A GM do Brasil vendeu sua alma. Sabe pra quem?

Soube ontem que a GM do Brasil vendeu, na surdina, a portas fechadas e a preço de banana, todos os veículos que formavam seu acervo histórico e estavam emprestados ao museu da ULBRA, que todos sabemos o fim que teve.

Sobre isso, antes de me alongar mais, me vêm à lembrança o ensinamento de George Santayana:

“O progresso, longe de consistir em mudança, depende da capacidade de retenção. Quando a mudança é absoluta, não permanece coisa alguma a ser melhorada e nenhuma direção é estabelecida para um possível aperfeiçoamento; e quando a experiência não é retida, como acontece entre os selvagens, a infância é perpétua. Aqueles que não conseguem lembrar o passado, estão condenados a repeti-lo.”

A história é a seguinte: em um leilão particular, no último dia 3 de setembro, a GM do B passou nos cobres automóveis raros e importantíssimos para sua memória e da identidade automobilística nacional. Como na matriz, repetem a falta de apego, valor e identidade, tão em evidência em um mundo marcado pelo materialismo, o hedonismo e o egoísmo.

Para continuar lendo, clique no link abaixo, por favor.

A história veio de fonte confiável e não parece ainda ter ganho o destaque que merece, eu acho. Ou realmente não há mal algum em uma grande empresa, que lucrou uma fortuna em décadas de atividade no Brasil, vender a preço vil carros que compõem aquele tal do patrimônio imaterial, subjetivo, do qual toda empresa séria e preocupada com a melhor governança corporativa deveria honrar, a qualquer preço. Falando de preço, sabe quanto eles auferiram nessa negociata? Menos do valor equivalente a seis modernos Chevrolet Captiva. Isso mesmo, venderam sua alma por 30 moedas de cobre, se me permitem a comparação.

Os carros leiloados foram uns 30, entre eles os primeiros e últimos exemplares da linha Opala (um modelo 1969, um 1972 cupê, um 1988 cupê – o último montado – e o famoso 1992 Collectors, o último deles), Chevette (um modelo 1973 e outro 1993, ambos zero kilômetro), Monza (um 1982 hatch, um 1983 quatro volumes, e os dois últimos montados, 1996), Omega (um 1992 GLS zero kilômetro e o último nacional, 1998), Kadett, Celta,Vectra (inclusive um Medical Car, com motor V6, usado num campeonato de Stock Car) e mais alguns caminhões e picapes, a grande maioria ou com pouquíssima quilometragem ou então que nunca rodaram.

Parece que alguns destes carros foram doados à GM, que até o dia 3 ainda parecia ter a preocupação de manter e preservar sua história, como aliás falei aqui, outro dia. Mas os ventos mudam rápido e desta vez não têm volta. Todos os carros foram vendidos para um grande Concessionário da marca, em São Paulo, e seu futuro é incerto.

É isso que devemos temer, em que pese a impressão de que este fato não terá impacto algum em nossas vidas. É a falta de visão histórica, sensibilidade e orgulho, que destroem as pessoas, famílias, empresas e países. É disso que Santayana nos fala, como tantos mestres antigos. É o dinheiro pelo dinheiro, a falta de amor às coisas, de carinho e apreço pela herança fruto do trabalho de outras gerações que têm colocado o mundo no buraco em que está. Aí não há progresso, há retrocesso.

Nem se diga que a GM faz isso soberana, posto que a história é um dos elementos constitutivos da memória de um povo e por isso mesmo deve ser preservada a qualquer custo, principalmente por quem têm as melhores condições para tanto. Se ainda o fizesse para preservar empregos, vá lá, mas certamente o fez como um favor entre executivos que hoje comandam uma indústria de automóveis e amanhã uma rede de pizzas e tudo se resume a dinheiro.

É uma pena. Uma triste notícia ver este acervo acabar assim. Que exemplo, GM do B! Vocês são uam empresa de meia tijela, merecem estar onde estão, atolados até o pescoço!

About these ads

48 ideias sobre “A GM do Brasil vendeu sua alma. Sabe pra quem?

