interessa e portanto não conhece seu carro, Interessa a ele apenas o que é necessário para fazer andar e leva-lo onde precisa. Com isso não é preciso saber como são ou quando muito sabe-se apenas para que servem as peças.
A miniaturização de componentes reduziu os espaços necessários de estocagem das peças mas o volume de veículos rodando os ocupou multiplicados por quantidades. Controles de estoques, sistemas ‘just-in-time’ etc. profissionalizaram os atendentes para servir rapidamente e eficientemente, relativizando o contato/relacionamento com o consumidor. Passamos a ser apenas UM cliente, deixando de ser O cliente ‘senhor fulano de tal’.
Como mudaram os carros com a evolução e tecnologia, mudaram as concessionárias e lojas de auto peças. E mudamos nós como consumidores.
É mais prático e eficiente.
Particularmente penso (e provavelmente a imensa maioria dos que frenquentam este blog) que não haveria nada como a oportunidade de ir a uma loja como essa das fotos. Não tenho dúvidas que é isso que me faz um ‘rato’ de feirinhas de peças nos encontros de que eventualmente participo.
É a esperança de encontrar ali o Santo Grahal de cada um de nós antigomobilistas.
Conclusão: Acho que estou ficando velho,..Mais que um antigomobilsta, um antigomotorista.
Antigomotorista. Esse será o apelido deste blog, doravante.
Tem várias “lojas de peças”, claro que não são autorizadas,concessionárias, com look das antigas aqui em Santo André, não sinto tanta saudade assim !
Sim, mas alguma têm um stand da Ford para o modelo/ano/linha 1951? ;)
Evidentemente que não, mas parecem aquelas “trattorias” italianas com queijos, copas, salames, pendurados, expostos…
Essa a atracão! Prove, teste, compre!