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Ilha das Flores

Os amigos do Autorelíquias, tradicional e querido Clube aqui de São Gonçalo, RJ, surpreenderam a todos quanto puderam comparecer ao encontro que eles organizaram na Ilha das Flores, dentro de uma antiga Base de Fuzileiros Navais, no dia 25 de abril último.

O lugar é maravilhoso, enorme, bonito e seguro. Para se ter uma idéia, se quiserem e tiverem o apoio necessário, ali pode ser organizado um encontro do tamanho de Águas de Lindóia, com fácil acesso a qualquer visitante do país via Ponte Rio-Niterói. Sim, a afirmação é impressionate, mas o lugar também o é. Hoje um Museu dedicado à história da Imigração Brasileira, a antiga Base da Marinha é um convite a reuniões do tipo. Este encontro foi muito agradável, com fartura de entretenimento para as crianças e adultos. Graças ao Autorelíquias e ao Almirante em comando, que infelizmente não tive o cuidado de registrar o nome, foi um domingo inesquecível.

Nas primeiras fotos sobre o encontro, a ida para a Base, que rendeu algumas boas fotos.

Agora umas fotos do incrível envento do Autorelíquias, no lugar mais interessante e apropriado que eu conheço para um grande evento em todo o Rio de Janeiro.

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14 comentários sobre “Ilha das Flores

  1. Roberto Cesar dos Santos

    Caro Nik
    Desta vez,voce se superou. Concordo em genero, numero e grau. Lindo lugar.
    Lembra algumas bases norteamericanas que a gente so ve em filmes. Meu pai
    ficaria emocionado com esta mostra. Lembro dele me contar historias da Ilha
    das Flores, quando de sua passagem pela Marinha, no posguerra. Pretendo um
    dia visitar o local e dedicar um momento a memoria dele nos melhores anos de
    sua vida. Grato, Roberto.

  2. rafael bruno

    belo local mesmo!

    ps: prefiro o layout antigo do blog..tá meio confuso esse!

  3. Carros Antigos Autor do post

    Rafael, tô testando! Calma que vou arrumar uma solução! Mas obrigado pela opinião. Muito importante.
    Roberto, encontros como esse me deixam feliz e recompensado por publicar minhas coisas. Você é do Rio? Se sim, vá lá na Base no sábado, o acesso é franco e você vai se encantar com o lugar. É realmente maravilhoso.

  4. Guilherme

    Nik, em uma provável mudança no blog, não se esqueça de que muitos dos seus leitores já tem idade avançada e vista cansada!

    Recebeu as fotos dos Nash?
    Abraço,

  5. Carros Antigos Autor do post

    É, eu sei. Não quero mudar por mudar, mas para organizar melhor alguns posts antigos e algumas cousas que eu pretendo escrever, no futuro.
    Também achei uma porcaria aquele template e desisti. Voltei a este que funciona e depois eu dou um jeito.
    Mas obrigado pela dica.
    Acho que recebi um email seu sim, vou ler mais tarde. Abraço!

  6. Nanael Soubaim

    Diga o que quiser a turma do “hai-hai-hai mil, vai pra gora do Brasil”, essas bases são uma garantia de organização e segurança, no mínimo. Aqueles Fusquinhas estavam em casa, já que o modelo nasceu na verdade para uso militar. O pequeno deve estar contando histórias sobre o lugar para os colegas até hoje… Aliás, o tratamento térmico das chapas e vigas desses veículos dá uma conversa interessante.

  7. Francisco José Pellegrino

    Adorei as fotos…o lugar deve ser muito lindo, os veículos militares, o Tales vai lembrar disto pelo resto da vida dele, o Nanael poderia explicar melhor para a gente as chapas de aço de uso militar, pois só conheço o aço forjado q era feito em Campinas para os canhões russos….enfim que lugar lindo….aqui em Sampa não tem nada disto, o acesso a Base Aérea do Guarujá é impossível, os quartéis militares nem pensar….

  8. AGB

    O Volkswagen não foi desenvolvido para uso militar, pois o projeto era específico para motorização civil. Sua adaptação às necessidades bélicas foi fortuita devido ás necessidades de transporte nos teatros de guerra. Inicialmente as autoridades militares tinham grandes reservas a respeito de seu comportamento em ação, pois seria um veículo muito frágil; os combatentes, entretanto, adotaram com entusiasmo o “kubelwagen” e praticamente impuseram sua fabricação. Aliás, há muito equívoco a respeito da indústria alemã e seu envolvimento na produção de armamentos. A partir de 1942 é que as fábricas empenharam-se totalmente no esforço de guerra e o ápice de rendimento só foi alcançado em 1944.