  1. Mário Buzian

    Assino embaixo e endosso todas as suas palavras, meu caro colega !!!
    estou revoltadíssimo com essa estória, e custa-me acreditar que uma empresa, que fez até campanha para arrecadar material para compor um acervo histórico, algo sempre muito desejado, mas nunca visto por aqui, acabe RIFANDO por meros 30 dinheiros seus veículos de valor histórico incalculável…
    Já desconfiava disso, quando eu vi em um dos leilões da Ulbra, um protótipo do que deveria ser o Opala, caso continuasse a ser produzido, feito em resina, e sem interno e motor, que estava sendo ofertado com lance mínimo de cinco mil reais, e mesmo assim continuava encalhado, até a semana passada.
    Como podem 30 automóveis históricos serem vendidos por menos valor do que uma cegonha com meia dúzia de Captivas ??
    Só para constar, o leilão foi aberto apenas aos concessionários Chevrolet que tem categoria Top Plus, ou seja, 35 lojas, feitos via internet online, e mesmo assim somente 16 manifestaram algum interesse no acervo. Boa parte desses carros foram a um concessionário, de SP Capital, e não se sabe o que eles farão com a compra. Especula-se que irão revendê-los, e com bastante lucro, certamente, pois não faltarão ávidos interessados em colocar essas raridades em suas garagens disfarçadas de estantes, com acesso restritíssimo…
    E quem não gostaria de ter consigo o primeiro e/ou ultimo modelo de carros que fizeram história por aqui ???
    Até o Celta azul, chassi 000001, foi pra banha…e olha que ele é um carro do século XXI !!!!!
    Inacreditável…
    Meus parabéns GMB por ter cuspido no prato que comeu, e ainda bem que eu não colaborei mais com a empresa de vocês, imagino o que ex-funcionários, amantes, fanáticos e adeptos da marca devam sentir ao saber disso…
    Nik, vou trocar o meu Celta por qualquer coisa que não use gravatinha como emblema, assim como já o fiz na semana passada, ao optar por um Ford Fiesta zero km. ao invés de um produto Chevrolet.
    Quem sabe o sr. Ardila possa guardar um recém-lançado Agile para a posteridade…Aposto que nem sendo hermeticamente envelopado e completamente seco de fluidos e sem uso ele dure mais do que dez anos…

  2. Luís Augusto Malta

    Amigos, concordo com vocês e acho uma pena o que a GMB tem feito com sua história nos últimos 10 anos. Sempre fui um “Chevymaníaco” na infância a adolescência, aquele cliente que – com um mínimo de cuidado – a marca manteria cativo pela vida inteira. Fui um apaixonado pelos Opala e Omega, até hoje defendo que o Corvette é tão bom quanto qualquer esportivo europeu (mas custando metade do preço), acho o Camaro melhor que o Mustang, que Bel-Air e Impala são sinônimos de conforto… enfim! Na minha lua-de-mel em 2005, dei um piti porque queria alugar um Cavalier e o cara queria me empurrar um Honda Civic ou o Focus – que, admito, eram muito melhores – e acabei conseguindo um cupê lindo de morrer.
    Mas, mesmo as mais cegas paixões vão cedendo a tamanho descaso, tamanha falta de respeito com seu público. Comprar um carro da GM tem sido um ato de insensatez há uns 10 anos, mas ainda havia o imaginário (lembro de uma propaganda que dizdi que a Chevrolet se orgulhava de produzir os carros que o brasileiro queria ter) e aquele sentimento indefinível de estar se reportando às suas origens. Depois dos últimos acontecimentos, comprar um GM não pode ser mais taxado de insensatez, passou a ser pura insanidade!

  3. Bento

    Qual foi o concessionário que arrematou esses carros?

    Essa história é para mogoar e revoltar qualquer um que goste dos carros Chevrolet. E pensar que a alguns anos atrás houve até um boato que a GM faria um museu lá em São Caetano do Sul, parece que apoiado pela prefeitura, mas como todos sabemos (e agora eu tenho certeza porque) o negócio não vingou. Com certeza a GM nunca pensou em gastar um tostão com algo do tipo.

    Mas sendo realistas, qual seria o interesse da GM em preservar os automóveis que ela fabricou no passado???

    Se fosse para homenagear as pessoas que deram o sangue para projetá-los, fabricá-los e até vendê-los já seria bom, mas todo mundo sabe que a GM não dá a mínima para quem lá já trabalhou e se aposentou. Deixem que esses velhos se danem! deve pensar o Sr. Ardila

    Se fosse para comparar com o que atualmente é fabricado, também não faria sentido, pois as trapizongas e marmotas que saem das linhas de montagem de São Caetano, São José dos Campos e Gravataí ficariam envergonhadas com a qualidade que tiveram o Opala, Chevette, Monza, Kadett e até mesmo o Omega, que agora são tratados como lixo pelo próprio fabricante…

    Se eu não fosse um fanático pela Ford (que infelizmente no Brasil também está pouco se lixando para sua história) também nunca mais colocaria um Chevrolet na garagem. Aliás, nenhum fabricante nacional de automóveis merece essa consideração. A gente gosta dos carros que eles fabricaram de teimoso mesmo.

    A GM morreu, no Brasil aparentemente ainda está agonizando. Se não fosse o governo americano, que a transformou na maior empresa estatal de automóveis do planeta hoje ela estaria inteira dentro de um museu.

    Acho que seria um fim mais digno.

