Achei um tesouro.
Este filme, produzido pela General Motors em 1954, pretendia convencer o americano da necessidade de reformar sua malha rodoviária, então obsoleta e deficiente, e explicar o por quê da necessidade de se rasgar a América no Norte com modernas freeways, as mesmas que ainda hoje nos impressionam. O filme vende as autopistas como solução, a única salvação para o caos que acometia o trânsito americano de então. Como ainda hoje lemos e ouvimos por aí, em todo o lugar.
Tudo bobagem, eu penso, pois o automóvel é o único problema do trânsito. Expandem-se as avenidas e a indústria trata de entupí-las com mais veículos. E o ciclo se reinicia novamente. Tanto é que, hoje, após as grandes obras de Eisenhower dos anos 50, que este filme precede, com suas imensas rodovias interestaduais, o trânsito nos EUA está longe de ser o que propagandeou a GM neste filme: uma eterna luz verde para o motorista americano. Como peça de ideologia é um lixo, como são os argumentos de quem defende, ainda hoje, a supremacia do automóvel sobre todas as coisas. Mas ainda há um tesouro aí, como disse, e não é esse.
O link para download do filme (500Mb) está aqui, no Archieve.org e vale a pena tê-lo em seu micro. É melhor que a versão que está no Youtube, que se pode ver acima. Baixando o filme, é possível ver frame a frame toda a fauna automobilística de 1954, com aqueles autos incríveis, coloridos, cromados e engarrafados. Não conheço filme melhor para se observar os automóveis do início dos anos dourados em seu habitat natural, esse verdadeiro Serengueti de cores, formas e velocidade. Se você conhece, avise por favor.
Curioso é a quantidade de Fords em close que se vê num filme da GM, Principalmente os shoebox. Vá entender.
Para uma lista dos autos e caminhões que aparecem no filme, devidamente identificados, siga este link do IMCDB.org.
A seguir, alguns frames que me chamaram a atenção. No primeiro, um raro e sonhado Ford Crestliner 1950, revestido em Coronation Red metálico.




























Um detalhe que me bolina a vaidade: na foto aqui ao lado, 







