  9. Carros Antigos Autor do post

    Informação interessante, AGB. Não sei da história do fusca a ponto de discutir isso, mas sobre o caráter fortuito tenho minhas dúvidas. Pelo que sei, o fusquinha foi idéia do Hitler para colocar as massas sobre rodas. A Alemanha de 1920/30 tinha a menor relação de carros por habitante da Europa, comparando-se aí com os países ricos ao seu lado. Sei ainda que a fabricação para o mercado civil só acontece depois da guerra, com administração dos ingleses, certo? Jogando areia na poupança compulsória (?) do alemães que aderiram ao plano do carro próprio do Füher, lá em 31 salvo engano.
    Durante a guerra, AGB, é que eu não sei nada de como, quando e por quê eles usaram o wagen aí. Mas me confunde a afirmação de que apenas partir de 42 a Alemanha realmente se empenhou totalmente na produção de aritgos bélicos induzindo a produção do fuca. Me confunde ainda que combatentes tenham imposto qualquer coisa, pois, em se tratando de um estado fascista, beligerante e militarizado, isso me parece improvável. Nada ali acontecia por acaso, foi tudo rigirosamente planejado até o limite dos recursos, como aliás são as guerras.
    De qualquer forma, estou curioso sobre estes fatos, vou pesquisar melhor.
    Abraço, Nik.

  10. Nanael Soubaim

    Pois é do Fusca definitivo que eu falo, meu caro. Me consta que Porsche realmente idealizara um carrinho para uso popular, desses que em trinta anos seriam esquecidos, mas conhecendo a psicologia daquele pústula ordinário, e tendo dado ao exército os testes mais duros, acredito realmente que Hitler já imaginava uma Alemanha onde todos os adultos fossem militares e todos os veículos construídos para as necessidades inerentes. Ele só não imaginava que o Volks Wagen iria ajudar a Alemanha a sair do trauma pós-guerra, que não era sequer cogitado na época.

    Francisco, a maior parte do conhecimento metalúrgico ainda é empírico, nisto se descobriu que três ciclos seguidos de aquecimento e resfriamento rápido (não necessáriamente têmpera, que é resfriamento brusco) refinam a granulação do aço, chegando a triplicar a resistência, em casos extremos. Um quarto ciclo faz os grãos voltarem a crescer, então estraga tudo. É mais um menos como receita de bolo, quanto mais refinados e uniformes forem os ingredientes, mais macio e consistente será o resultado. O problema é que (e mesmo assim acredito que conpensaria, pela economia de material) ainda é caro; ainda, pois logo a demanda de aço obrigará o uso em grande escala desta e outras técnicas, como a hidroformação de tubos usada no Corvette. Basta imaginar um Cadillac 1959 completo pesando uns 1250kg, no máximo, e terá uma idéia do que o uso de técnicas militares em larga escala faria pela indústria.

  11. AGB

    De que países ricos você fala? Não confunda as dificuldades econômicas da Alemanha após a Iª Guerra e durante a crise de 29-32 com sua imensa capacidade produtiva. Quando saiu da depressão, recuperou o 3º lugar no PIB mundial e tornou-se o maior produtor de automóveis depois dos EUA. Porsche projetou o VW antes do partido nazista assumir o poder mas não encontrou quem se dispusesse a fabricá-lo. Apresentado a Hitler, este se entusiasmou e decidiu usá-lo como peça de propaganda do regime, alem de reforçar o apoio do povo alemão oferecendo um veículo acessível a todos. AGB

  12. AGB

    Nas condições políticas da Europa dos anos 30, qualquer produto seria considerado para uso bélico. O Volkswagen tambem, o que não quer dizer que fosse projetado especialmente para isso. Só em 1938 Porsche foi solicitado para desenhar um modelo específico para transporte militar, o futuro Kubelwagen, cuja produção efetiva iniciou em 1940, após extensos teste de campo e de combate. AGB

  13. AGB

    Lembre-se que o esquema de poupança (Sparrkarte) para adquirir um KdF (nome do VW na era nazista) iniciou apenas em 38 e não foi compulsório. A disputa judicial em torno desses valores só se resolveu vinte anos após a guerra. Por outro lado, o regime hitlerista nunca foi muito eficiente do ponto de vista econômico. Ao usurpar o poder em 33, o partido não tinha a menor noção do que deveria fazer exceto dominar a sociedade. A disciplina e a organização naturais dos alemães é que produziu o desenvolvimento observado, sem esquecer que o país já era altamente desenvolvido antes da Iª Guerra Mundial. Mas cada setor funcionava sem muita coordenação ou atendendo a seus interesses particulares, daí o engajamento bastante ambíguo na produção bélica. A única coisa que os nazistas faziam razoavelmente era a propaganda. AGB

  14. Carros Antigos Autor do post

    AGB, tu precisa conhecer meu pai, vocês terão papo para muito tempo!
    Sim, o esquema de poupança não era compulsório, verdade. Não sabia que isso tinha sido resolvido nos tribunais após a guerra terminar! Que loucura!
    Grandes informações, AGB.

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