    Bento

  4. Mário Buzian

    Bento,

    A GMB realmente teve um projeto para fazer um museu em S.Caetano do Sul, inclusive a prefeitura doou uma área na av. Presidente Kennedy para tanto…O problema é que uma associação de moradores da área entrou com um recurso suspensivo, que ficou rolando por longos dez anos ( a área doada era uma praça pública), e depois disso a ULBRA entrou na jogada, e a GMB decidiu apoiá-los e enviou todo o seu acervo para Canoas.
    Eu mesmo participei de todas essas fases, estava lá desde o começo, quando o Sr. Emaús, que foi o responsável pelo projeto, juntamente com o Sr. André Beer, que era o vice-presidente, decidiram montar a área descrita para a construção do que seria o museu.
    Tenho alguma documentação a esse respeito, e estou procurando para escanear e posteriormente enviar ao blog. assim que tiver tudo pronto, eu mando.
    Quanto ao concessionário que arrematou a maioria dos carros, não vou divulgar o nome aqui para fazer propaganda, mas sei que eles tem 4 lojas, sendo duas na capital paulista (zona norte) e duas no litoral paulista.
    Em relação aos ex-funcionários, ao contrário do que o amigo disse, existe sim uma preocupação social para com eles, e afirmo isso porque tenho um tio-avô que começou como aprendiz nos anos 30, e se aposentou em fins dos anos 80, e construiu toda uma vida por lá. Até o seu falecimento, ocorrido h[a uns cinco anos atrás, ele se encontrava com outros amigos ex-funcionários religiosamente a cada semana, e eu mesmo já acompanhei alguns desses encontros, muito emocionantes por sinal, nas dependências do Clube da GM que fica ao lado da empresa, na Av. Goiás, em SCSul, SP.
    Concordo inteiramente com o Malta e contigo no que diz a respeito dos carros atuais da GMB, e somente um bobo idiota apaixonado pela marca (como eu fui, até a semana passada) poderia comprar novamente uma tralha que eles tentam empurrar ao consumidor brasileiro, goela abaixo…

  5. Bento

    Mário,

    Não conhecia a história do que seria o Museu GM em São Caetano, legal você ter esclarecido o que realmente aconteceu. Só acho que para a GM Brasil, não seria assim tão difícil comprar um terreno e construir um local para abrigar seu acervo. Mas agora isso não importa, já se desfizeram de tudo mesmo…

    Parece que até mesmo nos EUA eles queriam leiloar cerca de 200 carros do Heritage Center. O que aconteceu???

    Abraços,

    Bento

  6. Mário Buzian

    Bento,

    Eu novamente concordo contigo, a GMB poderia ( e deveria) se não comprar um terreno para o Museu, ao menos reservar uma área para a construção do mesmo, e recordo que a alegação deles naquela época era a de que o empreendimento iria gerar mais turismo ao município, e porisso o mesmo deveria arcar com o emprétimo do terreno…
    Vou te adiantar que caso o museu tivesse sido feito em SCSul, ele seria nos mesmos moldes do Heritage Center, ou seja, algo de primeiro mundo, assim como foi o da Ulbra, pois o Sr. Emaús viajou o mundo inteiro visitando todos os principais museus de carros, e anotando as boas e más soluções de cada um deles, e nos anos 90 a verba para o empreendimento já tinha sido aprovada.
    Não poderia afirmar com certeza, mas tenho a impressão que boa parte da construção do prédio do Museu da Ulbra foi bancado com dinheiro enviado pela GMB para manter o seu acervo.
    Em relação ao Heritage Center, na verdade a GM matriz irá se desfazer aos poucos de alguns carros que já tem em modelos repetidos, e outros protótipos que não foram considerados de vital importância para exposição, isso porque eles tem no mínimo uns 500 veículos para expor…
    Bem diferente de nós, que tinhamos menos de 50 carros…
    A título de curiosidade, pergunto aos amigos: o que será feito da Chevrolet Brasil 1959 que foi rodando daqui até Detroit, para o centenário da Chevrolet, e que foi restaurada, doada e entregue ao Heritage Center ???
    Será que vai a leilão também ??

  7. leonel

    saludos desde argentina.Es muy triste escuchar eso.lamentablemente las automotrices terminan destruyendo la historia local a pesar de ser extranjeras.no saben que dan mala imagen.

  8. leonel

    saludos desde argentina.Es muy triste escuchar eso.lamentablemente las automotrices terminan destruyendo la historia local a pesar de ser extranjeras.no saben que dan mala imagen. en 1998 el presidente de renault argentina tomo el 1º torino fabricado(auto argentino) y lo preparo como el torino que corrio en las 84 horas de nurburbing.destruyo el primer producido para replicar un auto, que el original se encuentra en chatarreria.saludos

    http://argentinaautoblog.blogspot.com/search?q=torino&updated-max=2006-09-22T08%3A20%3A00-03%3A00&max-results=20

    http://argentinaautoblog.blogspot.com/2009/04/sigue-la-polemica-por-un-torino-de.html

    http://argentinaautoblog.blogspot.com/2007/10/dos-coleccionistas-dicen-tener-el-mismo.html

    http://argentinaautoblog.blogspot.com/2007/09/se-vendi-el-torino-de-nrburgring.html

    http://argentinaautoblog.blogspot.com/2006/11/encontramos-al-torino-perdido.html

  9. Francisco

    Até o fim da linha dos Opalas eu era entusiasta da marca….trabalhei na Willys, na Ford-Willys mas sempre fui admirador dos Chevrolets,tivemos inumeros GM amewricanos em nossa casa, minha infância passamos as viagens num Chevy 1940, tenho meu Camaro que é meu sonho, não conseguí comprar meu Camaro 67 mas continua nos meus sonhos ……esta idéia da venda deste ATIVO me passou pela cabeça no dia que retiraram os carros lá da ULBRA, A VIDA HOJE DENTRO DE UMA MONTADORA É COMPLETAMENTE DIFERENTE DOS ANOS 60/70/80, hoje vive-se o tempo de produção…o empregado na linha tem 60/70 segundos para apertar 5 ou 6 parafusos senão a linha para….é uma outra visão de negócio….a matriz está falida, no Brasil os carros GM são altamente defasados, vendem bem pois o consumidor ainda é iludido por uma série da fatores, os carros são ultrapassados, os motores são projetos rebocados dos anos 80. Eu esperava da empresa uma atitude mais positiva com relação aos automóveis da coleção, são outros tempos, as decisões hj são meramente financeiras…..não direi que por vingança nunca mais comprarei um Chevrolet….mas com esta linha de produtos atual os coreanos são infinitamente melhores em qualidade e acabamento. O governo americano promoveu o clash for clunkers e o carro GM mais vendido era o décimo colocado…..realmente penso que não há salvação para a empresa….no Brasil é questão de tempo o consumidor perceber que existem disponíveis produtos muito superiores em qualidade. Sinto muito.

  10. Nanael Soubaim

    Em verdade vos digo, amigos com um mínimo de sensatez, as professias estavam certas. Não foi o espetáculo pirotécnico que os fanáticos queriam ver par tripudiar, mas o mundo realmente acabou no início deste século, em Setembro do ano passado. O mundo novo nada tem a ver com ele. Ford, GM e Chrysler, se quiserem ter um mínimo de chances de sobreviver, terão que ser tão boas quanto os carros que um dia fabricaram. O mundo onde uma empresa famosa por copiar em versões papél higiênico os carros alheios, está conseguindo sozinha viabilizar o ressurgimento dos carros aléctricos; onde o slogan “Você conhece, você confia” não faz mais o menor sentido.
    A Fiat talvez seja a mais confiável(?) das estrangeiras. Quem sabe só a Agrale ainda não tenha nos decepcionado, não sei se por respeito ou por falta de chances. O facto é que cabe a pessoas como nós preservar a parte boa da história e suas lições.
    Antigomobilismo, se um dia foi um prazer de gente bem sucedida, agora se torna um ramo da história moderna. Com o pouco que conheço de engenharia automotiva, e sou amparado pelos engenheiros que me conhecem, é sim possível construir aquelas barcas duradouras de modo econômico e sem eriçar os cabelos dos ecoxaropes. Mas teimosia e egoísmo ás vezes andam juntos. Espero que a “Nova” GM dê certo e aprenda com os erros da antiga, pra tanto (pelo menos) ajudando a preservar a própria história, e que as outras façam o mesmo. Mas fazendo carros familiares bonitos, para variar.
    Quanto ao ex-acervo da Ulbra, vítima de administradores sem amor ao que fazem, acredito que colecionadores sérios estão de prontidão para o menor sinal de venda pós-leilão. A notícia me chocou, mas não me surpreendeu, tampouco ofuscou meus brios antibomobilistas. Eles desistiram? Eu não.

  11. Irapuã

    Com base em que parâmetros teria sido feita a avlaição destes veículos? Chega a cheirar a negociata. Beneficio a alguns protegidos da rede concessionária ao fazer bons negócios (?) fracionando e dilapidando o conjunto, que deve se espalhar pelas garagens de colecionadores que provavelmente nem os tirarão para tomar sol.
    O valor da venda é apenas simbólico, preço vil, pela história e o simbolismo que carrega o acervo.
    Se não pretendia guardar e conservar, passasse a um museu como o de Roberto Nasser em Brasília, atitude digna que teve a Ford para com seus veículos de Caçapava -mesmo que fosse a título de comodato- ou até ao Clube do Chevrolet de São Paulo, onde o Sr. André Beer com certeza saberia enaltecer o valor das peças preservadas. Acredito que o valor arrecadado não vai pagar nem o 13° do executivo que definiu sua venda…

  12. David

    Não me surpreendi ao ler esta notícia, pois eu considero isso como algo que pode acontecer com qualquer empresa aqui no Brasil: jogar sua história no lixo e continuar seguindo seu caminho em frente rumo somente ao lucro. Pra quê preservar história? Tudo aquilo já se foi mesmo, pra quê eu vou me apegar ao passado? Temos que ser visionários e, já que somos uma empresa, nós devemos apenas nos preocupar em faturar, lucrar e encher os bolsos!!!

    E eles ainda, como já dito acima, se vangloriam em vender remendos mal-feitos de carros ultrapassados como “última geração”…

  13. Danilo

    É como o Mario Buzian disse, os carros foram entregues pela GM a um grande leiloeiro de São Paulo, que comandou o leilão apenas para concessionários GM previamente cadastrados. Através de um concessionário eu vi as fotos dos veículos. Nem todos carros estavam em excelente estado, muitos estavam já com ar de abandonado e alguns já estavam até com peças faltando, mas a grande maioria com certeza tinha algo para contar. Apesar de nem todos serem exatamente os ultimos fabricados e nem todos estarem mais 0KM, muitos eram da ultima safra e todos possuiam baixa quilometragem. Quanto a pergunta do Mário sobre o Chevrolet Brasil 59, um dos lotes era um modelo desses, que já estava sem os farois e outros detalhes, não sei se é o mesmo carro a que ele se refere. Parece que ainda tem outro lote de veículos para ser leiloado.

  14. Vecchio

    Tenho grande apreço pela história de nossa industria automotiva. Sou entusiasta da preservação de veículos que fizeram parte de nossa vida, nosso passado (parabéns pelo Ford 51 recém adquirido – seja feliz com esta relíquia).Tive sete veículos GM ( Monza 83 3v 2 portas 1 6, Monza 83v 1.8, Monza 87 2.0, .Opala Collectors 92, Omega 3.0 94, Vectra 97 2.0, outro 2001 2.2).Todos exelentes carros .Sempre acreditei que a GM preservava sua história no Brasil, tanto que guardo até hoje a fita VHS que acompanhava o Opala quando de sua aquisição. (http://www.youtube.com/watch?gl=BR&hl=pt&v=dJxysgYQ-ug&feature=related) e (http://www.youtube.com/watch?gl=BR&hl=pt&v=FoCKU5d7GWs&feature=related). Não consigo acreditar no que fizeram. Sinceramente, não creio que volte a comprar outro GM, principalmente considerando os produtos oferecidos hoje em dia. DECEPÇÃO TOTAL.

  15. Mário Buzian

    Danilo,

    O meu amigo que me passou todas as informações acerca desse infame leilão, já havia me dito sobre essa picape, ela faltava os faróis dianteiros e o motor estava na caçamba, fora do carro. Foi o mais barato, saiu por reles cinco mil reais. Pela descrição dele, deveria ser outra unidade que estava em reforma sob a responsabilidade da Ulbra, que possuiu alguns dos melhores e apaixonados especialistas em restauração antiga e automotiva. Acho que aquela 59 que foi a Detroit ainda deve continuar por lá, pois não teria lógica leiloá-la aqui, se o valor arrecadado certamente não cobriria nem os gastos com o frete…
    Leonel, eu também acompanhei essa triste saga sobre o Torino que correu em Nurburgring, que chegaram ao ponto de fazerem uma réplica por não terem guardado o original, que está sob o poder de um senhor, ainda sem nenhum tipo de restauro…Valeu pelo apoio !!!
    Em meados dos anos 90 eu acabei conhecendo aquele que seria o primeiro Chevrolet Opala faturado, chassi 000004, que era bege e tinha motor 2500 de 4 cilindros. O carro estava em SBCampo, SP, com seu único dono, e tinha uma foto de entrega na concessionária Baralt, que mostrava ser aquele o primeiro Opala faturado a um particular…O carro tinha inclusive o seu carnê de financiamento quitado, e toda a documentação, desde zero. Ele pertencia à avó de um amigo nosso, que ficou viúva em 1969, foi o seu avô quem comprou o Opala.
    Passei todas as informações ao Sr. Fanfa na época, pois era ele o responsável pelo projeto do museu, e não soube mais do paradeiro desse Opala. Segundo ele me disse, o chassi 000004 seria realmente o primeiro Opala, já que os outros três foram usados para fotos e catálogos, sendo depois usados em testess de corrida-piloto (que são testes de qualidade do produto, em modo acelerado), e posteriormente escrapeados.
    Será que a GM comprou realmente esse Opala ???

  16. Oswaldo Gomes Paiva

    Não vou me alongar…….eu possuo um Chevrolet Opala SS4 1977 90% original, o carro está comigo a mais de 13 anos…….é lamentável a atitude da GMB queimando sua memória….é como queimar as fotos por exemplo desde o nascimento de um filho até sua adolescência…….onde fica a história e a recordação do passado…..

  17. Fernando J.Gonçalves

    É UMA PENA. ENTRETANTO, SE TIVESSEM OFERECIDO OS CARROS A PREÇO DE BANANA, COMO FOI NOTICIADO, A QQUER UM DE NÓS, COM CERTEZA OS COMPRARÍAMOS E ESTARÍAMOS C/ O ACERVO NA MÃO PARA VENDÊ-LO , AOS POUCOS, DIANTE DAS NECESSIDADES QUE A VIDA AS VEZES NOS IMPÕEM OU ATÉ MESMO PARA OBTER UM BOM LUCRO. NÃO CULPO A GM QUE , COMO QQUER OUTRA MONTADORA, VISA APENAS O LUCRO CADA VEZ MAIOR. A QUESTÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO, EM ESPECIAL NO BRASIL, É UM TEMA DE 3º PLANO, RELEGADO A NÓS ENTUSIASTAS E/OU COLECIONADORES PARTICULARES. NÃO DEVEMOS NOS ILUDIR COM OUTRO TIPO DE CONDUTA DE UMA ‘EMPRESA’ QUE SIMPLESMENTE MONTA/FABRICA CARROS E ESTÁ PREOCUPADA C/ O FUTURO E N/ C/O PASSADO. QUE ME DESCULPEM OS QUE PENSAM DE FORMA CONTRÁRIA.

  18. Romeu Nardini

    Lamentavel e revoltante notícia.
    Eu particularmente sempre respeitei a GMB como sendo a unica fabricante brasileira um pouco mais preocupada com a nossa história automobilistica, visto que as outras fabricas pouco se preocupam com sua própria história e com a preservação em geral.
    Desde os tempos do Sr. André Beer como comandante dessa empresa, a GM já falava em preservação, em histórico de modelos e até na possibilidade de montar um Museu.
    E me parecia que mesmo com a saida do Sr. Beer, os dirigente da empresa dariam continuidade as suas idéias e seus projetos.
    Com os problemas surgidos para a construção do Museu em SCS e a transferencia do acervo da GM para a Ulbra, senti até um certo alivio achando que assim a memória do Automovel brasileiro estaria sendo preservada pelo menos em parte, atraves dos nossos Chevrolets.
    Porem veio a revoltante catástrofe da Ulbra e novamente todo o acervo voltou a correr perigo.
    E realmente essa noticia da venda dos carros foi um soco no nosso estomago e de todos aqueles que tinham um pingo de respeito e esperança de que esses carros poderiam ser admirados um dia, todos reunidos em um mesmo lugar.
    E assim continuamos nós, a cada dia nos decepcionando, nos revoltando e perdendo, sempre perdendo, com as histórias de Caçapavas, Bebedouros, Ulbras, coleções dilapidadas, depenadas, roubadas…
    Triste, muito triste.

  19. Nikollas Ramos Autor do post

    Minha esposa leu este post e, claro, achou tudo um tanto exagerado! Perdoada, conversamos um pouco sobre empresas, relações de trabalho, lucro, e acho que ela entendeu melhor o nosso ponto de vista. Ou o meu, ao menos.
    Vejam, as grandes empresas estão fora de controle, neoliberalismo só a aprtir da página 15 do manual do gestor, que fala dos lucros. A parte social nem é impressa mais. Se eu aceitar isso como sendo inevitável, corro o risco de abrir mão de valores que se opõem a esta exploração desmedida do capital em desfavor do homem. E cultura é o que se trata aqui. É memória, é tradição, é o prazer de viajar com as crianças e poder admirar Aleijadinho, o samda da Pedra do Sal, o queijo da serra da Canastra, tudo isso se impõe contra uma visão egoísta de mundo em que só há espaço para a individualidade, a falta de respeito ao outro. Se desenrolarmos este carretel, ele chega até Brasília, Washington, na sala da minha casa, no Discovery Kids. Sim, é um mundo hostil, materialista e imediatista que, como bem lebrou o amigo acima, criaram Ulbras, Caçapavas e tantos outros absurdos.
    Eu até compreendo que o negócio de construir carros é uma coisa distinta da preservação da memória da nossa indústria automotiva, não precisam estar no mesmo bolso. Mas daí para passar no cobre estes carros, dividindo aquilo que deveria estar reunido, escondendo-o para sempre dos que ainda nem nasceram, acho um absurdo contra o qual devemos nos voltar, sob pena de a cada dia nos tirarem mais um pouco, até não restar nada.
    Concordo com Nanael que isso não afeta minha paixão, continuo amigo do Camaro lá de casa e do Fordão, mas nem por isso deixo de me chocar com afalta de sensibilidade de quem poderia promover até uma ação de marketing utilizando seu patrimônio e, ao contrário, o desdenha. Muito grave isso, espero que Alessandra concorde.
    Abraços, Nik.

  20. Mário Buzian

    Nik,

    Eu entendo perfeitamente que o chamado capitalismo feroz desse século coloca as indústrias num patamar as quais só interessam auferir lucros cada vez mais frequentes…mas mesmo isso não justifica a ação de se desfazer do seu patrimônio histórico.
    Como já foi colocado aqui, se essa venda fosse inevitável, até para cobrir gastos que fogem de nosso conhecimento, seria justificável.
    Mas infelizmente não é.
    O que mais me revoltou foi a constatação de que a GMB só se preocupava com a sua história quando tinha em seu comando gente apaixonada pela empresa, como o Sr. Emaús e o Sr. Beer. Só o fato de terem mandado para a Ulbra todo o seu patrimônio histórico já levou a entender que eles não queriam mais saber sobre o assunto. Foi muito conveniente. Sei que eles tiveram uma baita dor de cabeça com o lance do terreno doado pela prefeitura de SCSul, mas a impressão que tenho é a de que quando mandaram retirar toda aquela “quinquilharia velha” das dependências da Ulbra, algum gênio marqueteiro deve ter dito: “vamos acabar com essa velharama, que só dá despesas”. Dito e feito.
    E feito da pior forma possível.
    Porque não discutiram o que fazer com gente que efetivamente participa sobre o assunto ???
    Porque não procuraram os clubes e interessados em carros antigos, e sobretudo, gente que quer preservar essas origens ???
    Seria muito difícil isso ???
    Ora, possibilidades existem, e aos borbotões…
    Poderiam ter usado o próprio site deles para isso.
    Já o fizeram em algumas ocasiões, como no ano passado, para leiloar online um Prisma completo, com a renda revertida para alguma associação.
    Mas não.
    Decidiram bonificar algumas concessionárias, dando-lhes a chance de obter mais lucro ainda, com a sua própria história.
    Sorte de pouquissimos empresários, que conseguiram enxergar nisso uma grande fonte de nova riqueza.
    Podem esperar muito tempo até, pois pagaram migalhas nesses pedaços de metal, vidro e borracha históricos.
    Podem se dar ao luxo de negociarem quando quiserem,e pedirem o quanto quiserem, sempre vai ter algum apaixonado a ser esfolado por essa gangue.
    E também se não quiserem vender, podem coloca-los em um galpão, com acesso restritíssimo, e se gabarem de ter tantas raridades adquiridas por preço de banana.
    Eu continuo com a minha revolta, e repito, não quero mais saber de produtos Chevrolet, feitos aqui ou não, por muito tempo.
    Tenho TODOS os motivos para tanto, pois assasinaram o meu sonho, e de tantas outras pessoas abnegadas como eu, de ter reunidoas em um mesmo espaço todo esse material.
    O que iria custar para erguer esse museu ???
    Muito menos do que uma carreta cheia de Captivas, certamente.

  21. Nikollas Ramos Autor do post

    Mário, a nossa parte é esssa, criticar, cobrar, escrever. Fazer marola que a onda cresce.
    Falando em crescer, ainda não vi em alguns dos nossos principais fóruns de discussão referência ao assunto, e isso é preocupante. Esse post foi visto mais de 1.200 vezes desde que foi publicado, vezes o efeito multiplicador, a notícia está por aí. Como vai reagir esse tal do movimento antigomobilista é a questão. Cadê os clubes, federação e etc da vida que deveriam estar protestando agora? Afinal, preservar a memória do automóvel está em TODOS os seus atos constitutivos, sem exceção. Mas estamos todos cansados, ocupados, sem fé ou esperança não é mesmo? É mais uma pancada na cabeça dentre tantas outras que nos dão todos os dias, ainda têm a família, as contas, e a vida vai seguindo seu caminho.
    Espero que uma questão destas não seja ignorada, mais uma vez, por quem mais alto pode falar.

  22. Mário Buzian

    Nik,

    Tenho a estranha sensação de que andam acobertando algo…eu também acho muito, muito estranho que somente a gente faz barulho sobre um assunto tão grave como esse, ou então nós, a minoria, estamos redondamente enganados, e as outras pessoas consideradas “normais”, podem até acreditar que a GMB fez um grande serviço aos brasileiros vendendo essa “tralha” poluidora e de pouca utilidade…
    Prefiro me queixar e fazer barulho sim, pois são atitudes como essas que me envergonham de ser um autêntico antigomobilista, de alma e coração.
    O estrago já foi feito, Nik.
    2009 será para sempre lembrado como o pior ano para o antigomobilismo brasileiro.
    Poderia ser bem melhor, não fossem atitudes mesquinhas e impensadas de gente que se intitulava cabeça desse movimento…

  23. Nanael Soubaim

    Sim, se é só o que podemos no momento, façamos o ruído necessário, de preferência barulho com som de ferrugem, para perceberem que a insatisfação nao ficará só por cá, mas se alastrará. A GM, como as outras, deveria olhar para trás e ver o que deu certo, para corrigir seus erros. Meu alfaiate é fã de Chevrolet, mas acabo de lhe dizer que estão vendendo rádio de válvulas com propaganda de transistor e ele ficou triste. Mas se não for assim, infelizmente se acomodam e acham que dá para levar.

  24. Nanael Soubaim

    Não gosto de estragar esperanças alheias, mas as possibilidades de voltarem a fazer turma são mínimas… Embora “mínimas” não seja sinônimo de “nulas”, mas não acalento esperanças a respeito.

  25. Corsário Viajante

    Só prova que a GeMe do Brasil não está nem um pouco preocupada com sua história, a qual não exita em jogar no lixo, seja leiloando um acervo desses seja lançando carros ridículos que desmerecem sua antiga tradição.

  26. Thyago Szoke

    Gostaria muito de ter essa quantia, e de ter tido essa oportunidade de compra. Como entusiasta da indústria automobilística nacional, faria questão de abrir um museu para esses carros! Exemplares assim não merecem ficar sendo admirados por um apaixonado só.

  27. Romeu Nardini

    Buzian voce tem razão.
    Parece mesmo que as coisas foram feitas rapidamente, às escondidas e estão sendo acorbertadas.
    Ou, quanto menos se falar melhor.
    Frequento varios foruns e sites e não vi quase nada a respeito.
    Vamos continuar aqui protestando, nos revoltando, meio que pregando no deserto.
    A FBVA (Federação Brasileira de Veiculos Antigos) deveria pelo menos se manifestar à respeito.
    E realmente 2009 está sendo tragico para o antigomobilismo.
    E o pior, o ano ainda não acabou.

  28. Mário Buzian

    Meu grande amigo Romeu,

    Já comecei a receber e-mails com fotos e ofertas dos carros que já estão nos pátios das concessionárias que os arremataram…Em dois casos, o menor lucro pedido pelo preço que pagaram chegou a 120%.
    Devem estar pensando, “pena que a GM não guardou mais carros como esses, aí sim poderíamos ganhar muito mais grana com isso”…
    E como você bem lembrou, além de trágico para o nosso antigomobilismo, 2009 ainda não terminou…

  29. Nanael Soubaim

    Eu sabia! Isto prova que eles lêem publicações internauticas a respeito e deram de cara conosco. Talvez o próximo número da Classic Show diga algo a respeito, espero pacientemente que sim. A Chevrolouca deveria dar uma olhada no trabalho do Du Oliveira para planejar seus próximos carros, porque esse Agile (mistura de DKW com aparelho odontológico e Rural Willys com complexo de inferioridade) não vai dar conta do recado.

  30. carlos

    Por favor, alguém saberia me dizer onde foram parar algum desses carros depois de leiloados? Tem um Kadett 98, o último produzido, à venda por 44900 no site Armazem70. Alguém saberia onde estão os demais carros?

  31. Nikollas Ramos Autor do post

    50 pratas, Carlos? Se o pessoal de lá arrumar 5 carros desse por ano, o lucro bate no teto, não é mesmo? Mas, infelizmente, história não cresce como mato.
    Eu não sei dos outros, mas já, já a gente fica sabendo.
    Abraço, Nik.

  32. carlos

    Obrigado, Nik. Se vc souber de outros carros, por favor, me avise. Parece que tinha no lote um SS prata, quatro portas, dos poucos que fizeram…Vivo sonhando com um carro desses.

  33. Andre Decourt

    Carro prá mim agora só japonês…….. são os últimos a respeitar a essência e origem…..

    Isso para simples mortais, BMW ainda respeita sua essência, isso até lançar alguma coisa com tração na frente….

  34. carlos

    Soube, por um funcionário GM, que um Opala 73 desse lote foi arrematado por um Diretor por 43 mil. Havia um Monza cuja pintura estava tão encardida que quando poliram ela saiu. Quanto ao último Kadett GSi, a pessoa que arrematou já gastou 4 mil para fazer o motor pegar. O carro foi abandonado com o óleo do motor original por anos lá dentro e ele virou uma pasta que danificou os pistões. Os carros estavam, em sua maioria, em péssimo estado, totalmente abandonados.
    Uma lástima…mas eu queria um mesmo assim. Abraço a todos!

  35. Hermínio

    “É o dinheiro pelo dinheiro, a falta de amor às coisas, de carinho e apreço pela herança fruto do trabalho de outras gerações que têm colocado o mundo no buraco em que está. Aí não há progresso, há retrocesso.”

    Esse pedaço extraído do post original lá em cima resume a situação para mim. Mostraram que não tem o menor respeito pela própria história e muito menos por nós, consumidores apaixonados. É uma traição. Possuo um Monza 87 que pertenceu a meu pai. Digo para meu filho o seguinte: tá vendo, o carro tem 22 anos de uso e pode-se perceber que tem conforto, qualidade e muitos outros adjetivos. Duvido que a Meriva que comprei ano passado consiga essa façanha. Hoje é tudo descartável: a história, a moral e outros valores. É uma vergonha. Abraçoss!!!!

  36. Sergio adolfo

    Como eu queria comprar aquela suprema cd 3.0 que eles tinham lá, só vi as fotos……
    Se a GM voltasse a produzir os carros que tinha na década de 90, se eu tivesse dinheiro, compraria novamente!
    É mesmo uma pena
    Lamento muito ter postergado a visita ao museu da ULBRA, agora poderia ter ao menos uma memória fotográfica do carros que mais admirei!!!!!!!!!!!

  37. Zé Madalena - BH MG

    Pois Zé… Enquanto isso aqui no brail um BANDO de BABÃO fica puxando o saco das montadoras que não estão nem ai !!!!
    As montadoras querem é dinheiro !!!!
    Montando esse monte de LIXO e vendendo, e quém compra acha que está por cima…Estão é por cima da M…. !!!!!!!!
    Abraços do Zé de BH MG.

  38. Tadeu

    É uma pena o governo não ter mantido o Museu da Ulbra e os ícones da nossa história.
    O que a GM fez é vergonhoso e deprimente.
    Mantenho 03 ícones da marca e assim continuarei, pois ao contrário deles, há pessoas que sabem reconhecer a história desses carros e mais, os momentos que viveram com eles. De viagens a pegas, de paqueras a ralados, sempre me param e relembrar os momentos. E estes carros fazem-me um grande favor, me trazem amigos de verdade. Hoje em dia o status fala mais alto e quem pode (R$) mais.
    Eu tenho meu estilo e minha idéia.
    AbraçoSS,
    Tadeu.

  39. Ricardo

    Somente adicionando uma idéia aos demais comentários postados: Descanse em paz GMB.

  40. reinaldo lima

    vou jogar na mega hoje acumulada em 70 milhoes e vou na captura dos chevrolets!!!

  41. Andrei Kieling

    O Celta azul é o primeiro que foi produzido.
    O Celta foi o salva vidas da GM
    Foi ele que alavancou as vendas e hoje estão querendo tirar ele de linha pra colocar
    um outro carro baseado no GM Spark chinês ou no GM Sail também chinês
    Eu torço pra que quem arrematou esses carros cuide deles muito bem pois fazem
    parte da história desse país.
    Eu queria muito aquele Celta.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s